Remédio previne tipo de coronavírus em macacos e cresce expectativas

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

A Gilead Sciences produziu um fármaco experimental que evitou a doença e diminuiu a severidade dos sintomas em macacos infectados com a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers), enfermidade parecida com o novo coronavírus que surgiu na província chinesa de Hubei e se propagou depressa pela China e pelo mundo, apontou um estudo divulgado na quinta-feira.

De acordo com o jornal “Proceedings of the National Academy of Sciences”, o medicamento remdesivir passa por testes na China, e aumenta as expectativas que seja eficiente no combate do novo vírus que já contaminou aproximadamente 60 mil pessoas em todo o globo, deixando mais 1.300 mortos, grande maioria na China. Com informações da Reuters.

Mas, o remédio tinha sido capaz de proteger macacos infectados pelo vírus Ebola, entretanto, o mesmo efeito não foi constatado em humanos.

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“Ele não foi bem-sucedido com o Ebola, mas há indícios de que possa ter sucesso contra os coronavírus”, disse o dr. Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional para Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (Niaid), em entrevista recente.

Pesquisadores do instituto realizaram teste com remdesivir em macacos 24 horas antes da contaminação com o Mers e em outros 12 horas antes da infecção, essa diferença de tempo entre os macacos quando o vírus está no pico da atividade.

Os dados coletados foram comparados comparados com os de macacos não tratados em um grupo de controle. Depois de seis dias, todos os animais não medicados ficaram doentes.

Nos animais medicados antes da contaminação, o remédio pareceu evitar a doença. Macacos nesse grupo não apresentaram vestígios de infecção, possuíam patamares inferiores do vírus e não registraram danos aos pulmões.

Os tratados depois da contaminação também apresentaram performance melhor que o grupo não medicado e mostraram sinais de menor gravidade, níveis inferiores do vírus nos pulmões e menos danos pulmonares graves, concluíram os pesquisadores.