Rodobens S/A (consolidado): lucro líquido dobra no 2TRI21

Carla Carvalho
Graduada em Ciências Contábeis pela UFRGS, pós-graduada em Finanças pela UNISINOS/RS. Experiência de 17 anos no mercado financeiro, produtora de conteúdo de finanças e economia.

Crédito: Divulgação

A Rodobens S/A (consolidado) reportou lucro líquido de R$ 120,5 milhões no 2TRI21. O resultado é 2,1 vezes superior ao do mesmo período do ano passado, que foi de R$ 57,2 milhões.

Já a margem líquida do período foi de 9,8%, aumento de 1,3 pontos percentuais no comparativo anual.

Veja o balanço da Rodobens S/A (consolidado) na íntegra.

Principais números do 2TRI21

Lucro Líquido

Lucro 2TRI21: R$ 120,5 milhões

Lucro 2TRI20: R$ 57,2 milhões

Ebitda

Ebitda 2TRI21: R$ 191,9 milhões

Ebitda 2TRI20: R$ 102,2 milhões

Receita Líquida

Receita Líquida 2TRI21: R$ 1,23 bilhão

Receita Líquida 2TRI20: R$ 672,4 milhões

Receita líquida cresce 83,4%

No 2TRI21, a receita consolidada do grupo apresentou crescimento nos dois segmentos: varejo automotivo (+101,1%) e serviços financeiros (+34,7%).

No varejo automotivo, segundo a companhia, houve um aumento de 73,7% no número de veículos vendidos na comparação com o 2TRI20. Quanto aos serviços financeiros, a empresa atribui o crescimento principalmente ao aumento dos consórcios e financiamentos.

Ebitda aumenta 87,8%

A companhia atribui o aumento do Ebitda ao crescimento das receitas de forma geral. No 2TRI21, a margem Etibda se manteve praticamente estável no comparativo anual, em 15,6%.

Aumento das despesas operacionais

As despesas operacionais cresceram 66% no comparativo anual. De acordo com a Rodobens, os investimentos em transformação digital foram os principais responsáveis pelo aumento dos gastos.

Investimentos

No primeiro semestre de 2021, os investimentos da companhia foram de R$ 26,1 milhões. Nesse sentido, o principal direcionamento dos recursos foi em transformação digital e tecnologia da informação.

Geração de caixa

No 2TRI21, o fluxo de caixa gerado pela operação foi de R$ 21,9 milhões, contra R$ 222,4 milhões no mesmo período de 2020. Segundo a empresa, o aquecimento do mercado automotivo no primeiro semestre desse ano levou a uma maior necessidade de capital de giro, principalmente para a recomposição de estoques de veículos nas concessionárias.

Outro fator que contribuiu para a redução do caixa foi a normalização dos pagamentos à Toyota (a montadora havia dilatado os prazos da rede durante a primeira onda da pandemia).