Recorde renovado: dólar sobe pelo terceiro dia seguido e atinge máxima histórica

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)

Crédito: Pete Linforth por Pixabay

O dólar comercial subiu pelo terceiro dia consecutivo. A moeda americana foi cotada, nesta quarta (27), a R$ 4,259. A alta registrada foi de R$ 0,44%. O Banco Central, mais uma vez, tentou interromper a elevação do valor vendendo dólares pela segundo dia. Não foi suficiente para conter a alta.

Trata-se da maior cotação desde a criação do real, sem considerar a inflação. O Banco Central vendeu dólares para tentar diminuir a cotação, que no meio do pregão girava em torno de R$ 4,27.

Leilões

Foi o que aconteceu nesta terça (27). O dólar comercial fechou em alta e chegou a R$ 4,24. A alta registrada foi de 0,59%. O valor representava renovação do recorde na cotação da moeda.

A moeda chegou a ser negociada a R$ 4,28.  O Banco Central precisou intervir. Fez dois leilões de venda direta das reservas internacionais, de acordo com informações da Agência Brasil. Em cada leilão, o BC arrecadou cerca de R$ 1 bilhão.

As altas recordes são creditadas à repercussão da entrevista com o ministro da Economia, Paulo Guedes, que na segunda (25), em Washington, disse não ter preocupação com a alta da moeda americana, que naquele dia havia fechado a R$ 4,21.

“O dólar está alto. Qual o problema? Zero. Nem inflação ele está causando. Vamos importar um pouco mais e exportar um pouco menos”, minimizou. E acrescentou que era “bom” o brasileiro se acostumar com juros mais baixos e com o câmbio mais alto “por um bom tempo”.

Escalada do dólar

A elevação constante do dólar deve afetar o preço de produtos que fazem parte do cotidiano dos brasileiros. A moeda americana pode encarecer combustíveis e viagens para o exterior.

Na tentativa de conter a escalada do dólar, o Banco Central fez dois leilões da moeda. A medida evitou que a cotação chegasse perto de R$ 4,28.

Durante participação em um evento nos Estados Unidos, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que “é bom o mercado se acostumar com o câmbio mais alto por um bom tempo”.

A declaração é tida como o gatilho para a escalada do dólar. Segundo a economista Camila Abdelmalack, a afirmação foi interpretada por investidores como um desinteresse do governo pelo câmbio atual.

A moeda americana iniciou o mês cotada a R$ 3,99. Na última segunda-feira (25), ela fechou o dia a R$ 4,21. Na manhã de ontem (26), foi negociada a R$ 4,27, mas encerrou o dia vendia a R$ 4,24.

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