Bolsa vai do céu ao inferno e fica na lanterna do ranking de investimentos em julho

Ronaldo Araújo
Encontre mais informações sobre criptoativos visitando WWW.RONALDOARAUJO.COM.BR
1

Crédito: Infomoney

Após liderar o ranking de investimentos no primeiro semestre, a bolsa brasileira amargou um julho negativo. O último pregão do mês, inclusive, também registrou fortes perdas.

O mês trouxe fortes movimentações, tanto no cenário externo quanto no doméstico. E isso alterou drasticamente o ranking visto no mês anterior.

Simule seus investimentos com um especialista e confira as melhores opções de acordo com seu perfil

Além disso, tivemos o Federal Reserve (banco central norte-americano) mantendo o patamar das taxas de juros com intenção de injetar liquidez nos mercados. As bolsas ao redor do mundo também começaram a dar sinais de enfraquecimento após movimento expressivo de alta.

Já no mercado nacional, bons números animam a economia. O principal deles vem da queda no número de mortes e casos de contaminação de covid-19 e isso é atribuído pelo avanço da vacinação no país. Em números absolutos o Brasil é o quarto país que mais vacinou.

Com relação aos fatos políticos, dois pontos chamam a atenção: o primeiro deles é em relação à reforma tributária, que vem desagradando ao mercado financeiro. Em segundo lugar, temos a entrega da articulação política ao Centrão pelo Presidente Bolsonaro. A manobra política é vista como parte do plano interno de reeleição em 2022.

Ranking de julho (até 29/07)

  • Bitcoin: 19,17%

  • Ouro: 4,98%

  • IFIX: 2,50%

  • Euro: 2,39%

  • Dólar: 2,14%

  • Fundos DI: entre 0,37% e 0,47%

  • Fundos de Renda Fixa: entre 0,36% e 0,46%

  • Ibovespa: -3,94%, aos 121.801 pontos

Investimentos do ranking

Selic

A taxa Selic tem em julho de 2021 seu primeiro mês totalmente cheio após a alta mais recente em seu valor, ocorrida em 17 de junho último. Com isso, o retorno esperado foi de pelo menos 10% a mais do que o mês anterior, fechando julho com acumulação de 0,34%. Esse é um indicativo de melhores retornos na renda fixa a partir de agora e é o que se espera para o segundo semestre de 2021.

IPCA

O principal índice de referência da inflação brasileira segue em alta, alcançando patamares que não eram vistos há um bom tempo. Essa é, inclusive, a causa para juros reais negativos da maioria das aplicações de renda fixa. Sendo assim, a projeção para o mês de julho de 2021 é de mais 0,93% de alta nos preços. No acumulado de 12 meses, o IPCA já corrompe o poder de compra do brasileiro em 8,35% ao ano.

Ibovespa

A bolsa brasileira acabou fechando julho com uma pequena desvalorização de -0,89%. Isso é explicado em grande parte pelo forte sell off ocorrido nos primeiros quinze dias do mês. Algumas empresas sofreram mais com esse movimento de queda e amargaram fortes desvalorizações em seus papéis. Destaque para Petz e Banco Pan, com quedas de 12% cada uma. Via Varejo foi outra empresa muito desvalorizada, com perdas de quase 20% no valor de seus papéis.

Segundo ranking do Valor Econômico, a maioria das ações caíram em julho.

Cases da Bolsa

Aprenda análise fundamentalista de ações na prática, com maiores cases já criados na B3

Fundos DI

No ranking de julho, os fundos DI tiveram variação positiva compreendida entre 0,37% e 0,47%. Isso representa um desempenho superior por volta de 18% em relação ao mês passado de junho. Vemos, portanto, os primeiros impactos da alta mais recente da taxa Selic. No entanto, como a inflação ainda está em níveis elevados, os juros reais desses fundos continuam negativos. A expectativa é que esse cenário se reverta com a queda gradual da inflação e um aumento da Selic.

Fundos de renda fixa

Em sua grande maioria, os fundos de renda fixa tiveram desempenho semelhante aos fundos DI, já que ambos são atrelados ao mesmo benchmark. O desempenho dessa classe de fundos fechou julho entre 0,36% e 0,46%. Vale destacar que a melhora na rentabilidade dessas aplicações depende diretamente do desempenho dos papéis pré-fixados e dos títulos indexados à inflação que compõem suas carteiras. A depender da administração do gestor, a marcação a mercado também pode influenciar bastante.

Dólar

Depois de um movimento de queda ocasionado principalmente pelo bom desempenho das commodities ao longo de 2021, o dólar se recuperou no mês de julho. Sua cotação teve fechamento por volta de R$ 5,18, frente começo do mês quando estava cotado a R$ 5,05. Uma grande expectativa aguarda o mercado com uma possível mudança na taxa de juros básico da economia americana.

Euro

A moeda do velho continente também apresentou uma recuperação no mês de julho. Os indicadores econômicos europeus mostram que o Euro pode se valorizar ainda mais com o nível de vacinação crescendo e atingindo toda a população. Dessa forma, houve leve alta em julho, com a cotação fechando com valorização por volta de 2,40%.

Ouro

O ouro foi um dos ativos com maior expressão de valorização no mês de julho. Em apenas trinta dias, uma das reservas de valor preferida dos investidores avançou nada menos que 4,98%, quase atingindo a marca de 5% de valorização. Isso se deveu em parte a valorização do dólar e a maior procura no exterior pelo metal precioso.

Bitcoin lidera o ranking

Após passar por períodos de grande turbulência, a moeda virtual mais conhecida no mundo apresentou ótimo desempenho no mês de julho. Assim, alcançou a primeira posição no ranking. Sua valorização chegou a quase 20%, saindo de R$ 169.274,00 para mais de R$ 203.000,00. Para que aproveitou o momento de baixa, foi um bom rendimento. Já para quem faz compras regulares, o preço médio tende a beneficiar o acúmulo do criptoativo. Quem os mantém em carteira pode lucrar ainda mais usando o mecanismo de Farm, permitindo acumular um montante maior de Bitcoins.

Quer saber mais sobre investimentos? Então, preencha o formulário abaixo e converse com um assessor da EQI Investimentos.