Regina Duarte não se subordinará a ministério, caso aceite a Cultura

Tatiane Lima
Jornalista, redatora sênior. Tecnóloga em Recursos Humanos e MBA em Comunicação e Marketing. Apaixonada por empreendedorismo criativo. Atuei nos três setores, com hard news, jornalismo on, off e redação publicitária.

Crédito: Reprodução/ Twitter

Ao que tudo indica, a atriz Regina Duarte terá autonomia na liderança da Secretaria Especial da Cultura. Isso, se vier a aceitar a proposta do presidente Jair Bolsonaro, a quem a possível nova secretária deverá se dirigir diretamente. Após a saída de Roberto Alvim, então responsável pela pasta, a expectativa do governo é positiva. Aliás, Bolsonaro já dá como certo o consentimento de Regina ao convite.

Todas as incertezas em torno da nova gestão do gabinete da cultura nacional poderão ser esclarecidas nesta quarta-feira (22). Quando Regina Duarte estará em Brasília, para uma visita de reconhecimento à estrutura organizacional do governo. Atualmente, a Secretaria Especial da Cultura está vinculada a sete entidades, entre elas a Agência Nacional do Cinema (Ancine). Além de seis secretarias e seis escritórios regionais.

No entanto, a pasta deve se manter como secretaria, já que Bolsonaro não está considerando a restituição ao status de ministério. Porém, de acordo com os planos do governo, é provável que haja o desmembramento do Ministério do Turismo. Assim, o gabinete ficará subordinado à Presidência da República, possibilitando à Regina Duarte uma ponte direta de comunicação com Bolsonaro.

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O convite à Regina Duarte

Vale lembrar que o comando nacional da Cultura está desocupado desde a última sexta-feira (17), com a exoneração de Roberto Alvim. O corte foi uma decisão do próprio presidente Jair Bolsonaro. Que se viu pressionado à demissão após a repercussão negativa sobre o discurso do vídeo com teor nazista divulgado por Alvim. Afora utilizar palavras muito semelhantes – por vezes, idênticas –, às de Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda de Hitler, o vídeo produzido ainda utilizou a ópera Lohengrin, de Richard Wagner como trilha. A qual também era umas das peças favoritas do líder da Alemanha nazista.

Embora Regina Duarte tenha recebido o convite expresso de Bolsonaro, ainda mantém vínculo contratual com a Rede Globo de Televisão. Em nota oficial divulgada nos jornais da emissora, a empresa declarou o seguinte:

“A atriz Regina Duarte tem contrato vigente com a Globo. E sabe que, se optar por assumir cargo público, deve pedir a suspensão de seu vínculo com a emissora. Como impõe a nossa política interna de conhecimento de todos os colaboradores.”