BC projeta IPCA de 5,8% e PIB de 4,6% em 2021; falta de vacinas e crise hídrica são riscos

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/BC

O Banco Central divulgou nesta quinta-feira (24) seu Relatório Trimestral de Inflação, no qual apresenta projeção de IPCA a 5,8% em 2021, no cenário básico.

As projeções de curto prazo consideram variações de 0,62%, 0,39% e 0,26% para os meses de junho, julho e agosto. Caso se concretize, a inflação acumulada em doze meses irá de 8,06% em maio para 8,50% em agosto.

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No entanto, a inflação projetada se reduz nos trimestres seguintes, terminando 2021 em 5,8%, 0,55 ponto porcentual acima do intervalo de tolerância. No relatório de março, a projeção era de inflação a 5% até dezembro.

A meta de inflação para este ano é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual – 2,25% a 5,25%. A chance de estouro da meta de inflação neste ano é de 74; de ficar abaixo do piso, é zero.

A inflação projetada cai para 3,5% em 2022 e 3,3% em 2023, diante de metas para a inflação de 3,50% e 3,25%, respectivamente.

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Estimativa inflação

Relatório Trimestral de Inflação

Reprodução/BC

Segundo o BC, no segundo trimestre a inflação será particularmente afetada pela mudança na bandeira tarifária de energia elétrica, com alta nas tarifas advindas tanto de reajustes quanto da transição para bandeira vermelha patamar 2, por conta da crise hídrica.

O Banco Central também reitera a importância da aceleração da vacinação contra Covid-19 para a retomada do crescimento econômico do país.

O relatório apresenta projeção para o crescimento do PIB em 2021 de 4,6%, ante 3,6% da leitura anterior.

O consumo das famílias deve subir de 3,5% para 4% em 2021. Ao passo que o consumo do governo deve cair de 1,2% para 0,4%.

Já para a Selic, taxa básica de juros, a projeção é de que haja nova alta de 0,75 ponto porcentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em agosto.

Projeção da Selic

Relatório Trimestral de Inflação