Reajuste “extra” ao servidor custou R$ 32 bilhões ao governo em seis anos

Paulo Amaral
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Crédito: Divulgação / GGN

Estudo recente da IFI (Instituição Fiscal Independente) do Senado mostrou que o governo poderia ter economizado R$ 32 bilhões nos últimos seis anos.

Para isso, diz o estudo, bastaria que os reajustes dados aos funcionários públicos tivessem acompanhando os mesmos patamares daqueles dados à iniciativa privada desde 2013.

A reportagem publicada neste domingo (22) pelo jornal O Estado de São Paulo divulgou que o estudo, lançado nesta semana pelo órgão de acompanhamento das contas públicas, foi feito para subsidiar os congressistas na discussão da reforma administrativa em 2020.

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Segundo dados levantados pela IFI e divulgados no relatório, de 2013 e 2018, a massa salarial dos empregados no setor privado formal caiu 0,7% em termos reais, enquanto os vencimentos e vantagens fixas dos agentes públicos, que incluem, além dos servidores, os trabalhadores temporários, estagiários e médicos residentes, cresceram 12%.

O ano em que os reajustes entre os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos apresentaram maior diferença foi 2017.

Na ocasião, diz o relatório, os vencimentos e as vantagens fixas pagas aos servidores tiveram uma alta real de 7%, enquanto a variação da massa salarial dos rendimentos no setor privado foi de 1%.

A instituição informou que, somente naquele ano, se os reajustes tivessem sido equivalentes, a economia corresponderia a R$ 12 bilhões.

Militares

A IFI apontou no relatório que, de 2008 a 2018, as despesas de pessoal (incluindo militares) cresceram R$ 64 bilhões, saltando de R$ 248 bilhões para R$ 312 bilhões.

No período citado, o crescimento dos gastos foi maior para os servidores militares (29%) do que para os civis (25%).

A pesquisa da IFI mostrou também que, nos últimos 20 anos, a força de trabalho no serviço público aumentou em 106 mil pessoas, saltando de 509 mil em 1999 para 615 mil  em 2019.

O maior crescimento se deu entre os funcionários celetistas, médicos residentes e trabalhadores temporários, com taxa de 63%.

Eles saltaram de 19 mil em 1999 para 87 mil em 2019. A parcela de servidores com estabilidade caiu de 96% para 88% nas últimas décadas.