Análises e Previsões

Reforma da Previdência – O que Muda?

Reforma da Previdência – O que Muda?
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“Reforma da Previdência: Saiba o que muda com as novas regras para aposentadoria.”

A Reforma da Previdência é um tema antigo. Em 1996, o governo FHC já havia tentado reformá-la. Na época, o texto sofreu muitas alterações e muitas das propostas originais acabaram não passando. Em 1999 surgiu o fator previdenciário.

Você NÃO PODE mais depender de uma aposentadoria pública. Ela não será suficiente para atender suas necessidades mais básicas, muito menos garantir o seu padrão de vida!

Temer delator
Temer foi relator da Reforma da Previdência do Governo FHC em 1996. Coincidência?

Os PORQUÊS da Reforma

Por muito tempo, discutiu-se sobre a necessidade de uma Reforma em nossa Previdência Social.
Em dezembro de 2016, após meses de especulação, a proposta finalmente foi apresentada pelo Governo.

Antes de lamentar-se e pensar: “Logo na minha vez?”, te convido a esclarecer todos os pontos desta proposta e entender por que ela se faz necessária.

reforma prev

Ao entender os principais pontos da mudança, poderemos começar a replanejar o futuro.

A tão sonhada independência financeira está sim ao seu alcance, lhe mostraremos como, mas antes, é de suma importância traçarmos o seu perfil como investidor.

O que abordaremos neste artigo?

Reforma da Previdência, solução ou problema?

Nos aprofundaremos na Reforma da Previdência Social que está por vir.
Falaremos sobre como era a previdência e como será.

Discutiremos as regras de transição e as situações que você pode se encaixar.

Faremos simulações e compararemos um plano de aposentadoria feito através do INSS e com outro de previdência privada.

Desmistificaremos algumas ideias e lhe mostraremos saídas viáveis.
Boa leitura! Aproveite!

Você pode assistir o vídeo deste artigo em nosso canal no Youtube

Palestra: Reforma da Previdência.

Nossas palestras Melhor Investimento 2014, 2015, 2016 e 2017, já foram assistidas por mais de 500.000 pessoas, garanto que você não vai se arrepender.

Uma tragédia anunciada

O ano de 2016 foi ímpar na história brasileira.
Tivemos mudanças políticas importantíssimas com o impeachment.
O mundo político sacudiu frente às manifestações de rua e a operação lava-jato.

Reforma da Previdência-Lava Jato

Todas essas reviravoltas políticas têm como causa um problema ainda maior: a crise econômica.

Nos últimos anos o Brasil deixou de ser um país atrativo aos investidores.
Não é mais um país que cresce e provê melhoras na qualidade de vida das pessoas.

Entre as causas da crise econômica, podemos destacar o agigantamento do Estado, que gasta muito mais do que arrecada e acaba tendo que extrair cada vez mais recursos da população produtiva.

Diante disso, um problema de igual importância vem sendo debatido nos últimos meses:
o Rombo e a Reforma da Previdência.

Palestra Melhor Investimento para 2017

Por que o modelo atual é Insustentável?

O sistema previdenciário brasileiro é deficitário (gasta muito mais do que arrecada) e drena recursos do sistema produtivo (via aumento de impostos) para o pagamento das aposentadorias.

Só para termos uma ideia, segundo o economista Raul Velloso, cerca de 70% do orçamento da União é gasto em 3 itens:
previdência,
assistência (que é uma forma de ajuda sem contribuição por parte do assistido) e
gasto de pessoal (salários para manter o aparato Estatal).
Reforma da Previdência-Dinheiro gasto

Hoje, sobram 30% do orçamento para outros gastos como saúde e educação.
Porém, essa fatia de 70% está aumentando, ano a ano.
Consequentemente, a fatia dos outros gastos vem diminuindo na mesma proporção.

Isso explica porque o Estado perdeu a capacidade de investir em áreas essenciais ao bem estar da população.

Reforma da Previdência-Gráfico Sistema Deficitário

No entanto, a origem do problema previdenciário não é de hoje.

Há anos que percebemos um aumento brutal dos gastos com previdência e isso se deve a importantes mudanças demográficas (perfil da população brasileira).

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Mudanças no perfil da população

Observe como as mudanças demográficas pressionam as contas da previdência.
Em primeiro lugar, o brasileiro está vivendo mais.

Em 1940, a expectativa de vida era de 45,5 anos.
Em 2015 foi de 75,2 e esse número vem crescendo ano a ano, graças ao aumento da renda, novas tecnologias no tratamento de doenças e produção de medicamentos, melhoras na alimentação, etc.


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Reforma da Previdência-Gráfico de expectativa de vida no Brasil

Com a população vivendo mais, o gasto previdenciário por pessoa tende a aumentar.

Em segundo lugar, veja como o número de jovens vem diminuindo com o passar do tempo e na proporção inversa, o número de pessoas idosas vem aumentando.

Reforma da Previdência-Comparativo população

Em 1940, o percentual de idosos era de 4%;
em 2010 já era mais que o dobro, atingindo 10%.

Essa parcela da população aumentou em função de um melhor acesso à medicina e à saúde, dentre outros fatores.

A população economicamente ativa até aumentou, mas não acompanhou o aumento de idosos. O número de crianças vem caindo drasticamente.
Em 1940 eram 43% da população, em 2010 eram 23% e a tendência é cair mais.

Isso ocorre porque os casais, além de terem menos filhos, estão demorando mais para os ter.
Menos crianças hoje, significa menos adultos trabalhando amanhã.
Logo, a arrecadação do INSS tende a cair, ano a ano.

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Qual a tendência?

A perspectiva segundo o IBGE, é que em 2060, 40% da população seja formada por idosos.
Reforma da Previdência-População Brasileira

Veja como em 2015 o número de idosos foi de 11% e em 2060 a projeção é de 40% da população brasileira (números do IBGE).

Para reforçar o que já vem sendo dito, observe a pirâmide etária no Brasil, ao longo das décadas.
Reformda da Previdência-Pirâmide Etária 1980

Em 1980, a maior parte da população era formada por jovens de 0 a 14 anos.
A menor parte, por pessoas com mais de 60 anos.
A base da pirâmide era larga e o topo fino.

Reforma da Previdência-Pirâmide Etária 2010


Em 2010, já podemos perceber uma mudança importante.
A maior parte da população (a parte mais larga do gráfico) é composta por adultos, que são economicamente ativos.

Estamos vivenciando hoje o auge da nossa força de trabalho e mesmo assim, o rombo previdenciário só aumenta.

Imagine quando a maior parte da população for composta por pessoas de fora do mercado de trabalho.
Reforma da Previdência-Pirâmide Etária 2050

Em 2050, a população será formada principalmente por adultos e pessoas idosas. Trata-se de uma bomba-relógio para o INSS.

Essa mudança etária da população causa problemas para o custeio da previdência social.

Observe a figura abaixo:
Reforma da Previdência-exemplo

Proporção Ativos x Inativos

Há não muito tempo, em 1980, éramos 9 trabalhadores ativos (recolhendo contribuições previdenciárias) para cada inativo (aposentado).

Em 2016, foram 6 trabalhadores ativos para cada inativo. Em 2050, o IBGE projeta que serão apenas 2 trabalhadores, para cada aposentado.

Isso significa que, se a Reforma da Previdência não for feita, as contribuições previdenciárias de 2 pessoas terão que sustentar a aposentadoria de outra.
Reforma da Previdência-2 pessoas terão que sustentar a aposentadoria de outra

Não são necessários cálculos complicados, para vermos que a conta não fechará.

Ao longo dos anos, podemos perceber como a situação do trabalhador ativo vem piorando, em função do peso previdenciário.

A alíquota do INSS vem subindo: era 4%, passou para 6% e agora já estamos em 8% sobre o salário.
O mesmo ocorre para as empresas que hoje precisam contribuir com 20% sobre a folha de salários.

Veja no quadro abaixo, as alíquotas de contribuição de hoje e que podem ser aumentadas se a Reforma da Previdência não ocorrer:

Reforma da Previdência-Trabalhador-Empregador

Fonte: http://www.reformadaprevidencia.gov.br/, vídeo do economista Paulo Tafner.

Além de estar vivendo mais, o brasileiro se aposenta mais cedo, comparado a outros países.
Segundo o economista Marcos Lisboa, a média de quem se aposenta por tempo de contribuição no Brasil é de 55 anos, e por idade é de 61 anos.

Nos países da OCDE (35 países) a média é de 62, 65, 67 anos para homens e 64 para mulheres.

Todas essas questões explicam a trajetória crescente do déficit da previdência.
Em 2015, o déficit Regime Geral foi de R$ 86 bilhões.
Reforma da Previdência-86 Bilhões de Déficit

O projetado para 2017, é que o valor suba para a casa dos R$ 181 bilhões.
Observe a aceleração do rombo: alguma coisa precisa ser feita!

Estima-se que o governo poupe cerca de R$ 740 bilhões em 10 anos, caso a Reforma da Previdência seja aprovada.

Mudanças propostas com a Reforma da Previdência

O sistema de previdência no Brasil é um pacto entre gerações (sistema de repartição).
As aposentadorias em vigência, são pagas pelos trabalhadores atuais.

No futuro, esses trabalhadores irão se aposentar e suas aposentadorias serão pagas pelos novos trabalhadores.
Reforma da Previdência-Trabalhadores pagando a previdência alheia

Esse sistema vinha funcionando razoavelmente bem no passado, tempo em que existiam muito mais pessoas produtivas em detrimentos aos que já se aposentaram.

Conforme explicado anteriormente, os tempos mudaram e o sistema carece de mudanças estruturais.

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A Reforma da Previdência Social 2017 trata de um Projeto de Emenda Constitucional (PEC 287/2016) que objetiva criar novas regras de aposentadoria, ao eliminar distorções, aumentando o tempo de contribuição e a idade.
Reforma da Previdência-Nova Previdência

Essas mudanças tornarão o sistema mais sustentável e irão diminuir o fardo das gerações futuras.

Porém, nem tudo são flores.
Sim, as pessoas terão que trabalhar mais (se aposentarão mais tarde).
Isso é fato e com certeza, de certa forma incômodo.

O texto recém começou a ser debatido pelos congressistas e sequer foi aprovado.
Diante disso, as mudanças abaixo relatadas podem sofrer alterações. Não são definitivas.

 Como funciona atualmente:

Em linhas gerais, hoje, existem duas formas do brasileiro comum se aposentar (lembrando que algumas categorias de profissionais, como militares, professores, etc, possuem sistemas diferenciados):

Por tempo de contribuição
Sendo que o mínimo para homens é de 35 anos e de 30 para mulheres.

Reforma da Previdência-Tempo de Contribuição

Por idade
65 anos para homens e 60 anos para mulheres. Para que a pessoa consiga se aposentar por idade, é exigido um tempo mínimo de contribuição de 15 anos.

Reforma da Previdência-Por idade

Nas duas formas, ocorrem situações insuportáveis para as contas do INSS.
Imagine uma cidadã que começou a trabalhar com carteira assinada aos 18 anos de idade.

Essa cidadã, pelas regras atuais, poderia se aposentar aos 48 anos (18 anos de idade + 30 anos de contribuição = 48 anos de idade).

No entanto, a expectativa de vida do brasileiro, hoje, é de aproximadamente 75 anos.

Para esta pessoa, o sistema previdenciário teria de arcar com 27 anos de aposentadoria.
São quase mais anos de aposentadoria, do que de trabalho.
Não digo que é injusto, mas sim, insustentável.

Reforma da Previdência

Agora, imagine um cidadão que começou a trabalhar (com carteira assinada) aos 50 anos de idade:
Pelas regras atuais, ele poderá se aposentar por idade aos 65 anos, pois cumpriu com 15 anos de contribuição.

Em um país de enormes injustiças sociais, se aposentar com apenas 15 anos de contribuição não é algo totalmente justo, concorda?
Mas, injustiças à parte, nesse caso o baixo período de contribuição ajuda a aumentar ainda mais o rombo da previdência.

Reforma da Previdência-Aposentadoria por idade

Como funciona o cálculo atualmente?

Qual é o valor recebido de benefício atualmente para quem se aposenta?

Por lei, o brasileiro deverá se aposentar pelo regime previdenciário que for mais benéfico.
Os funcionários do INSS são obrigados a orientar o cidadão na hora que ele der entrada com o pedido de aposentadoria.

Em linhas gerais, o valor integral é a média dos 80% maiores salários ao qual o cidadão contribuiu, corrigidos pela inflação, desde julho de 1994.
Reforma da Previdência-Cálculo aposentadoria

Porém, a depender do tipo de aposentadoria, esse valor pode sofrer redução.
Veja as principais situações:

• Aposentadoria por idade:

A forma de calcular quanto ganha um aposentado por idade é específica:
São 70% da aposentadoria integral, mais 1% para cada ano de contribuição.

Exemplo: cidadão sexo masculino se aposenta aos 65 anos, com 20 anos de contribuição.
Ganhará 70% + 20% = 90% da aposentadoria integral.

Nesse caso, o máximo que poderá receber é 100% do valor, que corresponde a 30 anos trabalhados.
Se o cidadão optar por trabalhar mais e se aposentar mais tarde, o valor do benefício não será aumentado além dos 100%.

Reforma da Previdência-Aposentadoria Integral

• Aposentadoria por tempo de contribuição:

Existe atualmente, três tipos de aposentadoria por tempo de contribuição:

• Por tempo de contribuição com fator previdenciário.

Tempo mínimo de 35 anos para homens e 30 anos para mulheres.

O valor da aposentadoria integral é a média dos 80% dos maiores salários (corrigidos pela inflação).

O valor a ser recebido é reduzido pelo fator previdenciário, que é um número, resultado de uma fórmula, usado para evitar que a pessoa se aposente muito cedo.

Se parar de trabalhar mais jovem, ganha menos aposentadoria.
Reforma da Previdência-Tempo

A fórmula usada para chegar ao fator leva em conta o tempo de contribuição até o momento da aposentadoria, a idade do trabalhador na hora da aposentadoria e a expectativa de anos que ele ainda tem de vida, além da alíquota, que é fixa e atualmente, de 0,31.

Veja a tabela do fator previdenciário aqui.

• Por tempo de contribuição pela fórmula 85/95

Tempo mínimo de 35 anos para homens e de 30 anos para mulheres.

Essa fórmula de cálculo é uma alternativa para que o valor a ser recebido não seja reduzido pelo fator previdenciário.

Nesse caso, a soma da idade com o tempo de contribuição deve ser no mínimo de 85 para mulheres e de 95 para homens.

Reforma da Previdência-Por tempo de Contribuição

Por exemplo, se uma mulher tem 55 anos de idade e 30 anos de contribuição, ela pode se aposentar porque a soma dos dois valores dá 85 (55 + 30).

No caso de um homem, ele poderia se aposentar, se tivesse, por exemplo, 60 anos de idade e 35 anos de contribuição (60 + 35 = 95).
Essa combinação varia de pessoa para pessoa.

• Por tempo de contribuição com cálculo proporcional

A aposentadoria proporcional só vale para quem contribuiu pelo menos uma vez antes de 16 de dezembro de 1998.
Reforma da Previdência-Por tempo de contribuição com cálculo proporcional

Além disso precisa de um tempo de contribuição específico.
No mínimo 30 anos, se homem, e 25 anos, se mulher, e mais 40% do tempo que faltava para atingir o tempo mínimo da aposentadoria proporcional em 16 de dezembro de 1998.

Ou seja, se em 1998 um homem tinha 25 anos de contribuição, ainda faltavam cinco anos para atingir o tempo mínimo da aposentadoria proporcional, que era de 30 anos para homens.
40% do tempo que faltava é igual a dois anos.

Sendo assim, esse homem vai poder se aposentar quando completar 32 anos de contribuição (30 anos, mais o adicional de dois anos).
Reforma da Previdência-Idoso

O valor que o trabalhador deve receber na proporcional é 70% da aposentadoria integral multiplicada pelo fator previdenciário, mais 5% por cada ano que trabalhou a mais do que o limite mínimo.

Por exemplo:
Um homem de 55 anos de idade, com 34 anos de contribuição e que tinha contribuído 25 anos até 16 de dezembro de 1998.
Para ele se aposentar pela proporcional, precisa de 32 anos de contribuição.

O fator previdenciário dele é 0,679.
Sua aposentadoria integral vai ser multiplicada pelo fator.
Se ela for de R$ 2.000, o resultado da multiplicação vai ser R$ 1.358.

A aposentadoria dele, portanto, vai ser de R$ 1.086, 40, que é 80% de R$ 1.358.
Reforma da Previdência-Cálculo Exemplo

Isso porque o valor da aposentadoria dele é 70% da integral, mais 5% para cada ano que ele trabalhou a mais do que o tempo mínimo de contribuição, que para ele é 32 anos (como trabalhou dois a mais, são 10%, dando 80%).

Existem duas situações especiais, que não se enquadram em aposentadoria por idade ou por tempo de contribuição.

Situações Especiais:

Aposentadoria por invalidez:
Quando a pessoa sofre de alguma doença ou teve algum acidente em que se tornou inapto para o trabalho, a mesma pode ser aposentada por invalidez.
Reforma da Previdência-Aposentadoria por invalidez

A constatação dessa possibilidade deve ser comprovada por perícia médica. O valor recebido é o valor integral (média dos 80% maiores salários).

Aposentadoria especial:
Quem trabalhou por muito tempo exposto a perigos tóxicos, biológicos, etc.
Poderá se aposentar por um regime especial, onde o tempo de contribuição é diminuído para 15, 20 ou 25 anos, a depender do caso, independente se for homem ou mulher.

Reforma da Previdência-Aposentadoria especial-trabalho insalubre


Nessa condição, o aposentado receberá o valor integral da aposentadoria.

Veja portanto, caro leitor, que hoje a legislação previdenciária no Brasil é bastante confusa, com várias situações, possibilidades, etc.

Diante deste emaranhado de possibilidades, o brasileiro sente-se perdido e desamparado.
Nada melhor do que conhecer as regras antes do jogo começar, certo?
Então, vamos às mudanças propostas pela PEC da Reforma da Previdência Social 2017.

E como fica a aposentadoria com a Reforma da Previdência?

Reforma da Previdência-E agora?

Com a aprovação da PEC sem alterações, podemos esperar mudanças importantes nas concessões dos benefícios.
A primeira grande mudança é a impossibilidade da aposentadoria por tempo de contribuição.

Essa categoria deixa de existir, restando apenas a aposentadoria por idade.
O Poder Executivo (quem está propondo a PEC) entende que deve haver uma idade mínima, obedecida via de regra, por todos os brasileiros, sem distinção.

A idade proposta é de 65 anos, para homens e para mulheres (antes era 65 para homens e 60 para mulheres).
A segunda grande mudança é o tempo mínimo de contribuição para o ganho dos benefícios, que passa a ser de 25 anos (antes era de 15 anos).

Reforma da Previdência-65 homens para homens e mulheres


Com a aprovação da Reforma da Previdência, deixa de existir o fator previdenciário.

O valor integral da aposentadoria continua correspondendo à média aritmética dos 80% dos maiores salários.

Ao se aposentar, o valor da aposentadoria será reduzido em função do tempo de contribuição.
Quanto maior o tempo de contribuição, menor é a redução do valor a ser recebido.

Logo ao atingir a idade de 65 anos, o trabalhador terá o direito a 51% do valor integral.
A cada ano de contribuição, acrescenta-se 1 ponto percentual.

Por exemplo, digamos que o cidadão se aposentou aos 65 anos de idade com 30 anos de contribuição.
O valor que ele receberá de benefício será de 81% do valor integral (51+30 = 81).

Para atingir os 100% do valor integral, serão necessários 49 anos de contribuição (51+49 = 100).
Reforma da Previdência-81%

Sendo assim, analisemos algumas situações que podem ocorrer:

• Começo a trabalhar jovem, depois do ensino médio, aos 18 anos de idade.
Para eu receber a aposentadoria integral, terei que trabalhar até os 67 anos de idade (18 + 49 = 67).

• Começo a trabalhar depois de me formar, aos 25 anos de idade.
Para eu receber a aposentadoria integral, terei que trabalhar até os 74 anos de idade (25 + 49 = 74).

Lembre-se que o que o INSS conta como “tempo de contribuição” é o tempo que efetivamente a cota do empregado (8% sobre o salário) foi paga ao sistema.
Trabalho informal não conta como tempo de contribuição, pois o INSS não foi recolhido.
Reforma da Previdência-Exemplos que podem ocorrer

Observe como ficou difícil se aposentar com o valor integral, com a Reforma da Previdência.

Para um cidadão que decide começar sua idade produtiva mais tarde, digamos aos 30 anos, o mesmo poderá parar de trabalhar somente aos 79 anos de idade (idade acima da expectativa de vida do brasileiro médio).

• Reforma da Previdência – Regras de Transição

Nem todos que irão se aposentar daqui para frente, entrarão nas regras acima.
A PEC que está tramitando prevê regras de transição.
Reforma da Previdência-Regras de transição

Essas regras irão amenizar a situação daquelas pessoas que estão próximas de se aposentar.
Serão beneficiados homens com 50 anos de idade ou mais e mulheres a partir de 45 anos.

Tais pessoas poderão se aposentar por tempo de contribuição, com as regras antigas, em vez de ser por idade (como a PEC prevê).

Para o tempo que faltar para essas pessoas se aposentarem, haverá um acréscimo de 50%.
Funciona como uma espécie de pedágio.

Exemplo, digamos que um homem de 50 anos, já contribuiu por 30 anos com o INSS.
Pela regra antiga, ele teria que trabalhar mais 5 anos para se aposentar;
E pela regra nova, só poderia se aposentar por idade, com 65 anos, tendo que trabalhar mais 15 anos.

Isso melhora ou piora?

Reforma da Previdência-Isso melhora ou piora?

A PEC, com suas regras de transição, piora a situação desse homem se comparado à regra antiga, mas melhora a situação se comparado às regras novas.

Faltando 5 anos para se aposentar pela regra antiga, teremos um acréscimo de 50% nesse tempo e, portanto, ele terá que trabalhar mais 7 anos e meio (5 anos + 50%).

Outro exemplo, uma mulher de 46 anos, contribuiu por 29 anos.
Pela regra antiga, faltava 1 ano para se aposentar.

Pelas regras de transição previstas na PEC da Reforma da Previdência, essa mulher terá que trabalhar mais 1 ano e meio (1 ano mais 50%) para se aposentar.

Veja mais exemplos:
Reforma da Previdência-Exemplos

Para ficar na regra de transição, no entanto, o trabalhador tem de completar essa idade até a promulgação da emenda à Constituição.

No caso de um homem que complete 50 anos depois do texto entrar em vigor, as regras que valem para ele são as da reforma:
Idade mínima de 65 anos e 25 anos de tempo de contribuição.

Mitos e Verdades sobre a reforma da previdência

A reforma da previdência é desnecessária!

Reforma da Previdência-Mito ou verdade?

Mito! A previdência é uma bomba-relógio.
O déficit vem aumentando ano a ano e de maneira exponencial.
Esse déficit é cumulativo e não foi causado (principalmente) pela corrupção ou pelos altos salários pagos a políticos e apaniguados.

Infelizmente, o déficit é causado pela mudança demográfica da população.
O brasileiro está envelhecendo, vivendo mais.
Além disso, a entrada de jovens na força de trabalho está diminuindo.

Como o sistema da previdência social é em regime de repartição, os atuais trabalhadores pagam as aposentadorias dos aposentados de hoje.
Com menos gente trabalhando e mais pessoas se aposentando, o rombo é criado e aumentado.

Veja o tamanho do déficit:

blob - Reforma da Previdência - O que Muda?

A reforma da Previdência vai afetar os brasileiros que já reúnem as condições para ter acesso ao benefício.

Mito! A reforma da Previdência não vai afetar os brasileiros que já reúnem as condições para ter acesso ao benefício.
Esses segurados têm direito adquirido.

Mesmo se o texto for aprovado, elas podem se aposentar pelas regras antigas a qualquer tempo.

Quem já está aposentado também não será afetado.
Não será necessário correr aos postos do INSS para dar entrada ao processo antes que a PEC seja aprovada.

Para eu me aposentar com o valor integral, devo trabalhar 49 anos.

Reforma da Previdência-Preciso trabalhar 49 anos para me aposentar

Verdade!
A proposta prevê que o brasileiro se aposentará com 65 anos de idade e com no mínimo 25 anos de contribuição.

Porém, para conseguir se aposentar com o valor integral, serão realmente necessários 49 anos de contribuição (51+49 = 100% do total).

A Reforma da Previdência atingirá todas as categorias.

Mito! Existem categorias com tratamento especial.

Militares ficarão de fora. Professores, segurados especiais, entre outros, possuem outras regras.
Reforma da Previdência-Mito

Servidores estaduais e municipais poderão ser afetados pela reforma das previdências estaduais e municipais, mas ainda não se sabe como vai ser e não são atingidos diretamente pela PEC em questão.

Neste projeto está previsto o fim das diferenças entre o regime de previdência geral e público, ou seja, os servidores públicos (federais) passarão a seguir as mesmas regras que os trabalhadores dos setores privados.

Calculando aposentadoria com a Reforma da Previdência

Agora vamos fazer alguns cálculos para verificar se as contribuições ao INSS farão sentido financeiro (isto é, se compensa pagar o INSS, frente aos valores recebidos no futuro) diante da Reforma da Previdência Social 2017.
Reforma da Previdência-Calculando a aposentadoria

Sabemos que quem trabalha com carteira assinada paga o INSS de maneira compulsória (obrigatória).

Então, peguemos um exemplo de um profissional liberal, que pode optar entre a previdência social e outras formas de previdência privada.

Pensemos em um médico, com idade de 45 anos, que começou a recolher INSS com 30 anos de idade.
Para esse tipo de profissional a alíquota do INSS é de 20%.

Digamos que esse profissional queira se aposentar com o teto salarial, que hoje é de R$ 5.531,31.

Os desembolsos mensais serão de R$ 1.106,26 (20% de R$ 5.531,31).
Pergunta: é vantajoso para esse profissional continuar recolhendo o INSS?

Ou é melhor partir para uma alternativa mais viável? Vamos aos cálculos:
Reforma da Previdência-Vale a pena recolher inss?

Veja as alíquotas e salários-base no link: http://www.previdencia.gov.br/servicos-ao-cidadao/todos-os-servicos/gps/tabela-contribuicao-mensal/)

Para facilitar nosso cálculo, vamos considerar inflação igual a zero.

Com as novas regras previdenciárias (que ainda estão para serem aprovadas), o profissional acima terá mais 20 anos de trabalho para completar os 65 anos exigidos.
Ele terá contribuído por 35 anos.

Já vimos que ele não conseguirá se aposentar com o valor integral (no caso, salário de R$ 5.531,31).
Ele ganhará 86% desse valor (pois 51+35 = 86).

Sua aposentadoria será de R$ 4.756,93.
Veja como o valor provavelmente é muito abaixo do custo de vida desse profissional.

Aposentar-se somente pelo INSS não será suficiente.
Reforma da Previdência-Idoso decepcionado

O absurdo em números

Agora vamos calcular quanto ele de fato depositou nas contas do INSS e para isso, faremos uso de uma calculadora financeira HP 12C.

Prestações de R$ 1.106,26 (PMT)
Número de prestações pagas = 420 meses (n) = 35 anos
Taxa de juros = 0,5% a.m (lembre-se que estou desconsiderando a inflação no cálculo).

Logo, o valor pago ao INSS (FV), quando o cidadão completou 65 anos, foi de R$ 1.576.100.
Reforma da Previdência-Cálculos absurdos

A expectativa de vida do brasileiro é de 75 anos.
Então, racionalmente falando, esse cidadão irá viver mais 10 anos.

Jogando novamente os valores na calculadora 12C, chegamos à conclusão que o salário que ele deveria receber, pelo montante poupado, é de R$ 17.497,94, quase 13 mil a mais do que receberá pelo INSS.

Veja como esse sistema se tornou um absurdo! Totalmente inviável.
Quem contribuir com o INSS perderá muito dinheiro durante a vida e provavelmente não conseguirá se aposentar com o valor necessário para manter o seu padrão de vida atual.

Reforma da Previdência

Bom, mas a sua situação pode ser um pouco diferente da apresentada.
Para que os cálculos sejam ajustados à sua realidade, baixe essa planilha!
Através dela você verá o quanto estará perdendo ao investir seu suado dinheiro na previdência social.

Mas, se eu não contribuir com o INSS, como irei me aposentar? Existem alternativas?

Alternativa: previdência privada!

Quando você investe em uma previdência privada você estará fazendo a sua própria previdência.

O valor que você poupou durante a vida será seu e de seus herdeiros.
Reforma da Previdência-Previdência Privada

O salário de aposentadoria será tanto maior, quanto maior foi a sua poupança.
No exemplo anterior, em vez de você pagar o INSS, poderá depositar esse valor em um plano de aposentadoria privado.

No final de 35 anos de trabalho, terá poupado o valor de R$ 1.576.100, e se viver mais 10 anos, terá um salário de cerca de 17 mil por mês.

Bom, mas quem sabe, você vá viver mais.
Então, em vez de acabar com o capital, poderemos sacar somente os juros reais e líquidos dessa aplicação.
E mesmo assim, terá um salário de aproximadamente R$ 7.000,00.

Reforma da Previdência-Previdência privada

Um bom plano de previdência privada resolve os seguintes problemas:

• O dinheiro poupado será seu

Não será destinado para pagar os aposentados atuais.

• Sem risco de quebra.

Tendo em vista a alta segurança dos planos (reservas compulsórias junto à SUSEP garantem a solvência dos planos no Brasil).

•Sem surpresas.

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Denys Wiese

Denys Wiese, bacharel em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e bacharel em Administração de Empresas pela Universidade Estadual de Santa Catarina (ESAG-UDESC) iniciou suas atividades profissionais no mercado financeiro em 2009 como operador de bolsa de valores. Já atuou como operador, assessor, professor e escritor, sempre em atividades ligadas às finanças. Entre 2014 e 2017, atuou também com consultoria tributária. Hoje é sócio fundador do site EuQueroInvestir, assessor de Investimentos da XP Investimentos (pelo AAI Indice Investimentos). Atua no segmento de alta renda, no aconselhamento e assessoramento em investimentos no mercado financeiro.
Contato: denys.wiese@euqueroinvestir.com

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