Renda fixa: saiba quais são os investimentos emitidos pelo banco

André Arantes
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Crédito: Freepik / Freepik

Confira as opções de renda fixa mais indicadas com rentabilidades acima do CDI e com garantia do Fundo Garantidor de Crédito

A função básica de um banco é emprestar dinheiro. Para isso, ele precisa captar recursos de poupadores como você investidor, e emprestar para credores, ou seja, quem está precisando de recursos. Para o dinheiro chegar na mão do banco, ele precisa de alguns instrumentos, como os títulos de renda fixa.

Esses títulos podem ter vários nomes de acordo com a característica específica da destinação do recurso. Acompanhe abaixo alguns títulos emitidos pelos bancos:

Renda fixa com os Certificado de Depósito Bancário (CDB)

Este título é emitido pelos bancos com objetivo de captar recursos para que as atividades relacionadas à concessão de crédito continuem sendo realizadas. São conhecidos três tipos de CDBs:

  • Pré-fixado: a negociação com o banco ocorre no momento da aplicação e a taxa de retorno é sempre a mesma durante o período vigente da aplicação.
  • Pós-fixado: a rentabilidade tem como base uma taxa de referência. Geralmente, esta taxa é o CDI que possui um valor em torno à taxa básica de juros (Selic). Ou seja, a rentabilidade deste título possui valor variado em relação ao CDI, que por sua vez é relativo à Selic. Em síntese, como a SELIC é uma taxa que pode variar ao longo do tempo, só sabemos a rentabilidade ao final do prazo da aplicação;
  • Indexado pelo índice de inflação mais taxa de juros pré-fixada: esse título possui dois tipos de taxas que somadas resultam na sua rentabilidade total. Uma parte é um índice de inflação (IPCA ou IGP-M) e outra uma taxa pré acordada com o banco.

Dicas para CDB em renda fixa:

  1. Oferece tranquilidade, pois é protegido pelo FGC -Fundo Garantidor de Crédito- até R$ 250.000,00;
  2. Invista nos pré-fixados quando a taxa de juros estiver em alta, mas com tendência a cair;
  3. Pós-fixados são indicados quando a taxa de juros estiver em alta ou tenha a tendência de se manter nesse patamar;
  4. CDB indexado a um índice de inflação mais juro é indicado para quem deseja manter o seu poder de compra em alta no longo prazo e um ganho real garantido.

Renda fica em Letra de Câmbio (LC)

É uma das mais rentáveis modalidades de investimentos em renda fixa. Não tem nada a ver com moedas e suas oscilações, já que o termo “câmbio” significa a forma de cobrança que pode ser via ação cambial. Elas são títulos financeiros emitidos por instituições que trabalham com crédito pessoal e consignado. Em outras palavras, a intenção da instituição financeira é captar recursos para efetuar empréstimos.

Por se tratarem de instituições menores do que os bancos, a rentabilidade da LC é bem expressiva quando comparada com os CDBs. Normalmente, o prazo de investimento varia entre um a três anos. Desta forma, tanto os prazos quanto as carências são maiores.

Dicas para as LCs:

  1. Pense bem antes de investir! Coloque somente o valor que você não vai precisar retirar por um bom período de tempo.
  2. Seja prudente com o valor investido dentro do FGC por emissor.
  3. Use e abuse do FGC e potencialize os rendimentos da sua carteira.

Depósito a Prazo com Garantia Especial do Fundo Garantidor de Crédito (DPGE)

É um título emitido por instituições financeiras que possuem garantia do FGC -Fundo Garantidor de Crédito- de R$ 20 milhões.  Sendo assim, destinado tanto para pessoas físicas quanto às pessoas jurídicas. Não só o prazo de investimento como também a rentabilidade são determinados na contratação. Dessa forma, podem ser pré ou pós-fixados.

A tributação do DPGE é de acordo com a tabela regressiva que vale para todas as aplicações de renda fixa.

Dicas

  1. Preste atenção à liquidez!
  2. Prazo não pode ser inferior a 12 meses nem superior a 36 meses.
  3. Pense bem antes de investir, este é um título que não pode ser resgatado de forma antecipada.
  4. Não invista nele sua reserva de emergência.

Fundo Garantidor de Crédito (FGC)

Até aqui, muito falamos sobre a proteção dada pelo FGC. Contudo, você deve estar se perguntando do que se trata este fundo. Ele é uma entidade sem fins lucrativos de índole privada que tem como principal objetivo a recuperação de depósitos ou créditos de poupadores e investidores. Caso a instituição financeira onde foi feito o investimento decrete falência, venha a ser liquidada ou sofra intervenção.

Vamos listar aqui os principais créditos garantidos pelo FGC:

  • Poupança;
  • Depósitos à vista ou sacáveis com aviso prévio;
  • Letras de câmbio;
  • Letras hipotecárias;
  • Letras de crédito de agronegócio;
  • Letras de crédito imobiliário.

Dessa maneira, o Fundo Garantidor de Crédito oferece a recuperação de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição financeira. Se quiser investir mais do que isso, opte por diversificar a carteira com algumas instituições financeiras.

Uma das formas mais eficientes de identificarmos o nosso perfil de investidor, é realizando um teste de perfil.

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Uma regra importante de saber é que, você tem o limite de R$ 1 milhão de cobertura por CPF ou CNPJ em um prazo de 4 anos. Após esse prazo da utilização do FGC, a cobertura se regenera. Uma estratégia que pode ser utilizada se você tem mais que R$ 1 milhão é investir por uma corretora, que faz uma pré-análise das instituições que estão na sua plataforma. 

*antes de investir consulte as regras gerais no site do FGC.

Quando, onde e quanto investir

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