Renault e Nissan revelam desejo de manter aliança funcionando após escândalo com Ghosn

Paulo Amaral
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Crédito: Divulgação

A continuidade da aliança entre as montadoras Renault e Nissan, formada há mais de duas décadas, chegou a ser ameaçada pelo escândalo envolvendo o ex-presidente da parceria, Carlos Ghosn, mas, a julgar pelas mais recentes declarações do responsável pela fábrica francesa, irá continuar.

Jean-Dominique Senard, presidente do conselho da Renault, assegurou às agências de notícia internacionais que os rumores sobre o possível término da aliança com os japoneses não passam de boatos.

“Temos um conselho que supervisiona a aliança, composto por pessoas extremamente favoráveis à aliança”, esclareceu.

“Existe um desejo comum de associar nossos planos estratégicos e um desejo real de tornar essa aliança um sucesso”, completou Senard.

O executivo da Renault não quis, no entanto, comentar qualquer assunto relacionado a Carlos Ghosn, que chegou a afirmar, em recente entrevista coletiva, ter sido vítima de um complô e de uma série de acusações falsas.

O empresário estava em prisão domiciliar no Japão, mas, no dia 29 de dezembro, aproveitando que as câmeras em frente à sua residência foram desligadas, protagonizou uma fuga espetacular até o Líbano, onde se encontra atualmente.

“Eu só penso no futuro”, sintetizou Senard.

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