Ranking de investimentos de fevereiro: moedas seguem fortes no balanço do ano

Yolanda Fordelone
Colaborador do Torcedores
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Foto: Ranking de investimentos

Na contramão do mundo, a bolsa de valores brasileira teve queda de 8,43%. O cenário foi de muita incerteza com a vacinação ainda em passos lentos e a segunda onda de Covid, mas, mesmo assim, as bolsas em geral tiveram altas expressivas. Esse foi o caso da Nyse (3,1%), além da bolsa da Alemanha (3,6%), Reino Unido (6,5%), Japão (7,5%) e Austrália (6,7%).

No Brasil, o ranking de investimentos foi afetado pelo noticiário em torno da Petrobras. O presidente Jair Bolsonaro anunciou a mudança no comando da estatal, o que criou um clima de insegurança no mercado. Além disso, a compra de vacinas está atrasada, por uma mal planejamento do Ministério da Saúde e a inflação segue alta, o que deve incentivar um movimento de alta dos juros.

O Ibovespa – principal índice de ações da B3 – acumulou uma queda de 4,37% em fevereiro e de 7,55% no ano.

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As moedas seguiram fortes. O dólar à vista teve alta de 2,39% em fevereiro e de 8,03% no ano. O euro subiu 0,92% no mês e 5,27% no ano.

Já a renda fixa segue no meio ranking de investimentos: não foi a pior aplicação, mas também não lidera. A poupança nova, por exemplo, teve retorno de 0,12% no mês e de 0,23% no ano.

Os fundos de renda fixa foram um pouco melhor. Em fevereiro, tiveram rentabilidade entre 0,1% e 0,2%, a depender da taxa de administração. No ano, acumulam alta de 0,29%.

O ouro foi o pior investimento, com queda de 4,84% em fevereiro e de 2,63% em 2021.

Como será o ranking de investimentos de março

O mês começa com alguns eventos importantes, segundo o administrador de carteiras Fabio Colombo. O principal é o plano de produção e de compra de vacinas, além do cronograma de vacinação.

A evolução da segunda onda da doença e a recuperação das economias seguem como fatos importantes.

No plano político, o mercado está de olho no debate da volta do auxílio emergencial, do ajuste fiscal e do teto de gastos. Ainda nacionalmente, serão importantes os próximos capítulos da troca de comando da Petrobras.

“Em razão da queda do Bovespa, em fevereiro a recomendação é de compra gradual para a carteira”, afirma Colombo.

Com a inflação em alta, títulos atrelados a este indicador também devem se destacar. “O investidor deve ter em conta que esses títulos podem sofrer com a ‘marcação a mercado'”, alerta. “Com a previsão do IPCA, em fevereiro, de 0,66%, devem apresentar excelentes resultados”, completa.