Descubra as 10 Maiores Pagadoras de Dividendos da Bolsa
Compartilhar no LinkedinCompartilhar no FacebookCompartilhar no TelegramCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsApp
Compartilhar
Home
Notícias
Reforma tributária deve levar “de 6 a 8 meses”, alerta Lira

Reforma tributária deve levar “de 6 a 8 meses”, alerta Lira

Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados, jogou um verdadeiro balde de água fria em todos que esperam por uma tramitação rápida da reforma tributária

Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados, jogou um verdadeiro balde de água fria em todos que esperam por uma tramitação rápida da reforma tributária.

Nesta quinta-feira (18), durante participação em evento promovido pelo Consultor Jurídico, Lira afirmou que a discussão em torno do tema, que deve ser apresentado à Casa em breve pelo relator Aguinaldo Ribeiro, não será simples.

Segundo Arthur Lira, as conversas para a aprovação da reforma tributária devem consumir “de seis a oito meses”, tempo que torna praticamente inviável a aprovação da matéria ainda em 2021.

A reforma tributária

A ideia do deputado Aguinaldo Ribeiro é unir em uma única proposta os pontos que circulam em diferentes textos, um na Câmara e outro no Senado.

O denominador comum é que tanto os deputados quanto os senadores desejam simplificar a cobrança de impostos que incidem sobre a produção e a venda de bens e serviços, como PIS e Cofins, em uma única alíquota.

Publicidade
Publicidade

As duas Casas pretendem unir várias cobranças em apenas duas: um imposto sobre bens e serviços semelhante ao Imposto sobre Valor Agregado (IVA), e um outro imposto que incidirá apenas sobre bens e serviços específicos.

As diferenças entre as propostas

Os pontos discordantes entre as propostas que tramitam na Câmara e no Senado pegam pontos mais específicos da matéria.

A PEC em análise nas mãos dos deputados (45/2019) espera que o novo imposto substitua cinco tributos: IPI, PIS, Cofins, ICMS, ISS.

Enquanto isso, a matéria que está sendo analisada pelo Senado (PEC 110) é mais abrangente e inclui, além dos cinco citados, IOF, Pasep, Cide-Combustíveis e Salário-Educação.

A versão da Câmara também prevê variações dependendo do município ou do Estado, enquanto a do Senado pede que a tributação seja uniforme em todo País, com variação apenas de acordo com o bem ou o serviço.

Outros pontos discordantes em análise são em relação aos benefícios fiscais, que só são permitidos na versão do Senado, e sobre a distribuição dos recursos, em teoria mais simples na PEC 45, que está na Câmara.

O Senado também incluiu na reforma tributária a extinção da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), a transformação do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) em um imposto federal, em vez de estadual, e mudanças na base de incidência do Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor (IPVA) para incluir aeronaves e embarcações, entre outros.