RNI (RDNI3) tem prejuízo de R$ 7,3 milhões no 1TRI20

Felipe Alves
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Crédito: RNI (RDNI3) tem prejuízo de R$ 7,3 milhões no 1TRI20

A incorporadora imobiliária e construtora RNI (RDNI3) registrou um prejuízo líquido de R$ 7,3 milhões no primeiro trimestre de 2020. Apesar disso, o prejuízo foi menor do que os R$ 9,8 milhões registrados no mesmo período de 2019.

O prejuízo antes das participações minoritárias da empresa foi de R$ 6,8 milhões no primeiro trimestre de 2020. No ano anterior este valor foi de R$ 10,6 milhões nos três primeiros meses do ano.

Apesar dos prejuízos e da crise do coronavírus, a RNI conseguiu elevar suas vendas no primeiro trimestre de 2020.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado para o primeiro trimestre de 2020 foi de queda de R$ 8,4 milhões. No mesmo período do ano anterior, a RNI também registrou prejuízo, mas de R$ 2 milhões.

A margem Ebitda ajustada no período foi de -15,2%, piorando o cenário do 1º trimestre de 2019, que era de -2,6%.

Já a receita líquida alcançou R$ 55,8 milhões. Foi uma redução de 42% frente os R$ 78,9 milhões do primeiro trimestre de 2019.

 

Outros indicadores

A RNI teve aumento de 17% da sua dívida líquida no primeiro trimestre de 2020. Passou de R$ 239,5 mil (2019) para R$ 344,8 mil (2020).

Já o caixa da RNI apresentou uma queda de 54%. No primeiro trimestre de 2019 o caixa da empresa era de R$ 137,2 mil e, agora, está em R$ 50,2 mil.

Diante da pandemia, por conservadorismo, a companhia captou em abril crédito bancário de R$ 50 milhões junto ao Banco ABC.

O patrimônio líquido da empresa ficou praticamente estável. Passou de R$ 615,7 mil no primeiro trimestre de 2019 para R$ 615,9 em 2020.

O lucro por ações da RNI teve uma queda de 25%. Se no início de 2019 quem comprasse as ações da empresa tinha R$ 0,23 de lucro por ação, agora este valor caiu para R$ 0,17.

 

Vendas crescem

Os lançamentos da RNI no primeiro trimestre de 2020 totalizaram R$ 64,9 milhões. O principal ativo que contribuiu para estes números foi o lançamento do High Redentora, em São Paulo, que já se encontra praticamente 30% vendido.

As vendas líquidas da empresa com Minha Casa Minha Vida, principal foco da companhia, cresceram 52% (no comparativo com o 4ºTRI19) e 71% (no comparativo com o 1ºTRI19).

A empresa tem focado nas vendas digitais e suspendeu os lançamentos que estavam previstos para março. Obras de São Paulo, Mato Grosso e Ceará foram paralisadas com a pandemia.