Risco de judicialização preocupa a Engie

Angélica Weise
Jornalista formada pela UNISC e com Mestrado pela UFSM. Escreve sobre tecnologia, política, criptomoedas e atualidades.
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Crédito: Charles Platiau/Reuters

O grupo francês Engie, que é o segundo maior do mundo no ramo de energia, e que é responsável por cerca de 7% do parque gerador de energia do país alerta para risco de judicialização em meio à crise gerada pela pandemia do novo coronavírus. A reportagem é do Valor Econômico.

O alerta é sobre o risco de consumidores livres recorrerem a liminares, e assim não acabarem cumprindo seus contratos, ao invés de buscar uma solução de negociação com a geradora.

Presidente da Engie no Brasil, Maurício Bähr conversou com o Valor

O presidente da Engie no Brasil, Maurício Bähr disse ao Valor sobre a preocupação:

“O que queremos evitar é que haja uma judicialização, porque ainda estamos vivendo a fase da judicialização do GSF [sigla em inglês para o risco hidrológico]”

E ainda falou sobre a condução do setor elétrico:

“Queremos mostrar que nosso país é maduro, tem entidades fortes na condução do setor elétrico e que sabem lidar com problemas. Temos que dar um exemplo para o mundo. No momento de incertezas, os países emergentes sofrem mais. O que queremos é justamente garantir essa estabilidade regulatória. Vem a crise e o regulador e o poder Executivo fazem de uma maneira que as coisas sejam reequilibradas e entendam a gravidade da questão, a ponto de não afastar investimento”.

O sinal de alerta chegou nas últimas semanas quando distribuidoras avisaram geradores sobre potenciais impactos. Esses classificados como “força maior”. Muitas comercializadoras de energia elétrica têm mantido uma “negociação exaustiva”.

Mesmo com o alerta, o presidente da Engie no Brasil pensa numa implementação de uma linha especial de crédito para as distribuidoras e ainda ressaltou que a principal preocupação é com os funcionários e pessoas, e a continuação desses serviços.

Maurício Bähr também disse que a Engie não tem planos de reduzir a jornada de trabalho de seus funcionários, e não pensam em demissões.

Bähr já está há mais de 22 anos no cargo e passou por outros momentos turbulentos como racionamento de energia entre 2001 e 2002, a crise global de 2008 e 2009, e a recessão brasileira de 2015 e 2016.