RECR11: fundo imobiliário de CRIs está em sua sétima oferta pública

Carla Carvalho
Graduada em Ciências Contábeis pela UFRGS, pós-graduada em Finanças pela UNISINOS/RS. Experiência de 17 anos no mercado financeiro, produtora de conteúdo de finanças e economia.

Crédito: Freepik

O REC Recebíveis Imobiliários (RECR11) é um fundo imobiliário (FII) que investe prioritariamente em CRIs – Certificados de Recebíveis Imobiliários. Esses papéis representam títulos de dívidas imobiliárias, cujas garantias são imóveis físicos.

O RECR11 foi constituído em julho de 2017, e a sua primeira oferta pública, no valor de R$ 200 milhões, ocorreu em outubro do mesmo ano. Desde então, já foram 7 emissões de novas cotas. A última aconteceu em agosto deste ano, cujo volume total negociado foi de R$ 80 milhões.

Primeiramente, o fundo foi lançado com o nome de UBSR11. Entretanto, em agosto último, a nova denominação do fundo foi comunicada oficialmente ao mercado. Desse modo, a partir de 26 de agosto, suas cotas começaram a ser comercializadas já com o código atual.

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O motivo da mudança foi o fim da parceria entre a REC Gestão de Recursos e e a UBS Brasil Assessoria Financeira. A princípio, as duas empresas dividiam os serviços de consultoria do FII. Porém, a partir de 12 de julho, a REC passou a ser a única consultora do RECR11.

Informações gerais

O fundo tem gestão ativa e é administrado pela BRL Trust DTVM. Destina-se a investidores em geral, e seu prazo é indeterminado.

Possui taxa de administração de 1,2% ao ano. Além disso, há também a taxa de gestão, de 0,2% ao ano.

Em dezembro de 2018, o RECR11 tornou-se parte do IFIX, o principal índice de acompanhamento do mercado de FIIs no Brasil. Para o quadrimestre entre maio e agosto de 2020 da carteira teórica do IFIX, o peso do RECR11 na carteira do IFIX é de 1,44%.

O IFIX tem por objetivo representar a performance média dos FIIs negociados na B3 através de uma carteira teórica de ativos. Nesse sentido, adota os seguintes critérios para a seleção dos fundos:

  • Ser um dos ativos que atinge o volume de negociabilidade;
  • Estar presente em pelo menos 60% dos pregões nos últimos 12 meses;
  • Não ser um Fundo “Penny Stock” (cota com cotação inferior a R$ 1,00).

Quanto à política de dividendos, a apuração dos resultados ocorrerá com base em balanço semestral encerrado em 30 de junho e 31 de dezembro de cada ano. Em seguida, o fundo deverá distribuir, no mínimo, 95% dos resultados auferidos.

Patrimônio líquido e ativos do RECR11

Em julho, seu patrimônio líquido era de R$ 685,6 milhões. Ao final do referido mês, 98% dos ativos do RECR11 estavam investidos em CRIs, principal ativo-alvo do fundo.

O Fundo possui CRIs com lastro imobiliário distribuídos 15 estados e no Distrito Federal. A maior concentração, no entanto, encontra-se no Estado de São Paulo.

Também quanto aos segmentos, os CRIs que compõem o fundo são bastante pulverizados. Nesse sentido, os mais representativos são: incorporadoras (30%), loteamentos (20%), varejo (13%) e pessoas físicas (13%).

 

Até o fechamento de julho, todos os 54 CRIs que formavam o fundo na data tiveram adimplência de 100% para com as suas obrigações financeiras.

Da mesma forma, no relatório de julho, o gestor reporta que os CRIs adquiridos foram apenas de grupos empresariais com baixo risco de crédito. Por outro lado, os títulos de pessoas físicas contam com garantia real de imóveis com habite-se e disponíveis para venda.

Resultados do RECR11

O resultado gerencial acumulado de agosto de 2019 a julho de 2020 mostra distribuição de dividendos de R$ 55,9 milhões. Isso corresponde a um valor médio por cota de R$ 8,8 no período.

O gráfico abaixo mostra a rentabilidade mensal do fundo no período de agosto de 2019 a julho de 2020.

Comparativo do RECR11 com o CDI e IFIX

Por último, confira o comparativo do desempenho do RECR11 com o CDI e IFIX de julho de 2019 a julho de 2020:

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