Direcional (DIRR3) cai mais de 7% após cancelamento de IPO da Riva 9

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Divulgação

O IPO (Oferta Pública de Ações) da Riva 9 que estava previsto para ocorrer nesta quinta-feira (30) será cancelado. O anúncio foi feito pela Direcional Engenharia (DIRR3) nesta terça-feira (28).

A Direcional citou “condições de mercado” para cancelar o IPO de sua controlada. O pedido de IPO havia sido feito pela Direcional em 4 de março deste ano.

Mas, segundo a empresa, a turbulência dos mercados provocada pela pandemia de Covid-19 impossibilitará a abertura da Riva 9 para o mercado. No entanto, a empresa não detalhou os motivos que levaram à nova decisão.

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Perto das 14h, as ações da Direcional registravam queda de 7,84%, cotadas a R$ 14,93.

A proposta de IPO representava uma cisão dos negócios da Direcional. A empresa ficaria concentrada nos segmentos de média e baixa renda, com atuação no Minha Casa, Minha Vida. Assim, a Riva 9 se dedicaria mais ao mercado de média renda.

 

Riva 9 esperava captar quase R$ 1 bilhão

Com o IPO nesta semana, a Riva esperava captar cerca de R$ 940 milhões. Os recursos seriam usados para expandir os negócios para além de Minas Gerais.

Assim, a expectativa da construtora era tirar do papel 29 projetos do estoque de terrenos. Com isso, alcançaria um VGV de R$ 5,8 bilhões e mais de 21 mil unidades. De acordo com o prospecto, a Riva 9 planejava ter presença em 10 cidades nos estados do Amazonas, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

Criada em janeiro de 2011, a Riva 9 Empreendimentos Imobiliários é um braço da mineira Direcional Engenharia (DIRR3).

Desde que começou a operar, a subsidiária da Direcional já concluiu dois empreendimentos em Minas e um terceiro está em obras. Assim, no total, são 1265 unidades, com Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 483 milhões.

A operação seria coordenada por BTG Pactual, Bradesco BBI, XP Investimentos e também pela Caixa Econômica Federal.