Rentabilidade do Tesouro Direto na crise

Késia Rodrigues
Colaboradora Independente do Portal EuQueroInvestir e leitora assídua de conteúdos sobre economia e política. Apaixonada por tecnologia, investimentos e viagens.
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Crédito: Banco de Imagens EnvatoElements/By gargantiopa.

Você sabe o que acontece com a rentabilidade do Tesouro Direto na crise? Saiba mais neste artigo.

Investir em títulos públicos como o Tesouro Direto tem sido uma das melhores opções para fugir dos baixos rendimentos da poupança. No entanto, em tempos de crises e incertezas políticas e econômicas, será que essa ainda é uma boa opção?

A rentabilidade do Tesouro Direto na crise pode ser afetada, mas isso não é motivo para que você se desfaça dos seus títulos por medo de perder dinheiro.

Na realidade, apesar da possível volatilidade que pode haver durante os momentos de crise, você precisa se lembrar que o Tesouro Direto é um dos investimentos mais seguros do país, ou seja, o risco de que o governo dê um calote ou que você perca tudo é mínimo.

Ao longo deste artigo, explicaremos mais sobre o funcionamento do Tesouro Direto e sobre como funciona a sua rentabilidade, principalmente em momentos de crise.

Então, continue a leitura para tirar, de uma vez por todas, as suas dúvidas sobre esse assunto.

O Tesouro Direto é seguro?

A principal dúvida de quem está pensando em investir no Tesouro Direto é sobre a segurança dessa aplicação.

Afinal, você está emprestando o seu dinheiro para o governo e o país pode passar por uma crise política ou econômica a qualquer momento.

Ocorre que, mesmo com as ameaças de crise, os investimentos em títulos públicos continuarão a ser os investimentos mais seguros.

Isso porque, segundo a opinião de especialistas do mercado financeiro, caso o governo desse um calote nos seus investidores, a sua credibilidade seria perdida e isso geraria uma série de problemas para o país.

Sem credibilidade, por exemplo, o governo perderia a sua capacidade de conseguir dinheiro por meio da venda de títulos públicos às pessoas físicas e aos grandes bancos e isso seria, no mínimo, trágico.

Além disso, a chance de que ocorra um calote como esse é mínima, pois, caso o governo esteja passando por dificuldades financeiras, poderá imprimir mais dinheiro para arcar com a sua dívida, mas sempre tendo o cuidado de não impactar muito a inflação do país.

Cuidado para não perder dinheiro com a venda antecipada do Tesouro Direto

O mercado possui uma regra de que as taxas de juros sobem quando se entende que a economia está em risco e descem quando há sinais de melhoria.

Alguns títulos do Tesouro Direto, como o Tesouro Selic, têm a sua rentabilidade afetada diretamente por essa variação da taxa básica de juros do país.

Já outros títulos, como o Tesouro IPCA+, possuem a sua rentabilidade atrelada ao principal indicador de inflação do país e contam com um prazo certo para o resgate.

Por conta desse prazo predeterminado, os títulos como o Tesouro IPCA+, apesar de passarem por momentos de oscilação, não farão com que o investidor perca dinheiro se forem mantidos até a data programada para o resgate.

É importante que o investidor esteja atento à rentabilidade do Tesouro Direto na crise, no entanto, deve evitar a venda antecipada de seus títulos nesses momentos de volatilidade.

Liquidez

O processo de venda antecipada de um título do Tesouro Direto é definido pela chamada marcação a mercado, que faz com que os preços dos títulos flutuem diariamente.

Assim, se você adquiriu um título que vence em 2035, por exemplo, mas deseja vendê-lo antecipadamente, precisará se atentar ao preço que o governo irá pagar por esse título no dia da venda.

Na maior parte das vezes, quem vende os seus títulos antecipadamente em função de alguma crise que o país atravessa acaba perdendo dinheiro.

Por isso, a principal recomendação dos especialistas é que de que você mantenha os seus títulos do Tesouro Direto até a data do vencimento e que se planeje para não precisar desse dinheiro.

Para quem precisa montar uma reserva de emergência, por exemplo, a melhor opção seria deixar parte do dinheiro aplicada no Tesouro Selic, que possui quase que uma liquidez diária.

No Tesouro Selic o seu dinheiro pode ser resgatado em D+1, ou seja, você faz o pedido de resgate hoje e tem o seu dinheiro em conta no dia útil seguinte sem perder a rentabilidade do seu investimento.

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Um pouco mais sobre o Tesouro Selic

Alguns investidores têm o hábito de deixar o seu dinheiro na poupança para que possa utilizá-lo como uma espécie de reserva de emergência.

Afinal, a poupança é uma aplicação que possui a maior liquidez dentre os investimentos disponíveis no mercado, pois é possível fazer o saque do valor praticamente a qualquer momento.

O problema é que a rentabilidade da poupança não está nada atrativa nos últimos tempos, pois com a Selic abaixo de 8,5%, ela rende apenas 70% do que vale a taxa básica de juros, acrescida da Taxa Referencial (TR) que está em algo próximo a zero.

Assim, o Tesouro Selic se torna uma opção mais interessante para quem deseja investir com mais rentabilidade e sem abrir mão da liquidez, pois, como você viu anteriormente, o resgate pode ser feito a qualquer momento sem que você perca o rendimento da aplicação.

Mas vale lembrar que os títulos do Tesouro Direto estão sujeitos a incidência do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) nos primeiros 30 dias de aplicação.

Portanto, se você não quer mesmo perder dinheiro, também é importante que se planeje para não retirar o montante aplicado ainda no primeiro mês, pois, após esse período, não há mais a incidência do imposto.

Quanto rende o Tesouro Direto na crise

Sobre o Tesouro IPCA+ e o Tesouro Prefixado

Como você viu, a rentabilidade do Tesouro Direto na crise pode variar. Contudo, há alguns títulos públicos que, se mantidos até a data do seu resgate, garantem o pagamento do rendimento definido no momento da aquisição.

Esse é o caso, por exemplo, do Tesouro Prefixado.

O Tesouro Prefixado é uma modalidade em que você sabe exatamente quanto poderá ter de rentabilidade já no momento em que faz a aquisição do título.

A grande vantagem disso é que você pode planejar o que fazer com esse dinheiro com bastante antecedência.

A maior parte das pessoas que investe no Tesouro Prefixado faz isso com um objetivo já definido, como comprar um imóvel, trocar de carro, fazer uma viagem, pagar os estudos dos filhos etc.

Caso você precise resgatar o dinheiro antes do vencimento do título, poderá fazer o resgate antecipado, no entanto, é importante lembrar que, nesse caso, o valor pago por ele será determinado pela marcação a mercado e você pode perder parte do dinheiro investido.

No entanto, caso você mantenha o título até o final, não precisará se preocupar com isso, pois resgatará exatamente aquilo que foi determinado no início da aplicação.

Outra opção bastante interessante é o Tesouro IPCA+. Trata-se de um título que possui a sua rentabilidade dividida em duas partes: uma fixa e outra variável.

A parte fixa é como a do Tesouro Prefixado, ou seja, é determinada desde o momento em que você investe o seu dinheiro.

Já a parte variável é atrelada ao principal indicador inflacionário do Brasil: o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Na prática, isso significa que, ao resgatar o título, além do rendimento prefixado, o saldo será corrigido de acordo com o valor do IPCA no momento do resgate.

Ou seja, no Tesouro IPCA+, o seu dinheiro fica protegido dos temíveis efeitos que a inflação pode provocar ao longo dos anos, como a perda do poder aquisitivo da moeda.

Assim, ao investir no Tesouro IPCA+, você garante ganhos sempre acima da inflação, o que é ótimo para quem deseja realizar investimentos de longo prazo.

Como decidir onde investir?

A rentabilidade do Tesouro Direto na crise pode ser afetada, mas não há razões para que você deixe de investir nesse tipo de aplicação.

O Tesouro Direto é um dos investimentos mais seguros que nós temos no Brasil, logo, é ideal para quem está começando a investir ou mesmo para investidores mais experientes, que desejam diversificar a sua carteira de investimentos.

Mas antes de aplicar o seu dinheiro no Tesouro Direto, recomendamos que você estude um pouco mais sobre os investimentos em títulos públicos e, para te ajudar, separamos alguns conteúdos aqui no nosso portal que podem ser úteis, confira:

Aqui no portal EuQueroInvestir também disponibilizamos uma ferramenta bastante útil, que é o gráfico de acompanhamento do Tesouro Direto.

Com esse gráfico é possível acompanhar qual foi a rentabilidade dos títulos ao longo dos anos passados e projetar uma expectativa de rentabilidade para os anos seguintes.

Você pode acessar o nosso gráfico de acompanhamento por aqui e, caso tenha alguma dúvida de como utilizá-lo, leia este artigo.

Em nosso canal no YouTube você também encontra uma série de conteúdos sobre o Tesouro Direto e, dentre eles, um vídeo especial gravado por Juliano Custódio, CEO da EuQueroInvestir, que explica esse investimento em detalhes.

Apesar de ser um pouco extenso, podemos garantir que vale a pena o tempo investido nesse vídeo, pois irá ampliar a sua base de conhecimento sobre o assunto. Confira:

Caso ainda reste alguma dúvida ou se você deseja realizar um diagnóstico de suas atuais aplicações, entre em contato com um dos assessores de investimentos da EQI Investimentos por meio do formulário que está ao final desta página.

Bons investimentos!

O que fazer agora

O primeiro passo sempre será conhecer seus limites, sua tolerância a risco. Não entender seus próprios limites pode levá-lo a tomar as piores decisões com seus investimentos.

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