Resgate do Tesouro Direto bate recorde em 2019, em meio à queda da Selic

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
1

Crédito: Reprodução/Pixabay

Em 2019, o Tesouro Direto bateu recordes na entrada de novos investidores na modalidade de investimento (414.863 novos investidores ativos), mas também registrou recordes no resgate dos títulos, ou seja, na retirada de recursos.

O volume das emissões de papéis foi de R$ 30,88 bilhões no ano passado, a maior desde a criação do programa em 2002. Os resgates somaram R$ 30,91 bilhões. Na comparação com 2018, o crescimento dos resgates foi de 83,58%.

O resgate líquido chegou a R$ 33,28 milhões. A título de comparação, em 2018 houve emissão líquida de R$ 1,1 bilhão.

Aprenda hoje a investir em Small Caps e encontre as oportunidades escondidas na Bolsa.

Somente nos últimos três meses do ano, os resgates somaram mais de R$ 6 bilhões – R$ 1,97 bi em dezembro, R$ 2,39 bi em novembro e R$ 1,9 bi em outubro.

Selic deve ter nova redução

O movimento acontece em meio à queda na taxa básica de juros (Selic), que diminuiu a rentabilidade dos títulos do governo. A análise provável é que muitos investidores tenham antecipado os vencimentos, em busca de modalidades de investimento mais rentáveis.

Atualmente em 4,5%, a Selic deve sofrer nova queda no início de fevereiro – para 4,25%, como preveem os analistas.

Redução no spread de compra e venda

Ainda assim, o Tesouro Direto é considerado um investimento acessível (papéis a partir de R$ 30), seguro, e com liquidez. Para estimular os investidores a continuar apostando na modalidade, foi reduzida a taxa de resgate (spread de compra e venda) do Tesouro Selic. Desde abril de 2019, ela passou a ser de 0,01% – antes, era 0,04%.