Repatriados chegam ao Brasil para confinamento por coronavírus

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.

Crédito: Aviões da Força Aérea Brasileira decolam de Brasília para buscar brasileiros que estão em Wuhan, na China

Chegaram na madrugada deste domingo, 9, os 34 brasileiros vindos de Wuhan, na China, epicentro do surto de coronavírus. Eles vieram em dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) e pousaram às 6h05 na Base Aérea de Anápolis, em Goiás, depois de paradas para abastecimento em Varsóvia, na Polônia, e em Fortaleza, Ceará.

Os repatriados ficarão hospedadas por 18 dias, tempo da quarentena estipulado para confirmar se, de fato, nenhum deles apresenta qualquer indício de contaminação.

Como são os alojamentos?

Eles serão alojados em apartamentos individuais. Crianças ficarão nos mesmo apartamento dos pais. O grupo inclui crianças de 2 e 3 anos e outras de 7 a 12 anos.

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As visitas estão proibidas. A alimentação diária será levada ao local e, depois, retirados pratos e talheres utilizados para a devida higienização. Serão seis refeições diárias.

Há brinquedoteca para crianças, cinema, acesso liberado à internet e videogames. Também haverá apresentações de fanfarras da Força Aérea Brasileira. O espaço todo destinado ao confinamento compreende 900 metros quadrados.

O Ministério da Defesa afirmou que todos os 34 passageiros encontram-se “muito bem de saúde”. Segundo o general Manoel Luiz Narvaz Pafiadache, nenhum deles apresenta qualquer sintoma.

Após a quarentena, 11 dos repatriados deverão ir para São Paulo; cinco para Brasília; quatro para o Paraná; quatro para Minas Gerais; quatro para Santa Catarina; um para o Rio Grande do Norte; um para o Paraná; e um para o Maranhão. Outros três são diplomatas que trabalham em Pequim.

Número de vítimas supera a Sars

O número de mortes pelo novo vírus chegou a 813, o que supera o número global de mortes pela síndrome respiratória aguda grave (Sars), que ocorreu entre 2002 e 2003, e vitimou 774 pessoas.