Reunião do G20 para cortar oferta do petróleo termina sem acordo

Paulo Amaral
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Crédito: Divulgação/Facebook

A reunião entre os ministros de energia dos países do G20 sobre o corte na oferta de petróleo terminou sem acordo na Arábia Saudita.

Segundo informações da AFP, apesar de o México, inicialmente contra o corte na produção, ter entrado em acordo com os Estados Unidos, o martelo sobre a cota de redução exigida pelos produtores não foi batido.

“O México cortará 100.000 barris e isso significaria que eles têm 250.000 a 300.000 barris a menos. Nós compensaríamos a diferença, eles nos reembolsariam em uma data posterior”, disse Trump, acrescentando que alcançar essa meta precisará cortar “alguma produção nos Estados Unidos”.

Mesmo com esse acordo entre mexicanos e norte-americanos, a reunião ainda não teve um final feliz, e um novo encontro acontecerá em breve.

“Estamos comprometidos em garantir que o setor de energia continue a dar uma contribuição completa e eficaz para derrotar o COVID-19 e permitir a recuperação global (econômica)”, disseram os ministros no comunicado, reproduzido pelo jornal O Estado de Minas.

“Estamos comprometidos em tomar todas as medidas necessárias e imediatas para garantir a estabilidade do mercado de energia”, acrescentaram.

Reunião sem números

Segundo Seamus O’Reagan, representante do Canadá na reunião, o acordo não foi fechado, mas a reunião foi boa, pois “não se falaram em números”.

“As discussões que ocorreram hoje foram sobre uma solução multilateral para resolver essa instabilidade” de preços. “Não estamos falando de números”, assegurou.

“Nesta fase do jogo, tratou-se de conversar sobre política e um compromisso coletivo de usar todas as ferramentas disponíveis para melhorar essa estabilidade. Criamos um think tank de curto prazo que será responsável por garantir e informar sobre medidas de resposta coordenadas”, completou o canadense.

Novos convidados

De acordo com a AFP, mais países foram convidados para debater a crise mundial do petróleo.

Ansiosos por formar a maior coalizão possível, Riade e Moscou expandiram o círculo de participantes da reunião, convidando muitos produtores externos.

Em seu discurso introdutório, o ministro da Energia da Rússia, Alexander Novak, aplaudiu a presença de mais nove países, incluindo Canadá e Noruega.

Opep

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) anunciou, na quinta-feira, que chegou a um acordo com seus aliados para fazer um corte na produção diária de petróleo.

Segundo o G1, o objetivo do corte, estabelecido em 10 milhões de barris de petróleo por dia, é ajudar na sustentação dos preços diante da crise causada pela pandemia de coronavírus.

A redução começará a valer no próximo dia 1 de maio e terá a duração de 60 dias – dois meses.

A Opep informou ainda que já está prevista uma nova redução na produção diária de petróleo, de 10 milhões para 8 milhões diários, a partir de julho.

Esse novo corte terá duração programada até dezembro de 2020 e, a partir desta data, a ideia é diminuir para 6 milhões de barris diários por um período bem mais longo: de janeiro de 2021 a abril de 2022.

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