Raízen: Cade dá aval para a compra da Biosev

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Raízen /Divulgação

A Raízen informou nesta terça-feira (2) que o Cade (Conselho de Administração de Defesa Econômica) aprovou a compra pela Raízen da Biosev. A negociação havia sido anunciada pelas empresas em fevereiro.

A decisão só será final depois de transcorrido o prazo de 15 dias contados de sua publicação no Diário Oficial da União, sem que tenha havido recursos.

A Raízen é uma joint venture entre Cosan e Shell.

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Conforme anteriormente divulgado, a consumação da transação permanece sujeita ao cumprimento de outras condições precedentes, incluindo, dentre outras, a conclusão da reorganização societária da Biosev e a reestruturação do endividamento financeiro da Biosev.

“A presente operação não levanta maiores preocupações em termos concorrenciais, em função das baixas participações de mercado detidas pelas requerentes nos mercados horizontal e verticalmente relacionados”, disse o Cade em parecer sobre a transação.

Líder mundial em açúcar e etanol de cana-de-açúcar, a Raízen deverá pagar 3,6 bilhões de reais e mais um montante em ações para comprar a Biosev.

Após a aquisição e integração dos negócios da Biosev, a Raízen contará com 35 unidades produtoras e capacidade instalada de moagem de 105 milhões de toneladas de cana, além de cerca de 1,3 milhão de hectares de cultivos.

Pelo acordo, Cosan e a Shell deverão ficar com fatias de 48,25% da Raízen, enquanto os acionistas da Biosev, subsidiária da Louis Dreyfus, com os 3,5% restantes.

Log (LOGG3) vai pautar aumento de capital e aprova dividendos

A Log (LOGG3) colocará em votação na próxima assembleia geral, em 17 de março, o aumento de capital da empresa para o valor de R$ 3 bilhões.

Considerando que o atual limite do capital autorizado é de até R$ 2.500.000.000,00, a eventual alteração aumentaria a margem dentro da qual poderá haver a emissão de ações ordinárias, debêntures conversíveis e bônus de subscrição, incluindo no contexto da Oferta em Potencial, por deliberação do Conselho de Administração.

A empresa também informou que nesta segunda-feira (1) foi aprovada em reunião do Conselho da Administração a distribuição de dividendos no valor de R$ 33.240.342,68.

O valor corresponde a R$0,32537801438 por ação ordinária. O pagamento será feito em 1 de abril de 2021, de forma que as ações da Companhia serão negociadas “ex-direito” a dividendos a partir de 8 de março de 2021.

BIOMM (BIOM3) amplia atuação com biotecnologia

A BIOMM (BIOM3) informou que iniciou nesta terça-feira (2) a comercialização do seu produto Glargilin® (insulina glargina) em todo o território brasileiro.

Após cumprir com todas as etapas regulatórias, o biomedicamento amplia o acesso ao tratamento da diabetes no Brasil, doença que afeta mais de 16,8 milhões de brasileiros, de acordo com o Atlas IDF (International Diabetes Federation) de 2019 e que cresce anualmente à taxa de 2,2%.

Dada as suas características, a insulina glargina proporciona maior segurança aos pacientes se comparada à insulina humana NPH. Por essa razão, em diversos países, o consumo de insulina  glargina supera o da insulina NPH.

Para a Biomm, esse lançamento marca, também, a expansão da sua atuação na área de biotecnologia, juntando-se aos lançamentos anteriormente  realizados:  Herzuma,  Afrezza  e Wosulin.

Ecorodovias (ECOR3): rodovias têm movimento 9% menor

A Ecorodovias (ECOR3) informou nesta terça-feira (2) que registrou queda de 9,1% no movimento de rodovias sob sua administração nos períodos entre 16/03/2020 a 28/02/2021 comparado com 18/03/19 a 01/03/2020.

Foram 256,3 mil veículos no último período verificado contra 282,0 mil veículos.

No acumulado dos anos, houve queda de 3% de 2020 para 2021.