Randon (RAPT3 RAPT4) tem queda de 90% no lucro líquido do 1TRI20

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Randon/Divulgação

A Randon (RAPT3;RAPT4) apresentou queda de 90,5% no primeiro trimestre de 2020 em comparação com o mesmo período de 2019. Nos três primeiros meses deste ano o resultado foi de R$ 2,9 milhões ante R$ 31,6 milhões do ano passado.

A margem líquida da empresa de veículos caiu de 2,8% para 0,3%.

O Ebitda (lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou em R$ 150 milhões. Ou seja, uma queda de 1,9% em relação aos R$ 152,8 milhões do início de 2019.

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Em 2019, a Randon fechou o ano com crescimento de 63,2% no lucro líquido.

Receita aumenta 2,3%

Apesar da queda no lucro líquido, a receita bruta total da Randon aumentou 2,3%. Subiu de R$ 1,636 bilhão para R$ 1,674 bilhão.

O resultado foi puxado principalmente pelas vendas no mercado interno das 12 empresas controladas pela Randon, com aumento de 3,1%. Já as exportações da empresa caíram 4,6%.

As vendas para o mercado externo, a partir das plantas brasileiras, apresentaram queda de 34,1% no comparativo do 1T20 com o 1T19.

A receita líquida da Randon subiu 3% no primeiro trimestre de 2020. Subiu de R$ 1,13 bilhão para R$ 1,16 bilhão no comparativo com o início de 2019.

No comparativo com o primeiro trimestre de 2019, as divisões montadora e autopeças apresentaram evolução de 3,4% e 2%, respectivamente na receita líquida.

Despesas crescem

As despesas operacionais da Randon (administrativas, comerciais e outras receitas e despesas)  somaram R$ 188,7 milhões no primeiro trimestre de 2020. Ou seja, um aumento de 10,2% em relação ao mesmo período de 2019, quando haviam somado R$ 171,2 milhões.

O aumento, segundo a empresa, está concentrado principalmente nas despesas administrativas e nas outras despesas operacionais.  No 1T20, foram adicionadas despesas administrativas das empresas Suspensys México, Randon Triel-HT e Ferrari que ainda não faziam parte do consolidado no 1T19.

Além disso, segundo a empresa, embora em dólar as despesas administrativas das controladas do exterior tenham  se  mantido,  na  conversão  para  reais, o aumento cambial afetou negativamente o comparativo.

 

Randon avalia impacto da Covid-19

Segundo a mensagem divulgada no balanço da Randon, a posição robusta de caixa da empresa foi essencial para o primeiro trimestre de pandemia. “Fundamental para enfrentar o alto grau de incerteza no ambiente de negócios principalmente em períodos de crise”, destaca.

Assim, medidas de contingenciamento de investimentos e revisão do planejamento orçamentário foram necessárias.

Segundo a Randon, desde a última crise a empresa investir na diversificação de seus negócios. Isso tornou a empresa mais resiliente e preparada para enfrentar e reduzir os impactos da volatilidade do cenário atual.