Ranking de investimentos de janeiro: moedas lideram a alta

Yolanda Fordelone
Colaborador do Torcedores

Crédito: Ranking de investimentos em janeiro: destaque foram as moedas

Com a produção de vacinas em uma velocidade baixa e uma nova onda de Covid pelo mundo, o mês de janeiro foi marcado por oscilações nas bolsas. Por outro lado, vimos um fortalecimento das moedas. Não à toa, o dólar e o euro figuraram entre as maiores altas do ranking de investimentos em janeiro. As altas foram de 5,51% e 3,38%, respectivamente.

O cenário da pandemia foi fundamental para a configuração do ranking de investimentos, pois as bolsas oscilaram bastante. “A bolsa dos EUA apresentou alta de 0,8%, Alemanha queda de 0,7%, Reino Unido alta de 1,1%, Japão alta de 1,7%, Austrália alta de 0,9% e o Brasil queda de 4,6%”, lembra o administrador de carteiras Fabio Colombo.

Já o ouro teve alta de 2,33%. Em seguida, aparecem algumas aplicações de renda fixa. Primeiramente, os títulos públicos indexados ao IPCA, com o IPCA de janeiro projetado em 0,30%, fecharam o mês com rendimento bruto na faixa de 0,30% a 0,40%, dependendo do prazo do papel. Tais títulos são encontrados no site do Tesouro Direto.

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Os fundos DI, que investem a maior parte da carteira em títulos públicos e papeis pós-fixados, ficaram com um retorno entre ,07% e 0,17%, a depender da taxa de administração. Ainda dentro da renda fixa, os CDBs são os investimentos seguintes no ranking (retorno entre 0,06% e 0,21%). Depois, aparecem os fundos de Renda Fixa puros (de 0,04% a 0,14%). Tais fundos vêm sofrendo com o efeito conhecido como “marcação a mercado”.

A caderneta de poupança teve rendimento de 0,12%. Por fim, a bolsa fechou o ranking de investimentos, com queda de 3,32%.

O que impactou o ranking de investimentos

No mundo, os fatos mais importantes foram relacionados à vacina. Mas o mercado acompanhou de perto também a confirmação da eleição de Joe Biden nos EUA. Por outro lado, no Brasil, os destaques foram:

  • A briga política entre Jair Bolsonaro e João Dória;
  • O atraso na vacinação, em nível nacional, devido à falta de planejamento do Ministério da Saúde;
  • A inflação em alta e se fala em aumento dos juros;
  • A volta do Auxilio Emergencial volta ao radar e preocupa devido à falta de ajuste fiscal;
  • Eleição dos Presidentes da Câmara e Senado, que preocupam o Governo Federal
  • O caos na saúde do Amazonas, que acabaram levantando questionamentos sobre um impeachment.

Como deve ser a economia e o ranking de investimentos em fevereiro

O plano de produção e compra de vacinas, assim como o cronograma de vacinação, continuam no centro das atenções não só no Brasil como no mundo.

A evolução do debate do Auxílio Emergencial, do ajuste fiscal e teto de gastos também deve movimentar o mercado.

“Em razão da estabilidade do Bovespa, em janeiro a recomendação é de manutenção da carteira”, afirma Fabio Colombo.

Na renda fixa, o cenário segue de baixas rentabilidades. Os Fundos DI como a grande maioria das aplicações a juros, continuam com resultados reais líquidos negativos. Mesmo com a perspectiva de elevação dos juros, ao longo do ano, tudo indica que o Banco Central continuará a manter os juros nominais abaixo da inflação.

Os Fundos de Renda Fixa comportamento similar aos Fundos DI. Seu comportamento dependerá da participação de títulos prefixados e indexados à inflação em suas carteiras e de títulos privados. Também, dependendo da “marcação a mercado” desses títulos.

Os CDBs têm desempenho similar aos Fundos DI, com remuneração indicativa na faixa de 90% a 130% do rendimento CDI, dependendo do valor investido e risco de crédito da instituição emissora do CDB.

Os Títulos Indexados à variação do IPCA, são as únicas opções de investimento a juros, que dão algum rendimento real líquido ao investidor.