Receita avalia primeiro bimestre como excelente

Tatiane Lima
Jornalista, redatora sênior. Tecnóloga em Recursos Humanos e MBA em Comunicação e Marketing. Apaixonada por empreendedorismo criativo. Atuei nos três setores, com hard news, jornalismo on, off e redação publicitária.
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Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Nesta terça-feira (14), o secretário especial da Receita Federal do Brasil, José Barroso Tostes Neto, avaliou positivamente o desempenho receita tributária em entrevista ao Valor Econômico. Apesar de atestar a queda real de arrecadação em março, Tostes Neto negou a existência de dados negativos anteriormente à pandemia de coronavírus. Afinal, ele considera a receita de fevereiro de 2020 como a segunda melhor no período desde o ano de 2007. Além disso, em 14 anos, a receita de janeiro foi eleita como a maior já catalogada no mês.

Antes da Covid-19, o secretário da Receita afirmou ao Valor que “estávamos com um primeiro bimestre excelente”. Isso porque houve um aumento de 4,88%, em termos nominais, e 0,74%, em termos reais, na arrecadação dos tributos. Assim como o recolhimento federal manteve um movimento crescente nos primeiros quinze dias de março. “Em alguns dias, a arrecadação realizada superou bastante a previsão que tínhamos”, disse. Porém, o cenário passou a mudar após as medidas de contenção ao novo coronavírus, a partir do dia 20. Com isso, Tostes Neto previu ao Valor que a queda da arrecadação administrada pela Receita Federal no mês passado, considerando a contribuição à Previdência, foi de 3,6%, em termos reais, comparando ao mesmo período em 2019.

Dados comprovam a fase positiva para a Receita

“Não fechamos ainda os números, mas deverá ficar em torno disso. Mesmo assim, o primeiro trimestre deste ano ainda vai ter um crescimento positivo de 0,2% a 0,3%, na comparação com o primeiro trimestre de 2019”, declarou. Tostes Neto ainda informou o aumento de 10,1% nas restituições de janeiro e fevereiro, em relação ao ano passado. Ou seja, um montante de R$ 14,4 bilhões. Já os depósitos judiciais marcaram R$ 2,4 bilhões, uma subida de 49,6% (sobre o mesmo período de 2019). Por fim, o secretário da Receita disse ao Valor que notou um crescimento de notas fiscais eletrônicas nos primeiros meses de 2020. O que é mais um indício para a comprovação do momento positivo antes da pandemia.