Quais são os riscos do Tesouro Direto

Késia Rodrigues
Colaboradora Independente do Portal EuQueroInvestir e leitora assídua de conteúdos sobre economia e política. Apaixonada por tecnologia, investimentos e viagens.

O Tesouro Direto é uma plataforma desenvolvida pelo Tesouro Nacional que permite a negociação de títulos públicos entre pessoas físicas por meio da internet.

Antes, os títulos públicos eram acessíveis apenas aos grandes investidores, pois era preciso ter bastante dinheiro para começar a investir nessa modalidade.

Entretanto, o Tesouro Direto conseguiu democratizar o processo de compra e venda de títulos públicos, permitindo aplicações a partir de R$ 30,00.

Apesar de ser considerado um investimento bastante seguro, algumas pessoas ainda têm receio de “emprestar” o seu dinheiro ao Governo Federal.

Por isso, saber quais são os riscos do Tesouro Direto é muito importante, seja para quem quer começar a investir ou para quem já possui títulos públicos em sua carteira de investimentos.

A seguir, abordaremos quais são esses riscos e como evitá-los. Esperamos que esse conteúdo consiga eliminar qualquer dúvida que você tenha sobre esse produto.

Principais riscos do Tesouro Direto

Os riscos são inerentes aos investimentos. Sempre que você aplica o seu dinheiro em algum lugar, até mesmo na poupança, há algum risco envolvido.

Crédito da imagem: Banco de Imagens EnvatoElements/By ivankmit,

Com o Tesouro Direto não é diferente, pois ele está sujeito a dois riscos importantes, que são o risco de mercado e o risco de crédito, do qual falaremos detalhadamente ao longo deste artigo.

No entanto, a maioria das pessoas acredita que o risco de crédito do Tesouro Direto seja muito alto, pois pensam que o governo irá dar um calote em todos os investidores dos títulos públicos a qualquer momento.

Bem, não podemos dizer que isso nunca irá acontecer, mas uma coisa podemos garantir: caso isso aconteça, você já terá fugido para as colinas há muito tempo!

Existe todo um ecossistema financeiro que gira em torno do governo e, caso ocorra um calote, o país inteiro corre o risco de quebrar.

Felizmente, apesar da crise que o país tem atravessado nos últimos anos, isso está longe de acontecer.

Hoje, o Governo Federal é considerado o melhor pagador de todos, pois é o único que tem a capacidade de aumentar a sua arrecadação por meio de tributos ou de imprimir mais dinheiro caso precise.

Por isso, o governo raramente irá deixar de cumprir com a sua obrigação de pagar, logo, o seu dinheiro e o seu rendimento no Tesouro Direto estão protegidos.

Hoje, o maior risco do Tesouro Direto está relacionado ao comportamento do investidor, que pode vender o seu título antes da data de vencimento se desejar.

Esse é o chamado risco de mercado, do qual falaremos no tópico a seguir.

O risco de mercado

O risco de mercado nada mais é do que a possibilidade de perder rentabilidade no caso da venda antecipada de um título do Tesouro Direto.

Isso porque, ao tomar essa decisão, o investidor fica propenso a receber aquilo que o mercado estiver pagando pelo título no dia em que pretende vendê-lo.

Apesar de o Tesouro Direto oferecer títulos de longo prazo, o investidor pode vendê-lo quando quiser, mesmo que a data do resgate ainda esteja muito distante.

No entanto, quando alguém opta por fazer essa venda antecipada, ficará sujeito ao risco de o mercado pagar um valor menor do que aquilo que foi pago pelo título, ou seja, é possível que a sua rentabilidade possa ser negativa.

Talvez você já tenha ouvido falar da marcação a mercado dos títulos do Tesouro Direto. Se não, aproveite para ler o nosso artigo que trata sobre esse assunto.

Diariamente, conforme ocorrem oscilações nas taxas de juros do país, os preços dos títulos públicos no mercado podem aumentar ou diminuir e isso pode acabar gerando boas oportunidades de lucrar com o Tesouro Direto.

Nem sempre o resgate antecipado dos títulos do Tesouro Direto gera prejuízos. Há pessoas que lucram bastante com esse movimento, pois adquirem títulos quando as taxas de juros são baixas e fazem a venda quando há uma expectativa de alta.

Mas se você não deseja se aventurar no mundo da marcação a mercado, uma das maneiras mais simples de reduzir esse risco de crédito é mantendo o título até a sua data de resgate.

Crédito da imagem: Banco de Imagens EnvatoElements/By Elegant01.

O risco de crédito

Risco de crédito se refere à possibilidade de o emissor não conseguir saldar essa dívida ou de não querer pagá-la.

Como o emissor dos títulos do Tesouro Direto é o Governo Federal, por meio do Tesouro Nacional, a maior preocupação dos investidores é justamente quanto a possibilidade de o governo resolver dar um calote na dívida pública.

Uma das formas mais eficientes de identificarmos o nosso perfil de investidor, é realizando um teste de perfil.

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Se você consultar qualquer especialista em finanças, descobrirá que todos eles concordam que o risco de o Governo Federal dar esse calote é, praticamente, inexistente.

Antes que algo do tipo pudesse acontecer, o país já teria entrado em colapso e as coisas ficariam bem ruins por aqui.

Lembra-se da “fuga para as colinas” que citamos anteriormente? Nós certamente já estaríamos lá!

Brincadeiras à parte, caso o governo brasileiro resolvesse simplesmente não pagar seus credores, o resultado seria devastador, tanto para as pessoas físicas quanto para as pessoas jurídicas.

A quebra do Sistema Financeiro Nacional levaria milhares de empresas à falência, quebraria a Bolsa de Valores e quase todos os bancos do país.

Felizmente o Brasil está longe disso, mesmo que tenha atravessado uma forte crise nos últimos anos.

Quando o governo percebe que a situação do país pode se tornar muito complicada, pode adotar medidas para evitar que ocorra um colapso.

Entre as principais medidas estão o aumento de impostos (que são a principal fonte de arrecadação do governo) e o aumento na emissão de moeda por parte do Banco Central do Brasil, que é a autoridade monetária brasileira.

É claro que tais medidas podem, no longo prazo, gerar outros tipos de problemas como a sonegação e a inflação. Contudo, várias outras medidas também podem ser tomadas para evitar essas consequências.

Assim, se a sua maior preocupação ao investir no Tesouro Direto é a possibilidade de levar um calote do governo, pode deixar essa preocupação de lado, pois, mesmo que isso um dia possa acontecer, os especialistas conseguiriam prever tal fato com bastante antecedência.

Crédito da imagem: Banco de Imagens EnvatoElements/By choreograph.

Como evitar esses riscos?

Agora que você já saber quais são os principais riscos do Tesouro Direto, vamos descobrir como evitá-los.

O risco de mercado pode ser evitado com simples atitudes, como a escolha de títulos públicos com data de resgate compatíveis com os seus objetivos.

No Tesouro Direto, você encontra títulos com vencimentos bem longos, que são ótimos para quem deseja guardar dinheiro para realizar algum sonho no futuro ou para a aposentadoria.

Ao escolher um título com data de vencimento mais distante, procure se programar para não precisar desse dinheiro até a data do resgate.

Crédito da imagem: Banco de Imagens EnvatoElements/By amenic181.

Apesar de o Tesouro Direto permitir o resgate antecipado, caso você faça isso, estará sujeito a receber pelo título aquilo que o mercado estiver pagando naquele dia.

Se você quer investir no Tesouro Direto, mas não deseja correr o risco de perder o seu rendimento, uma boa opção é o Tesouro Selic.

Essa modalidade permite aplicações a partir de R$ 30,00 e que podem ser retiradas a qualquer momento, sem a perda da rentabilidade. Assim, caso surja uma emergência, você poderá solicitar a retirada do dinheiro sem perder nada com isso.

Como investir no Tesouro Direto

Ao longo deste artigo, você pode perceber o quanto é seguro investir no Tesouro Direto. Agora, vamos descobrir como fazer esse investimento de uma forma simples e descomplicada.

Apesar de ser possível investir no Tesouro Direto pela própria plataforma do Tesouro Nacional, algumas corretoras de investimentos possuem um sistema integrado, que permite realizar essas aplicações diretamente de sua plataforma.

Crédito da imagem: Banco de Imagens EnvatoElements/By Rido81.

Na XP Investimentos, você consegue investir tanto no Tesouro Direto quanto em diversas outras aplicações como CDBs, LCI, LCA, fundos de investimentos e ações.

Se você ainda não sabe como abrir uma conta na XP Investimentos, recomendamos a leitura do nosso artigo especial sobre o assunto:

XP Investimentos: Como abrir conta, começar a investir e ganhar dinheiro.

Ao fazer isso, você contará com o auxílio de um assessor de investimentos aqui da EuQueroInvestir.

Esse profissional poderá te indicar quais são os melhores investimentos de acordo com o seu perfil de investidor e os seus objetivos.

O serviço de assessoria é gratuito pode ser de grande valia se você ainda está em dúvida sobre a melhor maneira de investir o seu dinheiro e lucrar mais.

O vídeo a seguir contém um passo a passo de como abrir uma conta na XP Investimentos, confira:

Considerações finais

Atualmente, o mercado oferece uma vasta gama de produtos em que você pode investir e ganhar mais dinheiro.

O Tesouro Direto é uma das opções preferidas dos investidores, principalmente daqueles que desejam aposentar a velha poupança e, para isso, buscam por aplicações que tenham segurança.

Crédito da imagem: Banco de Imagens EnvatoElements/By Prostock-studio.

Muitos investidores também utilizam os títulos públicos em uma estratégia de diversificação de sua carteira de investimentos, principalmente por conta da boa rentabilidade que esses títulos garantem no longo prazo.

Invista no Tesouro Direto com a XP Investimentos e descubra o quanto pode ser simples investir por meio de uma corretora.

Caso você ainda tenha alguma dúvida, não deixe de ler o artigo “Como investir no Tesouro Direto pela XP Investimentos”, que está disponível aqui no nosso portal.

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