Radar traz balanços de Linx (LINX3), Dommo (DMMO3) e Gafisa (GFSA3)

Felipe Moreira
Editor na EuQueroInvestir, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional.
1

No Radar Corporativo desta terça-feira (18) destaque para os últimos balanços da safra de resultados do primeiro trimestre deste ano.

A Gafisa (GFSA3) reverteu o prejuízo e registrou lucro líquido de R$ 12,9 milhões no primeiro trimestre de 2021. Um ano antes as perdas foram de R$ 25,4 milhões.

Já a Hermes Pardini (PARD3) reportou lucro de R$ 50,1 milhões no balanço do primeiro trimestre, uma expansão de 3,17 vezes sobre o mesmo período de 2020.

Por sua vez, a Dommo Energia (DMMO3) informou prejuízo líquido de R$ 15,6 milhões no balanço do primeiro trimestre, ante prejuízo de R$ 397,5 milhões de um ano antes.

Enquanto isso, a Linx (LINX3) apresentou prejuízo de R$ 6,87 milhões no balanço do primeiro trimestre, contra prejuízo um ano antes de R$ 9,054 milhões.

A plataforma digital Mosaico (MOSI3), dona dos sites Zoom, Buscapé e Bondfaro, viu seu lucro reduzir 68,1% no primeiro trimestre para R$ 2,9 milhões.

Além disso, a Boa Vista Serviços (BOAS3) registrou lucro 9,6% menor no primeiro trimestre de 2021 na comparação com o mesmo período de 2020, somando R$ 17,3 milhões.

Mais destaques:

A gestora de fundos Invest Tech protocolou pedido para fazer oferta inicial pública (IPO, na sigla em inglês) na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A Multilaser, que já havia tentado entrar na bolsa de valores em 2018, voltou a protocolar pedido de IPO na CVM.

A CSN (CSNA3) pediu de registro de oferta pública de distribuição primária de ações ordinárias de emissão da CSN Cimentos.

No mais, a Copel (CPLE6) adquiriu controle de 100% do Complexo Eólico Vilas (RN), com 186,7MW de capacidade instalada, por R$ 1,059 bilhão.

Veja agora o Radar Corporativo na íntegra:

O que você verá neste artigo:

Balanços

Gafisa (GFSA3) reverte prejuízo e lucra R$ 12,9 mi

A Gafisa (GFSA3) reverteu o prejuízo do início de 2020 e registrou lucro líquido de R$ 12,9 milhões no primeiro trimestre de 2021.

O prejuízo havia sido de R$ 25,4 milhões no 1TRI20.

Hermes Pardini (PARD3) lucra 3,17 vezes mais

A Hermes Pardini (PARD3) registrou lucro líquido de R$ 50,1 milhões no balanço do primeiro trimestre (1TRI21).

Os números refletem um lucro 3,17 vezes superior ao mesmo período de 2020, com lucro de R$ 15,8 milhões.

Dommo Energia (DMMO3) tem prejuízo 96,1% menor

A Dommo Energia (DMMO3) registrou prejuízo líquido de R$ 15,6 milhões no balanço do primeiro trimestre (1TRI21).

Um ano antes, o prejuízo líquido da companhia era de R$ 397,5 milhões.

Linx (LINX3) tem prejuízo 24,1% menor

A Linx (LINX3) registrou prejuízo líquido de R$ 6,87 milhões no balanço do primeiro trimestre (1TRI21).

Um ano antes, o prejuízo líquido da companhia era de R$ 9,054 milhões.

Mosaico (MOSI3) tem queda de 68,1% no lucro

A plataforma digital Mosaico (MOSI3), dona dos sites Zoom, Buscapé e Bondfaro, reportou nesta segunda-feira (17) os resultados do primeiro trimestre de 2021 (1T21), com queda de 68,1% no lucro líquido ajustado, ante o mesmo período de 2020, passando de R$ 8,9 milhões para R$ 2,9 milhões agora.

No quarto trimestre de 2020 (4T20), a Mosaico (MOSI3) registrou lucro líquido de R$ 26,5 milhões. A cifra já representava uma queda de 57,2% sobre o mesmo período de 2019, com lucro de R$ 62 milhões.

Boa Vista (BOAS3) tem lucro 9,6% menor

A Boa Vista Serviços (BOAS3) registrou lucro líquido 9,6% menor no primeiro trimestre de 2021 na comparação com o mesmo período de 2020.

O indicador caiu de R$ 19,2 milhões para R$ 17,3 milhões.

Cruzeiro do Sul (CSED3) amplia lucro em 3 vezes

A Cruzeiro do Sul (CSED3) registrou lucro líquido 3 vezes maior no primeiro trimestre de 2021.

O indicador passou de R$ 10,1 milhões para R$ 31,5 milhões ao fim do 1TRI21.

Dimed (PNVL3 PNVL4): lucro líquido sobe 20,5%

A Panvel/Dimed (PNVL3 PNVL4) reportou nesta segunda-feira (17) os resultados do primeiro trimestre de 2021 (1T21), com crescimento do lucro líquido ajustado em 20,52%, na comparação com o mesmo período de 2020: passou de R$ 16,357 milhões há um ano para R$ 19,714 milhões agora.

Na comparação com o 4T20, porém, houve recuo. No último trimestre de 2020, a Dimed reportou lucro líquido ajustado consolidado de R$ 26,517. A queda foi de 25,65%.

Iochpe-Maxion (MYPK3) lucra 5,59 vezes mais

A Iochpe-Maxion (MYPK3) registrou lucro líquido de R$ 51,5 milhões no balanço do primeiro trimestre (1TRI21).

Os números refletem um lucro 5,59 vezes superior ao mesmo período de 2020, com lucro de R$ 9,2 milhões.

Focus Energia (POWE3) tem queda de 66% no lucro

A Focus Energia (POWE3) registrou lucro líquido 66,3% menor no primeiro trimestre de 2021.

O indicador caiu de R$ 44,2 milhões para R$ 14,9 milhões.

Boa Safra (SOJA3) reverte lucro e tem prejuízo de R$ 2,8 mi

A Boa Safra (SOJA3) registrou prejuízo de R$ 2,8 milhões no primeiro trimestre de 2021, revertendo lucro do mesmo período de 2020.

Terra Santa (TESA3) reverte lucro e tem prejuízo de R$ 38,2 mi

Terra Santa Agro (TESA3) registrou prejuízo líquido de R$ 38,2 milhões no primeiro trimestre de 2021, revertendo lucro do mesmo trimestre de 2020.

Atma (ATMP3) registra queda de 57% no prejuízo

A Atma (ATMP3) registrou prejuízo líquido de R$ 39,6 milhões no primeiro trimestre de 2021, redução de 57% em relação ao mesmo período de 2020.

GetNinjas (NINJ3) sai de lucro para prejuízo de R$ 5,5 mi

A GetNinjas (NINJ3) registrou prejuízo líquido de R$ 5,5 milhões no balanço do 1TRI21, revertendo lucro do mesmo período de 2020.

Petrorecôncavo (RECV3): prejuízo diminui 90,5%

A Petrorecôncavo registrou prejuízo líquido de R$ 12,9 milhões no primeiro trimestre de 2021, redução de 90,5% em relação ao mesmo período de 2020.

Cias Abertas

Eletrobras (ELET6): tribunal anula parecer favorável à Chesf

A Eletrobras (ELET6) informou que a 5ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) anulou parecer favorável à Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) no processo movido pela Energia Potiguar Geradora Eólica contra a controlada da estatal.

A Chesf terá ainda de pagar indenização à Energia Potiguar por força dos prejuízos ocasionados pelo suposto atraso na entrega da linha de transmissão 230 kV Extremoz II –João Câmara II.

O processo está classificado com risco de perda possível, pelo valor estimado de R$ 512 milhões, em 31 de dezembro de 2020.

Copel (CPLE6) compra complexo eólico por R$ 1,059 bi

A Companhia Paranaense de Energia, Copel (CPLE6), informou que a controlada Copel Geração e Transmissão assinou contrato para a aquisição de 100% do Complexo Eólico Vilas, no Rio Grande do Norte, com 186,7MW de capacidade instalada.

A aquisição, segundo a Copel, faz parte da estratégia da companhia de crescimento sustentável em energia renovável, amplia a diversificação da matriz de geração e está “totalmente aderente à recente Política de Investimentos aprovada no início deste ano.”

O valor total da transação é de R$ 1.059 milhões, o que inclui financiamentos de longo prazo  e vencimentos até 2040, contratados junto ao Banco do Nordeste (BNB).

Energisa (ENGI11): consumo de energia cresce 7,8%

A Energisa (ENGI11) reportou que o consumo total de energia cresceu 7,8% em abril na comparação anual.

Segundo a companhia, considerando o mercado não faturado, o crescimento no mês totaliza 12,2% e acumulado de 4 meses atinge 1,5%.

O principal fator para esse resultado foi a base baixa de comparação em abril de 2020, quando o consumo recuou 3,9% direcionado pelas restrições associadas à pandemia do Covid-19 naquele mês.

Arezzo (ARZZ3) diz que manterá agenda de aquisições

Após uma oferta considerada agressiva pela Hering, a Arezzo acabou sendo passada para trás pelo Grupo Soma. O presidente do grupo Arezzo, Alexandre Birman, diz, porém, que a empresa é “da paz” e que a fama de negociador furioso não tem lastro na realidade.

Segundo o executivo, era uma oportunidade que a Arezzo acreditava estar na hora certa, no preço certo. Mas não aconteceu. Assim, a empresa continuará sua agenda normal de M&A (fusões e aquisições), sem acelerar e sem
frear. As informações são do Estadão.

BTG (BPAC11) vai descer a régua na gestão de fortunas nos EUA

O BTG Pactual pode abraçar clientes menos ricos em sua área de gestão de fortunas nos Estados Unidos, conforme informou o jornal Estadão.

O banco acaba de abrir sua plataforma para atender os endinheirados em Miami para assessores financeiros
daquele país que atendem principalmente latinos.

Atualmente, o tíquete de entrada na casa está em US$ 1 milhão. Segundo Rogério Pessoa, chefe da área de gestão de fortunas do BTG, ao trazer os brokers (profissionais similares aos agentes autônomos no Brasil) e os RIAs (Registered Investment Advisers, equivalentes aos consultores de investimento), o valor mínimo disponível para investir deverá cair, apesar dele não saber ainda qual será. A meta do BTG é triplicar o volume em gestão nos EUA em dois anos. Atualmente, são R$ 40 bilhões.

Acionista da Gol (GOLL4) pretende voltar ao Conselho no próximo ano

Cinco anos depois renunciar à vice-presidência do conselho de administração da Gol, Henrique Constantino – que foi alvo em julho de 2016 da Operação Sépsis – diz que está se preparando para voltar ao colegiado da companhia aérea em 2022. As informações são do Valor.

Cosan (CSAN3) acredita que pior já passou, mas cadeia de suprimentos desafia

Embora a pandemia ainda tenha afetado a demanda de combustíveis no primeiro trimestre, a Cosan avalia que o pior momento da crise desencadeada pela covid-19 já foi superado e as operações do grupo estão preparadas para enfrentar desafios que persistem, entre os quais a desorganização na cadeia de suprimentos, de acordo com reportagem do Valor.

IPO

Invest Tech protocola pedido de oferta pública inicial na CVM

A gestora de fundos Invest Tech protocolou pedido para fazer oferta inicial pública (IPO, na sigla em inglês) na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), segundo a Agência Estado.

A Invest Tech atua com fundos dedicados a TI e Telecomunicações, no setor de economia digital para B2B (negócio para negócio),e tem, de acordo com a agência, dispunha, em março de 2021, de aproximadamente, R$ 658,7 milhões de ativos sob gestão (AuM). A performance consolidada com os fundos é de 22,11% ao ano.

Multilaser volta a protocolar pedido de IPO na CVM

A Multilaser, que já havia tentado entrar na bolsa de valores em 2018, voltou a protocolar pedido de IPO na CVM.

Os recursos serão usados para liquidação ou amortização de dívidas, reforços de caixa para crescimento e outros propósitos corporativos, além de potenciais aquisições de empresas.

CSN (CSNA3) protocola pedido de IPO de seu braço de Cimentos

A CSN (CSNA3) pediu de registro de oferta pública de distribuição primária de ações ordinárias de emissão da CSN Cimentos.

Proventos

EzTec (EZTC3) paga dividendos

A EzTec (EZTC3) anunciou o pagamento de dividendos relativos ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2020 no montante de R$ 96.237.814,99.

Esse montante corresponde a R$ 0,423955132 por ação ordinária. Os dividendos, aprovados na Assembleia Geral Ordinária, serão pagos aos acionistas em 21 de maio de 2021, com base na posição acionária de 29 de abril de 2021 e na quantidade total de ações com direito a dividendos detidas pelos acionistas nessa data.

Emissões e dívidas

BrasilAgro (AGRO3) aumenta capital

A BrasilAgro (AGRO3) aprovou aumento de capital no valor de R$ 113.303.939,52, com a emissão de 5.131.519 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, ao preço de de R$ 22,08 cada. As ações foram totalmente subscritas pela Cape Town.

Dessa forma, o capital social da companhia passará de R$ 1.139.810.576,79 dividido em 82.104.301 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal para R$1.253.114.516,31, dividido em 87.235.820 ações ordinárias.

A companhia aprovou ainda aumento de capital social no valor de R$ 334.870.084,40, mediante a emissão de 15.141.188 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, ao preço de R$ 22,1165 por ação, subscritas por Cresud e Turismo Investment (atual denominação da Agro Investment).

Desta forma, o capital social da companhia passará de R$ 1.253.114.516,31, dividido em 87.235.820 ações ordinárias, para R$ 1.587.984.600,71, dividido em 102.377.008 ações ordinárias.

Viver (VIVR3) aprova aumento de capital

A Viver (VIVR3) comunica que o Conselho de Administração aprovou aumento de capital no montante de até R$ 49.866.067,65 com a emissão de até 33.922.495 novas ações ordinárias, todas nominativas e sem valor nominal, ao preço de emissão de R$ 1,47.

De acordo com a companhia, o aumento de capital “visa dar continuidade ao cumprimento das disposições do Plano de Recuperação Judicial do Projeto Residencial Marine Home Resort SPE 66, além de reforçar a estrutura de capital e o balanço”.

Valid (VLID3) paga juros de debêntures

A Valid (VLID3) informa aos detentores das debêntures da 7ª emissão, de 24 de maio de 2018, que realizou o pagamento de juros no valor total de R$ 83,09917500 por debênture.

O pagamento de principal, no total de R$ 2.500,00000000 por debênture, totaliza R$ 92.991.570,30, distribuídos da seguinte forma:

  • Quantidade de Debêntures emitidas: 36.000
  • 6ª parcela de juros: R$ 83,09917500 por debênture; total pago de juros: R$ 2.991.570,30
  • 2ª parcela de principal: R$ 2.500,00000000 por debênture. Total pago de principal: R$ 90.000.000,00.
  • Segundo a companhia, o valor líquido das retenções de impostos será creditado no dia 18 de maio de 2021, nas contas correntes indicadas pelos debenturistas.

Mudança acionária

Bemobi (BMOB3): SPX Equities aumenta participação

A Bemobi (BMOB3) comunica que recebeu a SPX Equities Gestão de Recursos adquiriu ações ordinárias da companhia (BMOB3) e passou a deter 4.790.269  ações ordinárias. Esse número representa 5,27% do capital.

Cesp (CESP6) informa mudança acionária

A Cesp (CESP6) divulgou que o Bradesco Asset Management (BRAM) dispõe agora de 10.730.119 ações preferencias classe B (CESP6), que correspondem a 5,09% das ações preferenciais desse tipo emitidas pela companhia.

Equatorial (EQTL3): Schroder chega a 5,01% de participação

A Equatorial Energia (EQTL3) informou que a Schroder Brasil, representante de todas as empresas do grupo financeiro Schroders adquiriu 1.900 ações de emissão.

Com a aquisição, o Grupo Schroders detém 50.612.155 ações ordinárias da companhia, que representam 5,01% do total de ações.

Getninjas informa alteração acionária

A Getninjas (NINJ3) informou que Verde Asset Management, na qualidade de administrador de investimentos, aumentou sua participação, que passou a ser, de forma agregada, 3.500.000 ações ordinárias detidas à vista e 1.405.622 contratos de opção de compra de ações de emissão da companhia, correspondentes a aproximadamente 9,77% do capital social.

(Com Marco Antonio Lopes, Claudia Zucare, Rodrigo Petry e Redação)