Reforma administrativa “fará Estado se modernizar”, segundo ministro

Paulo Amaral
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Crédito: Agência Brasil

A reforma administrativa, que está movimentando os bastidores da política brasileira, dará ao Estado uma oportunidade para “se modernizar”.

Foi isso o que garantiu o ministro Jorge Oliveira, da Secretaria-Geral da Presidência da República, em entrevista ao programa Brasil em Pauta, da TV Brasil.

Na visão do ministro, a reforma “é uma ferramenta crucial na modernização das relações contratuais de ingresso e progressão no serviço público”.

“Procuramos uma forma de dar ao Estado brasileiro a possibilidade de se modernizar, de ter novas formas de contratação, de ter uma forma de ingresso no serviço público para atender demandas sazonais. São mecanismos muito difíceis na legislação vigente”, comentou.

Reforma administrativa não mexerá em direitos adquiridos

Segundo Jorge Oliveira, o funcionalismo público não precisa ter receito sobre as mudanças que virão com a aprovação da reforma administrativa pelo Congresso.

“Não vamos mexer com que já está dentro, mas vamos flexibilizar para quem vai entrar”, sintetizou o ministro.

Oliveira assegurou que ninguém será tratado como uma simples peça ou engrenagem do governo e que todas serão respeitadas no processo que incluirá mudanças.

“As pessoas não são peças, elas têm importância. Temos que valorizá-las, respeitá-las, tratá-las de forma digna. Sobretudo porque só chegamos aqui por causa daqueles que nos antecederam”.

Congresso vai “aperfeiçoar” reforma, segundo ministro

O Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República adiantou também que o papel do Congresso ao votar o texto será o de “aperfeiçoar” os termos da reforma administrativa, assim como foi feito com a reforma da Previdência.

Segundo ele, “haverá consenso político baseado no momento em que vivemos”.

“A população compreendeu a importância da reforma da Previdência. A mesma coisa ocorrerá com a reforma administrativa. A população precisa de um melhor serviço prestado, dando possibilidade para que o Estado brasileiro possa valorizar esses serviços sem onerar demais,” comentou.

“Temos um Estado muito pesado, muito obeso, muito inchado. A população irá compreender melhor o escopo da proposta e temos a expectativa de aprovar um modelo melhor de ingresso no serviço público”, concluiu.

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