Folha: recriação de ministério da Segurança foi articulada por Bolsonaro

Daniele Andrade
Jornalista formada pela Universidade Positivo, pós-graduada em Mídias Digitais. Atualmente cursa bacharel em História. Gosta de produzir reportagens sobre política tanto nacional quanto internacional, economia e tecnologia.

Crédito: Reprodução Marcelo Camargo/Agência Brasil

A ideia de recriação do Ministério da Segurança Pública foi um pedido articulado pelo presidente Jair Bolsonaro, antes de sua reunião com os secretários estaduais, na quarta-feira (22). É o que trazem informações publicadas pela Folha de São Paulo. 

O Conselho Nacional de Segurança Pública tinha uma reunião marcada para às 9h da quarta-feira em Brasília. Mas a recriação da pauta, vinda do governo Michel Temer, não era um dos assuntos do encontro.

Reuniões

Antes da reunião ocorrer, mais precisamente duas horas antes, Anderson Gustavo Torres, secretário de Segurança do Distrito Federal,  foi recebido por Bolsonaro. Após a reunião, às 11h Torres entrou em contato com o presidente do Conselho. O secretário Maurício Teles Barbosa avisou que haveria a possibilidade de encontrar com o presidente á tarde para uma reunião. O tema seria a recriação da pasta.

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Moro não foi convocado para a reunião. Mas foi oficialmente divulgado que estava presente em um encontro com americanos em que foi discutido a questão de segurança cibernética. Mas, às 11h30, Sérgio Moro teve um encontro com Bolsonaro no Planalto, e o assunto discutido não foi comentado.

Segundo a Folha de São Paulo, em uma postagem no twitter, o general da reserva Heleno negou que a ideia de recriar a pasta tenha vindo do Palácio do Planato:  “A proposta de recriar o Ministério da Segurança Pública não é do presidente Jair Bolsonaro, e sim da maioria dos secretários de Segurança estaduais”, disse Heleno.

Suposta “sinalização” de Bolsonaro a Moro

Mas aliados de Moro veem que essa “sinalização” dada pelo presidente é um maneira de mostrar que ele não gostou do modo como o ministro se comportou em entrevista ao Roda Viva, na segunda-feira (20). Em que, não fez uma boa defesa do presidente em relação as críticas feitas pelos jornalistas do programa.

Alguns apoiadores de Sérgio Moro apenas consideram que a atitude foi realizada para dar um susto no ministro. Devido a Moro ter de participar dos estudos sobre a decisão da pasta no futuro.