“Recall” de jatos executivos é anunciado pela Embraer

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
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Crédito: Embraer/Divulgação

A Embraer anunciou na última quarta-feira (13) um “recall” dos jatos executivos Phenom 300. O comunicado ocorreu por meio de carta aos clientes, assinada por Johann Bordaiss, presidente da unidade de serviço e suportes da empresa, que revela deteriorações nas massas de balanceamento dos profundores, o que pode acarretar em perda de controle da aeronave.

Dos 500 aviões da frota, segundo apuração do Estado, 166 passarão pela manutenção preventiva. De acordo com a carta enviada pela empresa, uma parte desses jatos teria que ser revisada nos 3 dias posteriores à nota, enquanto o restante receberia manutenção no decorrer dos próximos 60 dias.

Impactos a curto prazo

Conforme Bordaiss, o primeiro grupo de aviões receberia a manutenção por conta dos relatos que indicam que a região da operação da aeronave contribui para que as massas sejam corroídas com mais facilidade. Desse modo, foi proposto que as naves fossem revistas em um prazo de 3 dias ou cinco horas de voo. Já o segundo grupo de aeronaves teria as inspeções cumpridas em 60 dias ou 100 horas de voo.

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O executivo admitiu que a ação pode impor impactos importantes a curto prazo. Entretanto, destacou que a Embraer enfrentará as restrições mais urgentes em termos de possíveis peças solicitadas para que o serviço seja cumprido de forma completa. Por isso, recomendou aos clientes que entrassem em contato com o centro de serviços de sua preferência para planejar as inspeções o quanto antes. Ele destacou ainda serão identificadas as peças que necessitam ser trocadas e reutilizadas em alguma nova operação.

Segundo Bordaiss, outras ações estão em andamento, sendo monitoradas por uma equipe comprometida com o assunto, e enfatizou que todas as decisões foram estritamente baseadas na segunda operação.

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