Conheça os riscos do Tesouro Direto

Redação EuQueroInvestir
Colaborador do Torcedores

O Tesouro Direto é uma plataforma desenvolvida pelo Tesouro Nacional. Por meio dela, é possível negociar títulos públicos entre pessoas físicas. Ainda assim, mutias se perguntam: quais são os riscos do Tesouro Direto?

É natural que haja dúvidas, pois a aplicação é relativamente nova para o pequeno investidor. Antes, os títulos públicos eram acessíveis apenas aos grandes investidores. Isso porque era preciso ter bastante dinheiro para começar a investir nessa modalidade.

Entretanto, o Tesouro Direto conseguiu democratizar o processo de compra e venda de títulos públicos, permitindo aplicações a partir de R$ 30.

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Apesar de ser considerado um investimento bastante seguro, algumas pessoas ainda têm receio de “emprestar” o seu dinheiro ao Governo Federal.

Por isso, saber quais são os riscos do Tesouro Direto é muito importante, seja para quem quer começar a investir ou para quem já possui títulos públicos em sua carteira de investimentos.

A seguir, abordaremos quais são esses riscos e como evitá-los. Esperamos que esse conteúdo consiga eliminar qualquer dúvida que você tenha sobre esse produto.

Principais riscos do Tesouro Direto

Os riscos são inerentes aos investimentos. Sempre que você aplica o seu dinheiro em algum lugar, até mesmo na poupança, há algum risco envolvido.

Com o Tesouro Direto não é diferente! Ele está sujeito a dois riscos importantes: o risco de mercado e o risco de crédito. Falaremos detalhadamente sobre eles ao longo deste artigo.

Em um primeiro olhar, muitas pessoas acreditam que o risco de crédito do Tesouro Direto seja muito alto. Logo pensam que o governo irá dar um calote em todos os investidores dos títulos públicos a qualquer momento.

Bem, não podemos dizer que isso nunca irá acontecer. Mas uma coisa podemos garantir: caso isso aconteça, você já terá fugido para as colinas há muito tempo!

Existe todo um ecossistema financeiro que gira em torno do governo. Ou seja, caso ocorra um calote, o país inteiro corre o risco de quebrar.

Felizmente, apesar da crise que o país tem atravessado nos últimos anos, isso está longe de acontecer.

Hoje, o Governo Federal é considerado o melhor pagador de todos. É o único que tem a capacidade de aumentar a sua arrecadação por meio de tributos ou de imprimir mais dinheiro caso precise.

Por isso, o governo raramente irá deixar de cumprir com a sua obrigação de pagar. Logo, o seu dinheiro e o seu rendimento no Tesouro Direto estão protegidos.

Atualmente, o maior risco do Tesouro Direto está relacionado ao comportamento do investidor. As pessoas podem vender os títulos antes da data de vencimento se desejarem. Mas neste caso correm o risco de mercado, do qual falaremos no tópico a seguir.

O risco de mercado

O risco de mercado nada mais é do que a possibilidade de perder rentabilidade no caso da venda antecipada de um título do Tesouro Direto. Isso porque, ao tomar essa decisão, o investidor fica propenso a receber aquilo que o mercado estiver pagando pelo título no dia em que pretende vendê-lo.

Apesar de o Tesouro Direto oferecer títulos de longo prazo, o investidor pode vendê-lo quando quiser. Mesmo que a data do resgate ainda esteja muito distante ele sempre pode vendê-lo.

No entanto, quando alguém opta por fazer essa venda antecipada, ficará sujeito ao risco de o mercado pagar um valor menor do que aquilo que foi pago pelo título. Ou seja, é possível que a sua rentabilidade possa ser negativa.

Talvez você já tenha ouvido falar da marcação a mercado dos títulos do Tesouro Direto. Se não, aproveite para ler o nosso artigo que trata sobre esse assunto.

Diariamente, conforme ocorrem oscilações nas taxas de juros do país, os preços dos títulos públicos no mercado podem aumentar ou diminuir. Em resumo, isso pode acabar gerando boas oportunidades de lucrar com o Tesouro Direto.

Nem sempre o resgate antecipado dos títulos do Tesouro Direto gera prejuízos. Há pessoas que lucram bastante com esse movimento. Elas adquirem títulos quando as taxas de juros são baixas e fazem a venda quando há uma expectativa de alta.

Mas se você não deseja se aventurar no mundo da marcação a mercado, uma das maneiras mais simples de reduzir esse risco de crédito é mantendo o título até a sua data de resgate.

O risco de crédito

Risco de crédito se refere à possibilidade de o emissor não conseguir saldar essa dívida ou de não querer pagá-la.

Como o emissor dos títulos do Tesouro Direto é o Governo Federal, por meio do Tesouro Nacional, a maior preocupação dos investidores é justamente de o governo resolver dar um calote na dívida pública.

Se você consultar qualquer especialista em finanças, descobrirá que todos eles concordam que este risco é, praticamente, inexistente.

Antes que algo do tipo pudesse acontecer, o país já teria entrado em colapso.

E se o Governo não pagar?

Lembra-se da “fuga para as colinas” que citamos anteriormente? Nós certamente já estaríamos lá!

Brincadeiras à parte, caso o governo brasileiro resolvesse simplesmente não pagar seus credores, o resultado seria devastador, tanto para as pessoas físicas quanto para as pessoas jurídicas.

A quebra do Sistema Financeiro Nacional levaria milhares de empresas à falência. Além disso, quebraria a Bolsa de Valores e quase todos os bancos do país.

Felizmente o Brasil está longe disso, mesmo que tenha atravessado uma forte crise nos últimos anos.

Quando o governo percebe que a situação do país pode se tornar muito complicada, pode adotar medidas para evitar que ocorra um colapso.

Entre as principais medidas estão o aumento de impostos (que são a principal fonte de arrecadação do governo) e o aumento na emissão de moeda por parte do Banco Central do Brasil, que é a autoridade monetária brasileira.

É claro que tais medidas podem, no longo prazo, gerar outros tipos de problemas como sonegação e inflação. Contudo, várias outras medidas podem ser tomadas para evitar essas consequências.

Assim, se a sua maior preocupação ao investir no Tesouro Direto é a possibilidade de levar um calote do governo, pode deixar essa preocupação de lado. Mesmo que isso um dia possa acontecer, os especialistas conseguiriam prever tal fato com bastante antecedência.

Como evitar esses riscos?

Agora que você já saber quais são os principais riscos do Tesouro Direto, vamos descobrir como evitá-los.

O risco de mercado pode ser evitado com uma simples atitude. Basta que na escolha de títulos públicos a data de resgate seja compatível com os seus objetivos.

No Tesouro Direto, você encontra títulos com vencimentos bem longos. Em geral, eles são ótimos para quem deseja guardar dinheiro para realizar algum sonho no futuro ou para a aposentadoria.

Ao escolher um título com data de vencimento mais distante, procure se programar para não precisar desse dinheiro até a data do resgate.

Apesar de o Tesouro Direto permitir o resgate antecipado, caso você faça isso, estará sujeito a receber pelo título aquilo que o mercado estiver pagando naquele dia.

Se você quer investir no Tesouro Direto, mas não deseja correr o risco de perder o seu rendimento, uma boa opção é o Tesouro Selic.

Essa modalidade permite aplicações a partir de R$ 30 e que podem ser retiradas a qualquer momento, sem a perda da rentabilidade. Assim, caso surja uma emergência, você poderá solicitar a retirada do dinheiro sem perder nada com isso.

Como investir no Tesouro Direto

Ao longo deste artigo, você pode perceber o quanto é seguro investir no Tesouro Direto. Agora, vamos descobrir como fazer esse investimento de uma forma simples e descomplicada.

Apesar de ser possível investir no Tesouro Direto pela própria plataforma do Tesouro Nacional, algumas corretoras de investimentos possuem um sistema integrado, que permite realizar essas aplicações diretamente de sua plataforma.

Procure as corretoras cadastradas para isso. O site do Tesoiro Direto traz uma relação de corretoras já com as taxas cobradas. A dica é buscar uma que não tenha taxa.

Considerações finais

Atualmente, o mercado oferece uma vasta gama de produtos em que você pode investir e ganhar mais dinheiro.

O Tesouro Direto é uma das opções preferidas dos investidores, principalmente daqueles que desejam aposentar a velha poupança e, para isso, buscam por aplicações que tenham segurança.

Muitos investidores também utilizam os títulos públicos em uma estratégia de diversificação de carteira. Afinal esses títulos garantem uma boa rentabilidade ao longo do tempo.

Invista no Tesouro Direto e descubra o quanto pode ser simples investir por meio de uma corretora.