Recuperação de setor aéreo poderá demorar até três anos, aponta Iata

Marcello Sigwalt
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Crédito: Site Gazeta do Povo

Pelo menos três anos. Esse é o prazo estimado pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, em inglês), para que a demanda por voos domésticos retorne aos níveis de 2019, anteriores à crise.

As informações foram publicadas nesta quarta-feira (13) pela entidade, de acordo com o site da revista Exame.

Vencendo resistências

Os voos internacionais, por sua vez, só deverão recuperar a demanda em 2024, pois esse tipo de passageiro resistirá um bom tempo até decidir fazer viagens mais longas, além das inúmeras dúvidas quanto às medidas de segurança adotadas pela região de destino.

Queda de 90%

Dos setores, o aéreo foi o mais afetado pela crise pandêmica viral, devido fechamento de fronteiras e medidas de isolamento social. No Brasil, a queda do número de voos chegou a 90%.

Previsão ‘otimista’

Entre os cenários projetados pelos analistas, o mais otimista dá conta de que a normalização desse mercado deverá acontecer somente a partir de 2023.

Segunda onda

Mas essa recuperação poderá demorar mais tempo, caso ocorra uma segunda onda de contágio global da covid-19.

Ação rápida

“Devemos agir rápido para que sejam evitados efeitos negativos, como que ocorreram depois da tragédia do 11 de setembro”, adverte o diretor-geral e CEO da Iata, Alexandre de Juniac.

Incerteza predomina

A Iata menciona pesquisa realizada em abril último, segundo a qual 69% dos passageiros admitiram cancelar a viagem, caso o país de destino tiver adotado regime de quarentena de 14 dias.

Abertura gradual

Para reverter a paralisia da atividade, a associação propõe a “abertura gradual das fronteiras dos países para viabilizar as viagens”, assim como medidas de identificação “de quem é sintomático” (para o vírus) e “triagens para verificação de temperatura nos aeroportos”.

Injeções de liquidez

A recuperação lenta do setor e a resistência inicial a viajar, por executivos e homens de negócios, formam um contexto de crise que só será revertido, segundo Juniac, mediante “estímulos governamentais, como injeções de liquidez de bancos centrais”.