Randon (RAPT4) reporta lucro líquido de R$ 55,27 milhões no 2T20, recuo de 34,6%

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Randon/Divulgação

A Randon (RAPT3 RAPT4) divulgou nesta quinta-feira (13) os resultados do segundo trimestre de 2020, com lucro líquido de R$ 55,270 milhões, o que representa 34,6% a menos que os R$ 84,538 milhões aferidos no 2T19.

A receita líquida fechou o trimestre em R$ 932,991 milhões.

Isso é 28,3% a menos que o R$ 1,303 bilhão do resultado no 2T19.

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No semestre, o lucro líquido caiu 49,9%, de R$ 116,203 milhões no 1S19 para R$ 58,264 milhões no 1S20.

Já a receita líquida caiu 13,8% no semestre, de R$ 2,435 bilhões no 1S19 para R$ 2,100 bilhões no 1S20.

“O segundo trimestre do ano iniciou com muitas incertezas”, diz o relatório da Randon, referindo-se à pandemia.

“A companhia agiu rapidamente, com uma série de medidas”, segue.

A Randon “buscou apoiar seu principal cliente, o caminhoneiro, neste momento em que ele teve a nobre missão de movimentar cargas tão importantes para a população como remédios, alimentos e demais insumos essenciais”.


Divulgação / Randon

Receita bruta

No 2T20, a receita bruta total da companhia, com impostos e antes da consolidação, somou R$ 1,3 bilhão.

É uma queda de 30,8% em relação à receita obtida no 2T19, de R$ 1,9bilhão.

No comparativo semestral, a receita bruta total teve redução de 15,3%.

Assim, atingiu R$ 3,0 bilhões no 1S20, frente os R$ 3,5 bilhões no 1S19.

CPV

O custo dos produtos vendidos (CPV) representou 78,5% da receita líquida consolidada ou R$ 732,2 milhões.

No mesmo período de 2019, o CPV somava R$ 954,9 milhões e representava 73,3% da receita líquida consolidada.

Segundo a empresa, com a queda dos volumes vendidos do 2T20, houve a redução da absorção dos custos fixos no período, acarretando no aumento do CPV sobre a receita líquida.

“Medidas como redução e suspensão de jornada foram adotadas no intuito de diminuir os impactos da queda das vendas nos resultados”, diz o relatório.

“O reajuste dos preços de matéria prima, de maneira consolidada foram inferiores à inflação do período”, segue.

Porém, o câmbio elevado contribuiu para o aumento deste indicador, lembra a Randon.

EBTIDA da Randon reduz 24,4%

No 2T20, o EBITDA consolidado somou R$ 153,9 milhões.

É uma redução de 24,4% em relação ao valor obtido no mesmo trimestre de 2019, que foi de R$ 203,7 milhões.

A margem EBITDA passou de 15,6%, no 2T19, para 16,5%,no 2T20.

Ou seja, um aumento de 0,9 pontos percentuais.


Divulgação / Randon

Endividamento

O endividamento financeiro líquido consolidado – a dívida bruta menos disponibilidades – foi de R$ 1,2 bilhão no encerramento do 1S20.

Tal resultado equivale a 1,88 vezes o EBITDA dos últimos 12 meses.

Ao final de junho de 2019 este endividamento era de R$ 1,2 bilhão e representava múltiplo de 1,90 vezes o EBITDA dos últimos 12 meses.

Ou seja, nessa leitura, houve um recuo.

“Cabe salientar que parte do endividamento líquido consolidado da companhia, R$ 325,1 milhões, se refere à atividade financeira do Banco Randon”, lembra a empresa.

“Com a exclusão do valor relativo a esta atividade, o endividamento líquido consolidado é de R$ 829,6 milhões e múltiplo de 1,37 vezes o EBITDA dos últimos doze meses”, diz.

Vale lembrar ainda que no 2T20, foram realizadas captações na ordem de R$ 495,7 milhões.

As mais expressivas foram a 3ª emissão de debêntures da controlada Fras-le (FRAS3), no montante de R$ 210,0 milhões, que objetiva o pagamento de parte do valor de aquisição da Nakata Automotiva, e R$ 190,0 milhões da Randon, utilizados para reforço de caixa e rolagem de dívida.