Recuperação do turismo ocorrerá somente em 2021, aponta estudo da UFPR

Marcello Sigwalt
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Crédito: Site G1

A hora mais difícil é aquela em que é preciso contar as perdas.

Para a maioria (51%) dos consultados (4.921) pelo Relatório da Rede Brasileira de Observatórios de Turismo (RBOT) – elaborado pelo Observatório de Turismo, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), as perdas financeiras deste ano pandêmico, só serão recuperadas em 2021.

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Do setor

Fazem parte da pesquisa profissionais da área turística, como hospedagem, alimentação, agências, operadoras, e produtoras de eventos, sem contar com representantes de prefeituras e associações.

Atualização constante

O levantamento, que abrangeu 15 estados, é o primeiro feito pela RBOT, cujos números serão atualizados.

Demora muito

O estudo, cujo nome específico é “Sondagem empresarial dos impactos da covid-19 no setor de turismo do Brasil”, mostra, ainda, que para 12% dos entrevistados, a melhora de cenário vai demorar muito, talvez depois do ano que vem. Já para 3%, a perda é irreversível.

‘Crença’ na virada

Fazendo contraponto, outros 19% (1/5 do total) se mantêm confiantes de que haverá uma ‘virada’ (recuperação econômica rápida) ainda no segundo semestre de 2020.

Maior impacto

De acordo com as respostas recebidas, os pesquisadores chegaram à conclusão de que o maior impacto da pandemia sobre o campo econômico ocorreu em abril.

Suspensão abrupta

Neste mês, o faturamento das empresas teve uma perda entre 75% e 100%, tombo decorrente da suspensão abrupta dos negócios, juntamente com a decretação da quarentena, que paralisou toda a economia do país.

Lei da sobrevivência

Diante da ausência de recursos, muitos empresários – aponta o estudo da universidade paranaense – foram obrigados a buscar empréstimos para sobreviver no mercado, quando não tiveram que cortar pessoal.

Quatro em dez

Outro dado que serve de “termômetro” daquele período mais difícil é que, de cada dez empresas ouvidas pelo estudo, quatro recorreram à demissão de funcionários para reduzir gastos frente à crise.

Demissão localizada

Tal comportamento se deu, com mais intensidade, nos setores de hospedagem e alimentação.

Desemprego em massa

Em maio último a Organização Mundial do Turismo (OMT) – vinculada às Nações Unidas (ONU) – divulgou uma estimativa, segundo a qual o setor deverá perder cerca de 120 milhões de empregos, em decorrência das restrições ainda vigentes às viagens internacionais.

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