Dividendos: veja as ações mais recomendadas para setembro

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Divulgação BB Seguros

As ações de BB Seguridade (BBSE3), ISA CTEEP (TRPL4), Cyrela (CYRE3) e Vivo (VVT4) foram as que mais apareceram nas carteiras recomendadas de dividendos para o mês de setembro. O levantamento foi feito a partir da análise de cinco carteiras: Guide Investimentos, Ativa, Nova Futura, Santander e Mirae.

O destaque foi o BB Seguridade (BBSE3) com 4 recomendações de 5 carteiras analisadas. Enquanto as demais empresas tiveram 3 recomendações.

Logo atrás apareceram nomes de empresas, como Taesa (TAEE11), Cyrela (CYRE3) e B3 (B3SA3).

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BB Seguridade (BBSE3)

Conforme a Mirae Asset, o BB Seguridade (BBSE3) divulgou bom resultado no 2º trimestre, mesmo lidando com o impacto da pandemia. A casa espera uma melhora nos resultados dos próximos trimestre com a abertura da economia.

Segundo a Ativa, o BB vem aprimorando as operações após a venda de IRB. Dessa forma, pode cada vez mais vir a se beneficiar da capilaridade de seu dono.

“Em um cenário de alavancagem da previdência e do crédito, o negócio realiza ganho nas duas pontas. Primeiro, por atuar não só em ambos os setores, mas também com o necessário posicionamento”, ressalta a Ativa.

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Já o Santander destaca alguns fatores que podem impulsionar o papel. Entre eles, a recuperação dos resultados financeiros e a redução da taxa de sinistralidade. Além do IPO da Caixa Seguridade, desbloqueando a percepção de valor do mercado em relação à BB Seguridade.

“Os riscos de ingerência política vêm se mitigando e acreditamos que o BB Seguridade possa alcançar múltiplos cada vez maiores”, finaliza a Ativa.

Vivo (VVT4)

O Santander considera as ações das empresas de telecomunicações bastante isoladas do surto da Covid-19. Estão posicionadas favoravelmente em direção à emergente economia shut-in (ou seja, Home-Office, Home-Learning, entre outras tendências). Além de estarem sendo negociadas a valuations atrativos. No caso da Vivo, na faixa de 4-5x o múltiplo EV/EBITDA para 2021.

Além disso, o banco destaca as características defensivas da empresa, com receita contratada e serviço essencial.  A intensidade decrescente de investimentos, baixa alavancagem e exposição cambial, ventos favoráveis de M&As também são pontos positivos.

A Ativa Investimentos destaca a capacidade de gerar caixa da Vivo mesmo em um cenário muito adverso.

“Além disso, a venda da operação móvel da Oi, que trará mudanças importantes na dinâmica competitiva do setor, e a chegada do 5G poderão oferecer à Vivo (VIVT4) uma oportunidade valiosa da empresa ganhar share em segmentos de maior ARPU.”

ISA CTEEP (TRPL4)

Com a expectativa de novos leilões de energia ainda no governo Bolsonaro, a Mirae espera maior competitividade no setor e que a ISA CTEEP (TRPL4) participe ativamente dos novos leilões.

A Isa Ceteep é uma empresa concessionária de transmissão de energia elétrica.

Segundo a Ativa, a companhia segue sendo excelente alternativa para uma carteira com foco em proventos. Isso porque a previsão é de manutenção do payout em 75% do lucro regulatório.

“Continuamos otimistas com o segmento de transmissão e com a empresa” reforçou Mirae.

Engie (EGIE3)

A Mirae Asset espera uma recuperação gradual da economia com mais ênfase a partir do 4º trimestre e principalmente em 2021. Isso deverá impactar a Engie (EGIE3) com aumento de receita e de margens.

“Com o endividamento estabilizado (…), a Engie (EGIE3) é aquele player que alia alta performance operacional com disciplina financeira” diz a Ativa.

“Seguimos recomendando o ativo, que demonstrou vigor neste trimestre e com a queda na alavancagem (1,9x vs 2,1x no 1T20). A empresa tem ainda mais flexibilidade para buscar crescimento orgânico, inorgânico e continuar como uma excelente pagadora de proventos”, destaca a Ativa.

Itaúsa (ITSA4)

A Itaúsa é uma holding constituída para centralizar as decisões financeiras e estratégicas de um conjunto de empresas, propiciando-lhes melhores condições de expansão.

“As principais empresas controladas pela Itaúsa se destacam nos diversos setores de negócios a que se dedicam: Itaú Unibanco e suas controladas Banco Itaú e Banco Itaú BBA, no segmento financeiro, e Duratex, Alpargatas, NTS e Itautec, no setor não industrial” diz o SAntander.

No entanto, as ações do Itaú, sozinhas, representam 96% do Valor Líquido dos Ativos (NAV) da Itaúsa.

Nesse sentido, o Santander explica que o Itaú continua a ter excesso de capital, altos índices de cobertura e ROAE bem acima de seu custo de capital . Além disso, tem um alto rendimento de dividendos, iniciativas digitais e menor exposição aos segmentos mais impactados (PMEs e seguro de saúde).

Dessa forma, a Mirae destaca que “os investidores visualizam a ação ITSA4 com referencial a ITUB4, o que normalmente oferece oportunidades de se posicionar no Itaú por um valor abaixo do mercado desta instituição”.