Rejeição ao governo Bolsonaro aumenta diante da postura negacionista

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/Wikipedia

As pesquisas realizadas pela Datafolha e XP/Ipespe divulgadas na última sexta-feira (3), apontam que aprovação da gestão Bolsonarao vem caindo.

Segundo a XP, apenas 28% aprovam a atuação do governo Bolsonaro e 33% concordam com a gestão bolsonarista para enfrentamento da crise do coronavírus (Datafolha).

O fato que chama mais atenção é a mudança de parte da sociedade que antes considerava Bolsonaro regular. Até o Carnaval deste ano, as pesquisas mostram em média o Brasil divido em três vertentes, uma apoiando a atual gestão, um terço contrário e outro terço em cima do muro.

A XP mostrou uma grande aumento no número de pessoas que são contrárias ao governo, cerca de 42%. Já no Datafolha, a repúdio ao presidente disparou de 33% para 39%. Este fato deve ser acompanhado de perto nos meses subsequentes.

Segundo o Datafolha, 58% aprovam a atuação mais firme dos governadores. Já de acordo com a XP, 44% apoiam a postura dos governadores.

Enquanto isso, o apoio ao ministro da saúde, Mandetta ficou em 76% no Datafolha e 68% na XP.

Segundo a XP, 80% são favoráveis ao isolamento social para conter o avanço do coronavírus.

Em relação a economia, 50% acreditam que o país está no rumo errado, 45% acham que suas dívidas irão aumentar e 45% estão com medo de perder o emprego, conforme apontou pesquisa da XP.

Para monitorar o humor da sociedade com Bolsonaro, foram acompanhadas redes sociais, pesquisas telefônicas, dados de consumo e audiência de TV. A combinação dessas variáveis demonstrou o esgotamento da paciência com o discurso negacionista do presidente.

De acordo com levantamento da DAPP-FGV, os sites mais procurados sobre coronavírus no Youtube são de entidades sérias, com dados corretos. Entre os 15 vídeos mais visualizados, somente um retrata teorias da conspiração.

Além disso, a DAPP verificou que o medo da morte supera em muito ao da recessão econômica. Em uma semana, 3,8 milhões de posts mencionavam a mortalidade do coronavírus, contra 2,1 milhões dos impactos da interdição à economia.

A DAPP também registrou que os ataques ao presidente na crise do coronavírus é de aproximadamente 20% de tudo o que é publicado nas redes, o dobro do que Bolsonaro consegue mobilizar.

Segundo a pesquisa Datafolha, Bolsonaro é mais mal avaliado por mulheres (43%), pessoas com ensino superior (50%) e mais ricos (acima de 10 salários mínimos mensais, 46%), os mesmos que iniciaram a derrubada do PT. O presidente continua rejeitado pelos miseráveis e nordestinos, atualmente Bolsonaro se sustenta com a ajuda do Sul e Centro-Oeste e evangélicos.

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Apenas supermercados e farmácias obtiveram ganhos em março, anunciou a Cielo. O faturamento de restaurantes e lojas de departamentos caíram 69% e 75%, respectivamente. Até mesmo no e-commerce os dados são ruins.

Devido ao isolamento social, a audiência da TV aberta bate recordes e o Jornal Nacional voltou a ter mais de 40 pontos de audiência após quase dez anos.

A Globo vem crescendo, até mesmo a Globonews, que é um canal pago, obteve o dobro de audiência da Band, que é aberta, em março. Até na votação do paredão do BBB, o candidato defendido pelos pró Bolsonaro perdeu.