Semana foi marcada por Super Quarta e crise da Evergrande

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

A semana chega ao fim marcada pela Super Quarta, que trouxe decisões importantes dos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos, e também pelo risco sistêmico com o colapso da incorporadora chinesa Evergrande.

No Brasil, avançam as discussões sobre os precatórios, com proposta conjunta entre as casas legislativas e o Ministério da Economia. Confira os destaques:

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Resumo da semana no Brasil

Super Quarta do Copom

O presidente do Banco Central Roberto Campos Neto disse e cumpriu: não mudou o plano de voo e a Selic foi a 6,25%, como amplamente aguardado. A expectativa, agora, é por outro ajuste de 1 ponto porcentual na próxima reunião do Copom.

Mas o que o investidor se pergunta é até onde vai a Selic. Pelo BTG Pactual (BPAC11), até 8% em dezembro, no entanto, há casas estimando até 10%.

IPCA-15 ultrapassa os dois dígitos

Considerado uma prévia da inflação, o IPCA-15 teve em setembro sua maior alta em 25 anos: 1,14%, ante projeção de 1,02%. Em 12 meses, a alta ultrapassou os dois dígitos: é de 10,05%. Os maiores impactos vieram dos itens gasolina e energia elétrica.

Por grupos, as maiores influências vieram de transportes, com alta de 2,22% e impacto de 0,46 ponto percentual; alimentação e bebidas, (1,27% e 0,27 pp); e habitação (1,55% e 0,25 pp).

Precatórios

Em Brasília, avançam as negociações sobre os precatórios, com proposta do Congresso e do Ministério da Economia de limitar os pagamentos a R$ 40 bilhões em 2022. Os outros R$ 49 bilhões em dívidas julgadas poderiam ser negociados entre as partes, vir de outras fontes de pagamento ou ser rolados para 2023.

Resumo da semana no exterior

Super Quarta do Fed

Na Super Quarta, Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), banco central americano, sinalizou para a reunião de novembro o anúncio da retirada de estímulos da economia – atualmente em US$ 120 bilhões mensais. Os juros foram mantidos, mas devem começar a subir em 2022.

A maioria dos dirigentes do Fed espera juros entre 1% e 1,25% até 2023 e 3 dirigentes esperam juros entre 1,5% e 1,75%.

Outra informação relevante é que os dados do mercado de trabalho não pesam tanto mais sobre a decisão do tapering, segundo Powell.

Evergrande

Os mercados globais acompanham com apreensão a possível quebra da  empresa chinesa Evergrande, do setor imobiliário, que pode atingir outros setores da economia do país e se desdobrar pelo mundo todo, dada a dependência dos demais países ao mercado chinês. Para o Brasil, apontam os especialistas, o principal atingido seria o setor de minério de ferro.

A Evergrande tem uma dívida de US$ 300 bilhões – comparativamente, o valor é similar à dívida de todas as empresas listadas na bolsa de valores brasileira.

China contra as criptomoedas

Banco Central da China passou a considerar como sendo ilegal todas as transações com criptomoedas no país. A autoridade monetária daquele país considerou que os negócios com moedas virtuais estariam colocando em risco os ativos das pessoas.

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