Radar corporativo: os destaques das empresas nesta terça-feira

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O Radar corporativo desta terça-feira (29) destaca que a Petrobras (PETR4) inicia fase não-vinculante de venda em polo no Rio Grande do Norte. Também que a Vale (VALE3) anuncia amortização de dívida no valor de US$ 5 bi. E que a GIC Private Limited reduziu sua fatia da Totvs (TOTS3). Veja mais notícias.

Radar: mercados

Após as altas de ontem, a terça-feira (29) começou com os mercados em terreno negativo, mas os futuros de NY passaram a operar perto da estabilidade no início da manhã.

Hoje acontece o primeiro debate entre Donald Trump e Joe Biden na corrida presidencial dos Estados Unidos. Acusações de que Trump sonegou impostos e ataques à China devem estar entre os temas.

Melhores Momentos, Palestras e Experts que marcaram presença no FII Summit

Também no radar do investidor estão possíveis definições quanto ao novo pacote de estímulo desenhado pelos democratas de US$ 2,2 trilhões, menor do que o inicialmente proposto pelo partido, mas maior do que querem os republicanos.

O coronavírus também assombra, com o total de mortes no mundo ultrapassando a marca de 1 milhão.

Na Europa, Reino Unido e União Europeia dão sinais de que o aguardado acordo comercial pós-Brexit ainda está longe de uma definição.

Destaques no Brasil

Ontem, a bolsa brasileira começou bem, mas descolou do exterior e fechou em forte queda e foi abaixo dos 95 mil pontos – perdeu 2,41%, aos 94.666 pontos. A proposta apresentada para o Renda Cidadã, que substituirá o Bolsa Família, não agradou o mercado, contornando o teto de gastos e piorando a crise fiscal.

Veja as cotações às 7h26:

  • S&P: +0,01%
  • Nasdaq: -0,10%
  • Dow Jones: +0,02%

Veja aqui a cobertura completa da abertura dos mercados.

Radar: destaques corporativos

Confira as notícias das empresas.

Petrobras (PETR4) inicia fase não-vinculante de venda em polo no RN

Petrobras (PETR4) informou o início da fase não-vinculante da venda da totalidade de suas participações em 26 concessões de campos de produção terrestres e de águas rasas.

As concessões ficam na Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte.

Vale (VALE3) anuncia amortização de dívida no valor de US$ 5 bi

Vale (VALE3) informou que realizou o pagamento de US$ 5 bilhões em linhas de crédito rotativo com vencimento em junho de 2022 (US$ 2 bilhões) e dezembro de 2024 (US$ 3 bilhões), desembolsadas em março de 2020.

Segundo a Vale, a amortização “recompõe integralmente a disponibilidade das linhas de crédito rotativo ao valor original de US$ 5 bilhões.”

Totvs (TOTS3): GIC Private Limited reduz fatia a 4,922%

Totvs (TOTS3) anunciou que o GIC Private Limited, representante do governo de Singapura, alienou ações ordinárias de emissão da empresa.

Segundo a companhia, as participações alcançaram, de forma agregada, 4,922% do capital social.

Vtex é o novo unicórnio brasileiro

A fornecedora de sistemas para comércio eletrônico Vtex concluiu uma rodada de investimentos de US$ 225 milhões e passou a ser avaliada em US$ 1,7 bilhão. Com isso, torna-se um dos “unicórnios” brasileiros, como são chamadas as companhias que atingem valor superior a US$ 1 bi.

Itaú Asset quer mais ajustes na proposta da Stone

A Itaú Asset, que possui cerca de 6% das ações da Linx (LINX3), contratou o advogado Marcelo Trindade, ex-presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), para a avaliação de eventuais problemas de governança na proposta de aquisição feita pela Stone.

O resultado é que a proposta não atende à política interna de governança da instituição financeira. Entre as razões apontadas, estão o fato de os conselheiros independentes terem aceitado multas no caso da não aprovação do negócio e também para o caso da desistência da Linx em valores muito elevados; além do acordo de não competição firmado com os fundadores da Linx.

Santander (SANB11) compra 60% da Toro

O Banco Santander comunicou nesta terça-feira (29) a aquisição de 60% do capital da Toro Controle e Participações, holding que controla a Toro Corretora de Títulos e Valores e a Toro Investimentos. A operação foi feita por meio de sua subsidiária Pi Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários. Não foi informado o valor do negócio.

Quatro empresas desistem de IPO

O birô de crédito Boa Vista conseguiu viabilizar sua oferta inicial de ações (IPO na sigla em inglês) e levantou R$ 2,17 bilhões na oferta.

Outras quatro empresas desistiram do processo, por conta da volatilidade do mercado. São elas: Compass, controlada do grupo Cosan, One Innovation, Nortis e 2W Energia, informa o Valor.

TIM (TIMP3) tem aval para Novo Mercado e aprova reestruturação

O conselho de administração da TIM informou que recebeu autorização da Bolsa de Valores para a listagem de suas ações no segmento especial de governança corporativa de Novo Mercado.

Foi aprovada também a extinção da TIM Participações por meio de sua incorporação pela TIM S.A.

IRB (IRBR3) fará emissão de R$ 900 mi em debêntures

O IRB Brasil Resseguros (IRBR3) anunciou que fará sua primeira emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária, no valor de R$ 900 milhões.  Serão emitidas em 15 de outubro até 900.000 debêntures, de R$ 1.000,00, em duas séries. Os títulos da primeira série vencerão em 15 de outubro de 2023 e da segunda série em 15 de outubro de 2026.

Hapvida (HAPV3) adquire Grupo Santa Filomena (SP) por R$ 45 mi

Hapvida (HAPV) fechou acordo envolvendo a aquisição de 100% das ações do Grupo Santa Filomena.

Iguatemi (IGTA3) emitirá debêntures no total de R$ 500 mi

Iguatemi (IGTA3) anunciou que fará emissão de debêntures no valor total de R$ 500 milhões.

A oferta, conforme aprovação do Conselho de Administração da Iguatemi, representa a 10ª emissão de debêntures da companhia.

Direcional (DIRR3) conclui bookbuilding de debêntures

Direcional comunicou a conclusão da coleta de intenções de investimento dos potenciais investidores (ou bookbuilding) nas debêntures emitidas na 6ª emissão.

São debêntures simples, não conversíveis em ações, em série única.

CCR (CCRO3) e Eztec (EZTC3) aprovam pagamento de dividendos

CCR (CCRO3) anunciou que será efetuado, em dia 30 de outubro de 2020, pagamento de dividendos.

A distribuição foi aprovada em reunião do Conselho de Administração da empresa.

O valor total dos proventos será no montante de R$ 373,2 milhões, correspondentes a R$ 0,18477 por ação ordinária.

Restoque (LLIS3) tem PRJ homologado

A Restoque, dona das marcas Le Lis Blanc e Dudalina, informou que o plano de recuperação extrajudicial da companhia foi homologado pela justiça. A companhia irá apresentar à CVM pedido para emissão de debêntures,  cujos recursos serão usados para pagar os débitos com credores.

Eztec (EZTC3) pagará proventos no total de R$ 66 mi

Eztec (EZTC3) informou que foi foi aprovado o pagamento de dividendos relativos ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2019.

O montante é de R$ 66,7 milhões. Esse valor é referente a R$ 0,2940 por ação ordinária.

Galvani e INB exploram urânio e fosfato no Ceará

Depois de remodelado para atender a questão ambientais, começa a sair do papel o projeto de exploração de uma mina de urânio e fosfato no Ceará pela indústria de fertilizantes Galvani e pela estatal federal Indústrias Nucleares do Brasil (INB). Serão investido US$ 400 milhões no projeto Itataia, sendo 80% dos recursos aportados pela Galvani. A informação é do Valor.

Aéreas voltam a patamar de 2019 em 2022

A recuperação das companhias aéreas acontece mais rápido do que o esperado, afirma o Valor. As empresas estimam que a recuperação a níveis de 2019 deve acontecer até 2022. Antes, trabalhavam com 2024 como projeção.

Mercado imobiliário de SP supera nível pré-pandemia

Pesquisa do Secovi-SP mostrou que agosto desse ano foi o mais forte em vendas e lançamentos na cidade de São Paulo desde o início da pesquisa, em 2004. Foram vendidos 6.350 apartamentos novos, 46,3% a mais do que em julho e 35% acima de agosto do ano passado. Com isso, empresas estão retomando projetos adiados por conta da quarentena, de acordo com o Estadão.