Resumo da semana: Brasília rouba a cena e balanços sustentam Nova York

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O resumo da semana é que a política roubou a cena e garantiu pregões de muita oscilação.

Mas ela também foi marcada pela temporada de balanços nos EUA e também por aqui, onde a divulgação de balanços teve start ontem (21), com Hypera (HYPE3). Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3 PETR4) divulgam seus resultados do 3TRI21 na próxima quinta-feira (28).

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Mas tem mais informação relevante por vir: entre terça e quarta (26 e 27) o Comitê de Política Econômica (Copom), do Banco Central, se reúne para definir a taxa Selic – a aposta é de alta a 7,25%.

Confira a seguir o que agitou os mercados até aqui.

Resumo da semana no Brasil

Auxílio extra-teto

Auxílio Brasil, que deve substituir o Bolsa Família, pagará um benefício de pelo menos R$ 400, o que representa cerca de R$ 30 bilhões fora do teto de gastos, como já confirmou o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Debandada do Ministério da Economia

Houve quatro baixas no Ministério da Economia, entre elas do secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e do secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt. Elas vieram na sequência do anúncio do Auxílio Brasil.

Novo cálculo do reajuste do teto de gastos

Está para ser votado na Câmara dos Deputados um projeto que propõe alterar o reajuste anual pela inflação na regra do teto de gastos.

Atualmente, ele é feito pelo IPCA, considerando o período de 12 meses até junho. A proposta é contabilizar a inflação de janeiro a dezembro. A mudança liberaria R$ 83,6 bilhões do orçamento para 2022.

Greve dos caminhoneiros 

Os caminhoneiros ameaçam paralisação em 1 de novembro. O presidente chegou a afirmar que liberará um auxílio diesel para a categoria.

Selic em foco

O mercado também começa a fazer suas projeções para a reunião do Copom, que acontece terça e quarta da semana que vem (26 e 27). A expectativa dominante era de mais 1 ponto porcentual, com Selic chegando a 7,25%. Mas as casas começaram a revisar a estimativa devido ao temor fiscal. E já há quem aposte em 7,75% na quarta.

Resumo da semana com prévias operacionais

A Hypera reportou seu resultado, dando o pontapé inicial na temporada do 3TRI21.

Petrobras (PETR4 PETR3) e Vale (VALE3), que divulgam os resultados na quinta (28), anunciaram suas prévias operacionais ao longo da semana.

A produção da Petrobras de óleo, LGN e gás natural atingiu 2,83 milhões de boed.

Já a Vale reportou produção de 89,42 milhões de toneladas de minério de ferro no terceiro trimestre, 0,8% a mais na comparação com igual período de 2020.

Resumo da semana no exterior

Temporada de balanços

temporada de balanços nos EUA ajudou os mercados no exterior. Segundo a FactSet afirmou na sexta (22), 82,6% das empresas do S&P 500 que já divulgaram seus resultados tiveram ganhos acima da projeção.

Netflix divulgou lucro líquido de US$ 3,19 por ação, acima da projeção.

Tesla divulgou lucro por ação de US$ 1,86 ante projeção de US$ 1,59 e receita de US$ 13,76 bilhões, em linha com o esperado.

O mercado acompanha também os detalhes dos relatórios das empresas, especialmente no que diz respeito à escalada dos preços e aos gargalos de produção.

China tem desaceleração intensa no 3T21

O PIB do terceiro trimestre da China desacelerou de 7,9% para 4,9% na comparação com o mesmo período do ano anterior. A atividade foi impactada por surtos de covid-19, pela crise energética e pelos receios com a crise Evergrande, do setor imobiliário.

Expectativa pelo Fomc

Os mercados do exterior também devem repercutir ao longo desta semana grande expectativa com a próxima reunião do comitê de política monetária dos EUA, Fomc, do Fed, que acontece dias 2 e 3 de novembro.

A previsão é de manutenção de juros entre 0% e 0,25%, mas o que todos querem saber é se haverá ou não o anúncio do início do tapering, retirada de estímulos.