Relatora da CPI das Fake News aponta inconsistência em depoimento de Hans River

Sabrina Oliveira
Colaborador do Torcedores

Crédito: Hans River do Nascimento na CPI das Fake News — Foto: Jane de Araújo / Agência Senado

A deputada estadual e relatora da CPI das Fake News, Lídice da Mata (PSB-BA), enfrentou Hans River do Rio Nascimento, com uma representação na Procuradoria Geral da República (PGR), que prestou depoimento na CPI na última quinta-feira (13). As informações são do G1.

Lídice da Mata, afirmou no pedido que o ex-funcionário da empresa de  marketing digital Yacows, havia apresentado “diversas informações que, posteriormente, viriam a se mostrar inconsistentes ou inverídicas” no depoimento.

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a empresa teria participado de um plano para enviar mensagens em massa no WhatsApp durante a eleição. River do Nascimento disse em depoimento à CPI que Patrícia Campos Mello, uma das repórteres responsáveis ​​pela reportagem, “se insinuou” na tentativa de obter informações sobre a reportagem.

Após testemunhar, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), disse nas redes sociais, que a jornalista ofereceu sexo para Nascimento em troca de informações. Logo após, na Câmara, o filho do presidente Jair Bolsonaro, também afirmou que o objetivo do de Patrícia era ter acesso ao laptop de Hans River do Nascimento.

A representação citou uma série de pontos no depoimento que a deputada considerava incoerentes, como Nascimento alegar que o repórter havia originalmente lhe pedido que falar sobre o livro escrito por ele. Uma cópia da reportagem do jornal mostrou que o repórter se aproximou dele para discutir sua ação trabalhista contra Yakows e o documento também enfatizou que Nascimento apareceu como testemunha no comitê e “negou-se a prestar diversas informações quando questionado por membros daquele colegiado”.

De acordo com a assessoria de Lídice da Mata, a solicitação se baseia no Código Penal, que criminaliza “fazer afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade como testemunha, perito, contador, tradutor ou intérprete em processo judicial, ou administrativo, inquérito policial, ou em juízo arbitral”. Na legislação, o crime prevê uma multa de dois a quatro anos.

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A representação também afirma que as regras estabelecidas no Código Penal “também se aplicam à condução dos trabalhos de investigação postos em práticas por comissões parlamentares de inquérito”.

“Uma vez demonstrado o descumprimento inequívoco à Lei, tem-se por necessária intervenção estatal no presente caso, em que o depoente fez afirmações falsas, negou e calou a verdade, na condição de testemunha, perante esta Comissão Parlamentar Mista de Inquérito. Isto posto, requeremos o recebimento da presente Representação, para que, ao final, as medidas legais sejam devidamente tomadas”, diz o texto.

O documento também é assinado pelos Alessandro Molon (PSB-RJ), Luizianne Lins (PT-CE), Tulio Gadelha (PDT-PE), Paulo Ramos (PDT-RJ), Natália Bonavides (PT-RN) e Rui Falcão (PT-SP).

Nesta quarta-feira, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), publicou em uma rede social sobre o caso: “Atacar a imprensa com acusações falsas de caráter sexual é baixaria com características de difamação. Falso testemunho, difamação e sexismo têm de ser punidos no rigor da lei”.

Pedido

Angelo Coronel (PSD-BA), presidente da CPI mista, solicitou uma nova convocação de Hans River Nascimento na quinta-feira (13). O senador disse que uma nova aparição de Nascimento é fundamental e para esclarecer o que o ex-funcionário da Yacowsr disse ao comitê na terça-feira passada.

Túlio Gadêlha (PDT-PE) também apresentou um pedido de uma nova declaração de Hans River. O representante disse que era “evidente” que Hans River mentisse depois que a Folha de S. Paulo publicou um artigo enfrentando o testemunho.

O deputado Carlos Jordy (PSL-RJ) solicitou a convocação da jornalista Patricia Campos Melo. Segundo ele, os repórteres podem esclarecer inúmeras perguntas sobre como as redações funcionam, como aquelas que fazem disparos de mensagens como tema.

Ainda não há data para análise das solicitações enviadas.


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