Rendimento do Tesouro Direto ao mês

O rendimento do Tesouro Direto ao mês supera o da poupança na maioria das vezes, por isso, é a hora de inserir títulos públicos em sua carteira de investimentos.

Késia Rodrigues
Colaboradora Independente do Portal EuQueroInvestir e leitora assídua de conteúdos sobre economia e política. Apaixonada por tecnologia, investimentos e viagens.
Quanto rende o Tesouro Direto ao mês

Crédito: Crédito: banco de imagens Pixabay/Nattanan Kanchanaprat.

Muitas pessoas, ao observarem o rendimento do Tesouro Direto ao mês, optam por deixar de vez a poupança e migrar para essa modalidade de investimento.

Considerado como uma das aplicações mais seguras do mercado, o Tesouro Direto possui três modalidades distintas, que podem se adequar aos planos de, praticamente, qualquer investidor.

Seja para guardar dinheiro para a aposentadoria ou simplesmente criar uma reserva de emergência, é indicado investir no Tesouro Direto se você deseja garantir ganhos maiores que a inflação.

Desse modo, você garante a manutenção do poder de compra do seu dinheiro.

O rendimento do Tesouro Direto ao mês pode ser calculado de uma maneira simples, assim como abordaremos ao longo deste artigo.

Então, continue a leitura para saber mais sobre o Tesouro Direto e como ele pode ajudar a criar uma carteira de investimentos mais diversificada e rentável.

O que é o Tesouro Direto?

Em primeiro lugar, antes de falarmos sobre o rendimento do Tesouro Direto ao mês, é importante apresentar a você o que é esse tipo de aplicação.

O Tesouro Direto é um programa criado pelo Tesouro Nacional que tem como seu principal objetivo difundir os investimentos em títulos públicos para pessoas físicas.

Para facilitar esse processo, quem opta por comprar ou vender esses títulos pode realizar tudo por meio da internet, seja no próprio site do Tesouro Direto ou por meio das corretoras.

Além da facilidade, outra vantagem de se investir no Tesouro Direto é a boa rentabilidade desse tipo de aplicação.

No Tesouro Selic, uma das modalidades mais populares, os rendimentos têm como base a taxa básica de juros do país, que também serve para calcular o rendimento da poupança.

O problema é que, na poupança, você não recebe o rendimento com base no valor total da Selic, mas em parte dele.

Para que você tenha uma ideia, a nova regra de rendimento da poupança, vigente desde 2012, dispõe que, quando a Selic for menor que 8,5%, a poupança renderá 70% da Selic.

Como você deve ter acompanhado nos noticiários, recentemente o COPOM (Comitê de Política Monetária) reduziu a Selic a 5,5% a.a., ou seja, a poupança passaria a render, dessa forma, cerca de 3,85% a.a.

Já nas demais modalidades do Tesouro Direto, como o Tesouro Prefixado e o Tesouro IPCA+, o investidor encontra diversas opções de títulos, com diferentes vencimentos.

Assim, quem deseja guardar dinheiro para realizar um plano futuro, como fazer uma viagem, comprar uma casa, trocar de carro ou mesmo se aposentar, encontrará nesses títulos algumas opções seguras e rentáveis.

Quanto rende o Tesouro Direto?

Quanto rende o Tesouro Direto ao mês

Como você viu anteriormente, o Tesouro Direto é uma modalidade de investimento de renda fixa que garante ao investidor segurança e rendimentos consistentes.

Mesmo sem contar com a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), assim como no caso da poupança, o Tesouro Direto é considerado uma das aplicações mais seguras do Brasil.

Isso porque quem garante os pagamentos dos títulos públicos é, nada menos que o próprio Tesouro Nacional, que é um órgão do governo.

Assim, para não perder a sua credibilidade frente a seus investidores, o governo faz de tudo para garantir o pagamento dos rendimentos a quem investe em títulos públicos.

A rentabilidade do Tesouro Direto leva em consideração alguns fatores, tais como a data de vencimento do título e a sua modalidade.

No Tesouro Selic, por exemplo, como o investidor pode retirar o dinheiro aplicado a qualquer momento e sem perdas, a rentabilidade será sempre algo próximo da taxa Selic.

Quem investe no Tesouro Prefixado já conhece o rendimento desde o momento da aplicação, pois ele é definido antes que você adquira o título.

Já no Tesouro IPCA+, como se trata de uma modalidade híbrida, o rendimento terá como base um valor prefixado e o valor da inflação (IPCA) no momento do resgate.

Qual é o rendimento do Tesouro Direto ao mês

Cada modalidade de título do Tesouro Direto possui uma regra para a definição de sua rentabilidade.

Portanto, o cálculo do rendimento do Tesouro Direto ao mês será diferente para cada uma delas.

É importante que você se atente a essa característica antes de optar por investir no Tesouro Direto para saber se esse é o melhor investimento com base nos seus planos.

A partir de agora você confere como é feito esse cálculo para cada modalidade.

Tesouro Selic

O Tesouro Selic é uma modalidade do Tesouro Direto do tipo pós-fixada, ou seja, a sua rentabilidade não pode ser conhecida quando você realiza o aporte.

No entanto, como acompanha a taxa básica de juros brasileira, a Selic, é possível ter uma ideia de quanto será o rendimento bruto mensal dessa aplicação.

Hoje, após o COPOM ter reduzido a Selic para 5,5% ao ano, temos um rendimento bruto mensal do Tesouro Selic próximo a 0,45%.

No entanto, temos que considerar que esse tipo de aplicação sofre a incidência dos juros compostos, logo, o rendimento do Tesouro Direto ao mês nessa modalidade pode ser maior.

Muitas pessoas utilizam o Tesouro Selic como uma alternativa à poupança, que é considerada uma péssima opção de investimento há vários anos.

Como o Tesouro Selic possui alta liquidez, assim como a poupança, caso você precise fazer o saque do dinheiro, precisará apenas se programar e pedir a retirada com 24 horas de antecedência.

Tesouro Prefixado

Nessa modalidade do Tesouro Direto, o rendimento do seu investimento é fixo, ou seja, é possível conhecê-lo desde o momento da aplicação.

Ao acessar a plataforma do Tesouro Direto ou de sua corretora, você verá, normalmente ao lado do nome e vencimento do título, qual é essa rentabilidade.

Quanto mais distante o vencimento, maior tende a ser o rendimento.

A principal vantagem do Tesouro Prefixado é que ele garante a rentabilidade anual definida na hora da compra, mesmo que os juros caiam no futuro.

Como existe uma expectativa de que a Selic chegue a 5% nos próximos meses, o momento ideal para investir no Tesouro Prefixado é antes que ocorra esse corte nos juros.

Para ilustrar o rendimento mensal dessa aplicação, vamos utilizar um exemplo real de título que está disponível no site do Tesouro Direto:

Rentabilidade Tesouro Prefixado 2025

Como mostra a imagem acima, o Tesouro Prefixado 2025, com vencimento para 01/01/2025, possui uma rentabilidade anual de 6,76%.

Para saber o rendimento ao mês, basta dividir esse valor por 12 meses.

Assim, o rendimento bruto do Tesouro Prefixado 2025 é de, aproximadamente, 0,56% ao mês.

O Tesouro Direto também oferece outros títulos na modalidade prefixado, com datas de vencimento diferentes.

Além disso, há uma opção com juros semestrais, que é ideal para quem não deseja esperar até a data do resgate para ter em mãos o rendimento da aplicação.

Nessa modalidade, de juros semestrais, a rentabilidade do Tesouro Direto é paga uma vez a cada semestre e não apenas quando o título vence.

Trata-se de uma modalidade ideal para quem deseja ter uma renda extra ou mesmo viver da renda de seus investimentos.

Tesouro IPCA+

Para quem deseja fazer investimentos de longo prazo, o Tesouro IPCA+ é o mais aconselhado.

Isso porque, além de possuir um vencimento maior, o fato de essa modalidade do Tesouro Direto ter parte do seu rendimento atrelada à inflação faz toda a diferença.

Ao investir no Tesouro IPCA+, na data do saque, além de uma parcela prefixada, estipulada desde o momento da contratação, você ainda recebe seu rendimento reajustado pela inflação.

Na prática, é como se o seu dinheiro não perdesse o poder de compra ao longo dos anos, fato que acaba reduzindo a rentabilidade da maioria dos investimentos que não levam em conta a inflação.

É por esse e por vários outros motivos que o Tesouro IPCA+ é o preferido de quem deseja guardar dinheiro para a sua aposentadoria.

Confira alguns títulos que estão disponíveis atualmente:

Rendimento Tesouro IPCA+

Como você pode perceber, quanto mais distante o vencimento, maior a rentabilidade da parte prefixada, que pode chegar a 3,55% a.a.

Dessa forma, no momento em que o seu dinheiro for corrigido, além desse percentual, o Tesouro Direto também levará em conta o valor da inflação daquele ano.

Por exemplo: imagine que 2019 feche com a inflação a 4,0%. Nesse caso, se você investiu no Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2050, receberá 4,0% + 3,55%, ou seja, 7,55% brutos.

Isso equivale a um rendimento mensal bruto de, aproximadamente, 0,62%.

Vale lembrar que os cálculos realizados acima são somente a título didático e que, na prática, eles podem ser um pouco diferentes, uma vez que há taxas e impostos que devemos considerar.

Por isso, não deixe de ler o próximo tópico para saber mais sobre o rendimento do Tesouro Direto ao mês.

Taxas aplicáveis ao Tesouro Direto

Antes de começar a investir no Tesouro Direto é importante que você conheça quais são as taxas e tributos que podem ocorrer nesse tipo de aplicação.

Por isso, vamos detalhar cada um desses valores a partir de agora.

Taxa de administração

A taxa de administração é um valor cobrado pelo agente de custódia para efetivar as operações junto ao Tesouro Direto.

Essa taxa pode variar de agente para agente, sendo que alguns costumam isentar seus investidores dessa taxa.

Esse é o caso, por exemplo, de algumas corretoras como a XP Investimentos, que possui taxa zero de administração para quem investe no Tesouro Direto.

É importante que você tenha atenção quanto a essa taxa e, sempre que possível, opte por investir por meio de corretoras que sejam isentas dela.

Isso porque, em alguns casos, essa taxa de administração pode sugar cerca de 2% de toda a rentabilidade que você obteve ao investir no Tesouro Direto.

Imposto de Renda (IR)

O Tesouro Direto é uma modalidade de investimento não isenta do temido Imposto de Renda, contudo, isso não é motivo para pânico.

No Tesouro Direto, a alíquota do IR é regressiva, ou seja, quanto mais o tempo passa, menor ela fica.

Nesse sentido, quem precisa retirar o dinheiro em até 180 dias após a aplicação fica sujeito a pagar a maior alíquota de IR, que é de 22,5%.

No entanto, como já falamos por aqui anteriormente, nem sempre o saque antecipado do Tesouro Direto é recomendado por causa da chamada marcação a mercado.

Para investimentos superiores a 720 dias, a alíquota cai para 15%, comum à maioria dos investimentos não isentos do mercado.

Como a rentabilidade do Tesouro Direto é maior do que a da poupança, mesmo com o desconto do IR, você ainda consegue retornos maiores do que se tivesse investido na poupança.

IOF (Imposto sobre Operações Financeiras)

O IOF é outro tributo que incide sobre as aplicações no Tesouro Direto, contudo, ele também é regressivo.

Os investidores do Tesouro Direto podem, até mesmo, ficar isentos do IOF se puderem aguardar pelo menos 30 dias antes de fazer o saque do montante investido.

Na prática, o IOF só será uma preocupação para quem investe no Tesouro Selic, visto que não há títulos nas demais modalidades em que o resgate seja inferior a 30 dias.

Como o saque no Tesouro Selic pode ser feito a qualquer momento, quem não aguardar pelo menos um mês para sacar o valor aplicado, ficará sujeito a ter esse desconto no resgate.

Contudo, como a alíquota é regressiva, na medida em que os dias passam, ela vai ficando menor.

Para que você tenha uma ideia, ela pode ser de 96% se o resgate ocorrer no primeiro dia após a aplicação ou de 0% se o resgate for no 30º dia.

Mas vale lembrar que o IOF incide apenas sobre o rendimento da aplicação e não sobre o valor total do investimento.

Nesse momento, você pode ter pensado que deixar o seu dinheiro aplicado na poupança é melhor para escapar do IOF, não é mesmo?

Pois saiba que não, pois o rendimento da poupança não é diário, como acontece no Tesouro Selic, mas sim mensal.

Ou seja, caso você faça o saque do valor depositado em sua poupança antes que ele complete um mês na sua conta, o rendimento obtido nesse período será de zero.

Logo, mesmo que haja a incidência do IOF no Tesouro Direto, ele ainda é uma opção mais interessante que a poupança, mesmo no curtíssimo prazo.

Considerações finais

Agora que você já sabe mais sobre o rendimento do Tesouro Direto ao mês e como ele funciona, aproveite para incluir títulos públicos em sua carteira de investimentos.

Dessa forma, você consegue retornos maiores e mais consistentes com o passar dos anos.

Além disso, se o seu objetivo é guardar dinheiro no longo prazo, pode se proteger dos temíveis efeitos da inflação ao optar por títulos que tenham por base o IPCA.

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