Real ainda pode se desvalorizar mais, diz Credit Suisse

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Photo by Sharon McCutcheon on Unsplash

Após uma forte onde de alta, o dólar se fixou entre R$ 4,19 e R$ 4,25. Mas, isso não significa que não há espaço para que o real se desvalorize ainda mais, segundo o Credit Suisse.

“Destacamos que o real não está tão barato quanto dólar, perto das máximas históricas, sugere”, afirma o Credit Suisse em relatório divulgado na quarta-feira (4). Assim, os especialistas, projetam o dólar entre R$4,18 e R$4,35, considerando a intervenção do Banco Central.

De acordo com Banco, o REER (taxa efetiva real de câmbio) – que leva em conta as taxas de câmbio nominais, perfil do comércio exterior e inflação -, está no meio de sua faixa média de 20 anos e os sinais comuns associados a uma moeda desvalorizada, como superávit da conta corrente, baixo desemprego e mercado imobiliário aquecido, não estão presentes.

“Por fim, o CDS (ou seguro contra calote) sugere que as expectativas de uma elevação no rating já estão precificadas, o que torna o real vulnerável a frustrações no campo politico”, alertam os analistas.

Perspectivas para o real no curto prazo

O Credit Suisse prefere na America Latina, moedas com taxas reais altas, balança de pagamentos estável e riscos políticos precificados.

Afinal, neste cenário, para o real, os estrategistas afirmam que o baixo carry trade (operação para ganhar com o diferencial de juros dos países desenvolvidos e emergentes) em meio ao cenário de queda da Selic tem permitido usar o câmbio dólar/real como hedge (proteção) para posições compradas no mercado brasileiro e que isso não deve se alterar no curto prazo. Assim, a moeda americana deve seguir forte.

Em entrevista ao InfoMoney, Márcio Appel, fundador da Adam Capital, disse que a tendência continua sendo de depreciação do real. “Não deverá ser um movimento explosivo, mas a tendência é essa”, afirmou.

Ademais, sua previsão é que o dólar chegue a R$ 4,50 em 2020. “Quando o Brasil cresce e o mundo arrefece, como agora, o normal é que haja desvalorização da moeda. Surpresa seria o inverso”, explicou. Nesse contexto, as exportações costumam reduzir e as importações, aumentar, o que eleva o déficit em conta corrente.

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