Receita divulga queda de 1,5% na arrecadação de impostos em janeiro

Paulo Amaral
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Crédito: Divulgação / Jornal Contábil

A arrecadação de impostos, receitas federais e demais contribuições registraram queda real de 1,5% na comparação entre janeiro de 2021 e o mesmo mês do ano passado.

De acordo com os dados divulgados pela Receita Federal, a somatória chegou a R$ 180,221 bilhões, interrompendo uma sequência de cinco meses de crescimento real.

A Receita Federal informou nesta quinta-feira (25) que a arrecadação de impostos, contribuições e demais receitas federais registrou queda real (descontada a inflação) de 1,5% em janeiro deste ano, na comparação com o mesmo mês de 2020.

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Mesmo com a queda no comparativo em relação ao ano passado, janeiro de 2021 ficou à frente do mesmo mês de anos anteriores. Isso aconteceu, de acordo com o órgão, por influência da arrecadação extraordinária de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, Contribuição Social Sobre Lucro Líquido e do IRPF, no valor de aproximadamente R$ 2,7 bilhões.

Vale lembrar que, na somatória geral de 2020, a arrecadação federal fechou em queda de quase 7%.

Outro lado da Receita

A Receita Federal disse também que as compensações tributárias a que os empresários tinham direito foram lançadas em janeiro, e que isso contribuiu para a queda dos valores arrecadados para os cofres do governo.

Segundo o Fisco, elas subiram 38,41% no comparativo com janeiro de 2020, passando de R$ 16,668 bilhões para R$ 23,097 bilhões em 12 meses.

O órgão disse ainda que, sem considerar os pagamentos atípicos e as compensações, a arrecadação real em janeiro de 2021 teria crescido 3,72%, passando para R$ 192,195 bilhões.

“Esse desempenho pode ser explicado pelo comportamento da economia e pelo crescimento da arrecadação do IRPJ/CSLL, especialmente, das empresas que fecharam seus balanços no mês de dezembro de 2020”, informou o órgão.

Sobe e desce das receitas

Claudemir Malaquias, Chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, informou com alguns detalhes quais setores subiram e desceram no comparativo entre os dois últimos meses de janeiro.

Segundo Malaquias, de um lado da gangorra ficaram a produção industrial, que subiu 10,16%, as vendas de bens, com alta de 4,2%, e o valor das notas fiscais emitidas, que avançou 20%.

Na outra ponta, puxaram os números para baixo as vendas de serviços, que recuaram 4,8%, e o valor em dólar das importações, responsável por uma baixa de 16,7%.

Sobre petróleo, o Chefe do Centro de Estudos da Receita informou que a queda no repasse dos “royalties” do petróleo, devido à redução da produção ao longo de 2020, também influenciou a arrecadação em janeiro.

“Alguns campos de petróleo tiveram produção reduzida. Parte da redução da arrecadação está relacionada com as receitas não administradas, a majoritariamente aos royalties. Para nós, a trajetória de arrecadação [como um todo] continua em nível de retomada”, concluiu.