Renault pode desfazer aliança com Nissan e “desaparecer”

Paulo Amaral
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Crédito: Divulgação

A Renault, montadora de carros da França, e que tem aliança com a japonesa Nissan, pode desfazer essa parceria e “sumir” do mercado em breve.

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A afirmação foi do ministro das Finanças da França, Bruno Le Maire, à Rádio Europe 1, reproduzida pelo site da CNN Brasil.

De acordo com Le Maire, a indústria automotiva como um todo vem enfrentando graves problemas no continente europeu, mas a Renault, em especial, corre risco de desaparecer se não tiver ajuda do governo.

O ministro francês revelou que há um projeto em estudo que pode liberar 5 milhões de euros para que a montadora possa se reestruturar e manter as portas abertas após a pandemia.

Contrapartida

Para conseguir obter esse empréstimo junto ao governo francês, o ministro das Finanças do país afirmou que a Renault precisa cumprir algumas determinações.

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Segundo ele, a fábrica francesa da Renault em Flins não deve fechar e a empresa deve manter o máximo de empregos possíveis na França, além de “se adaptar e ser competitiva”.

Nissan pode demitir 20 mil

A Nissan, montadora japonesa que (ainda) tem aliança montada com a Renault, também enfrenta uma grave crise financeira e está à beira de uma demissão em massa.

De acordo com o jornal local Kyodo, a empresa deverá cortar 20 mil empregados em sua força global, principalmente na Europa e nos países em desenvolvimento.

Parceria no fim?

O fim da parceria entre Renault e Nissan passou a ser cogitado após a prisão do empresário Carlos Ghosn, acusado de má conduta e corrupção.

O empresário, que acabou fugindo da cadeia, negou as acusações e se disse vítima de um complô, mas a situação segue indefinida, com danos à imagem da aliança entre as montadoras.

Atualmente, mais do que a imagem arranhada pela prisão (e pela fuga de Ghosn), a pandemia de coronavírus aparece como fator preocupante para a manutenção da aliança entre as gigantes do mundo automobilístico.

Montadoras se calam

Segundo a reportagem publicada pelo portal CNN Business, tanto representantes da Renault quanto da Nissan se recusaram a comentar o assunto.

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