Rejeição a Bolsonaro atinge 51,5%, aponta Exame

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 8 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Certificações: CPA-10, CPA-20 e AAI. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) experimentou novamente uma piora em seus níveis de aprovação junto ao eleitorado no início de abril.

Conforme a pesquisa da Exame, o grupo de brasileiros que avaliam a gestão Bolsonaro como ruim ou péssimo atingiu 51,5%.

Por outro lado, chegou 24% o eleitorado que considera a atual administração como ótima ou boa.

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Já os que acham o governo Bolsonaro atingiu ficou em 22% e os que não sabem foram 2,5%.

De acordo com Maurício Moura, fundador do IDEIA, o aumento do número de mortes pela pandemia, o ritmo de vacinação e o efeito ainda limitado do novo auxílio contribuem para esse viés negativo.

A pesquisa Exame contou com 1.259 entrevistas de abrangência nacional. O estudo tem um grau de confiança igual a 95%, aceitando uma margem de erro máxima prevista de aproximadamente 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Gestão da Pandemia

A gestão da pandemia continua impactando a avaliação do governo Bolsonaro. Somente 23% consideram a atuação do presidente em relação à crise na saúde ótima ou boa e 55% a avaliam como ruim ou péssima.

A gestão do atual ministro da Saúde é avaliada de forma semelhante à do presidente em relação à pandemia.

Cerca de 51% dos que aprovam a gestão do presidente acreditam que a pandemia vai melhorar em abril.

Enquanto 46% dos que desaprovam o governo Bolsonaro dizem que a pandemia vai se agravar.

Aproximadamente 41% dos brasileiros com nível superior acreditam na piora da pandemia neste mês, contra 26% daqueles que completaram apenas o ensino fundamental.

Atuação das empresas privadas

Para 65% dos entrevistados, as empresas privadas devem focar na doação de recursos e equipamentos neste momento delicado da pandemia: 40% responderam que os hospitais deveriam ser os principais beneficiados.

Conforme Moura, as cenas de UTIs lotadas têm sensibilizado a opinião pública.

Outros 36% acreditam que as empresas deveriam comprar vacinas (a maioria para distribuir a funcionários e familiares e parte para doar ao SUS) e 21% advogam a doação de alimentos.

Diminui confiança no governo Bolsonaro

Por fim, 48% dos entrevistados mudaram suas percepções sobre as instituições brasileiras durante a pandemia. Para 36%, aumentou a confiança no SUS. Esse resultado mostra a importância do SUS no imaginário da opinião pública.

Entre os destaques negativos estão a Presidência da República [com quase 37%], o STF [27%] e as Forças Armadas [18%].

Segundo a pesquisa, essa sensação se deve à condução do combate à pandemia e às polêmicas envolvidas nesse processo.