Refino é hoje a melhor alternativa à Petrobras (PETR3 PETR4), aponta Ineep

Marcello Sigwalt
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Crédito: Site: A Gazeta

“É um erro estratégico o anúncio da Petrobras (PETR3 PETR4) de que pretende manter seu programa (anterior à crise) de investimentos.”

A avaliação é do economista e coordenador técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo e Gás (Ineep), Rodrigo Leão, para quem a estatal deveria priorizar, neste momento crítico de crise do petróleo, investimentos na área de refino.

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Refino é a opção

“Até agora a Petrobras não informou que pretende, em seu plano de negócios, alterar os investimentos na área de refino”, disse.

Segundo o economista, isso permitirá, nos próximos meses, “uma margem de rentabilidade mais alta”.

Ele explica que, estrategicamente, uma empresa da área de refino é menos sujeita às variações da commodity no mercado internacional.

Ajustes na mira

A perspectiva de mercado é de que as empresas “farão ajustes em E & P, com redução de gastos, em busca do melhor aproveitamento do parque produtivo disponível”, assinala Leão. Além do refino, ele entende que a conjuntura econômica atual favorece investimentos em energia renovável.

Fôlego providencial

A ‘demora’ da ponta do diesel em refletir a queda do petróleo tipo brent – acumulada em 60% desde o início da crise – é uma circunstância que ‘dá um fôlego’ de rentabilidade para o refino, na sua avaliação.

Integração competitiva

Segundo Leão, “por ser integrada (atua, tanto no upstream, quanto no downstream)”, a estatal brasileira está em melhor condição, nesse momento de crise, do que uma petroleira restrita apenas à fase de exploração, por exemplo”, argumenta.

Sem investimentos

Embora as gigantes Shell (anglo-holandesa) e Exxon (norte-americana) sejam também integradas como a Petrobras, não significa que as estrangeiras pretendam, no entendimento do coordenador do Ineep, “fazer investimentos significativos no mercado brasileiro este ano” .

“Elas (as empresas integradas) vão ter mais capacidade de resiliência diante da crise global do que as demais, que não possuem essa característica”, completa.

Quebra à vista

No polo oposto, uma petroleira de shale gas (gas de xisto), no estado americano de Oklahoma, “tende a quebrar porque produz petróleo cru, pois seu custo elevado torna o investimento inviável economicamente”, prevê.

Diversificar já!

Diversificar é hoje a palavra-de-ordem de um mercado em baixa.

“É importante que a atuação da empresa seja diversificada, como forma de proteção contra a volatilidade atual”, destacou. Segundo ele, isso protege a empresa, quando o preço internacional do petróleo cai.

“Diversificar ajuda a amortecer essa queda. Quando ele aumenta, isso te dá mais margem de rentabilidade”, explica.

Variação extrema

O Coordenador do Ineep ressalta que o preço do petróleo varia conforme a estrutura econômica de cada país.

Preço atrelado

“Países que importam muito derivados e não têm refinaria, têm seu preço interno mais atrelado à cotação internacional e estão mais expostos à crise”, ilustra.

No caso do Brasil, o ICMS (estadual) e o PIS (federal) são exemplos de diversidade de fatores que influenciam na formação do preço dos combustíveis.

Taxação maior

“Já na Europa, a taxação do petróleo é maior, porque naqueles países a intenção é reduzir ao máximo o uso de combustíveis fósseis”.

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