Radar corporativo: veja os destaques das empresas nesta terça-feira

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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O Radar corporativo desta terça-feira (17) traz como destaque o setor de saúde, com a Qualicorp (QUAL3), que informou lucro de R$ 130 milhões, em linha com o consenso, e a aquisição de 75% da Plural Gestão em Saúde e da Oxcorp Corretora por R$ 202,5 milhões.

Já a Rede D’or São Luiz informou que a faixa indicativa de sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), com precificação prevista para 8 de dezembro, ficará na faixa indicativa de R$ 48,91 a R$ 64,35 por ação, podendo levar à uma captação de até R$ 12,7 bilhões, podendo se tornar a segunda maior abertura de capital da bolsa.

Além disso, a Notre Dame Intermédica (GNID3) registrou lucro líquido de R$ 196,8 milhões, alta de 97,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

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Ainda sobre os balanços, a IMC (MEAL3) informou prejuízo de R$ 5,1 milhões, menor que o previsto; e que fechou acordo para aumentar em um terço o total de unidades da rede Frango Assado no país.

No mais, Gafisa (GFSA3), Coteminas (CTMN4), Dommo (DMMO3), Paraná Banco (PRBC4), Dimed/Panvel (PNVL4), Enjoei (ENJU3), Triunfo (TPIS3), Méliuz (CASH3) e 3R Petroleum (RRRP3) informaram balanços.

Fora resultados, BNDES vai se desfazer de 40 milhões de ações da Vale (VALE3), Petrobras (PETR4) dá início à venda de participação no Polo de Marlim e o BTG (BPAC11) se tornou o maior comprador de imóveis comerciais.

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Rede D’Or pode ter segundo maior IPO do país

A oferta inicial de ações (IPO) da Rede D’Or pode ser a segunda maior da história do país. A rede de hospitais busca captar até R$ 12,7 bilhões, valor que perde apenas para o IPO do Santander, em 2009, que levantou R$ 13 bi.

O valor de mercado da empresa pode chegar a R$ 127,7 bilhões. A faixa indicativa é de R$ 48,91 a R$ 64,35 por ação. A precificação ocorre no dia 8 de dezembro.

Qualicorp (QUAL3) lucra 18% a mais

A Qualicorp (QUAL3) registrou um lucro líquido de R$ 130,9 milhões no terceiro trimestre de 2020.

As cifras são 18,1% superiores aos R$ 110,8 milhões do mesmo período de 2019.

No acumulado de 2020, a Companhia registra lucro de R$ 326,2 milhões, alta de 4,5% na comparação com o mesmo período de 2019.

A empresa anunciou também a aquisição de 75% da Plural Gestão em Saúde e da Oxcorp Corretora por R$ 202,5 milhões.

IMC (MEAL3) reverte lucro em prejuízo

A IMC (MEAL3) reportou prejuízo de R$ 5,1 milhões no terceiro trimestre, revertendo lucro de R$ 16,8 milhões de um ano antes – pressionado pelos impactos das operações e despesas adicionais em virtude da pandemia.

O Ebitda ajustado somou R$ 42,6 milhões, ante R$ 78,3 milhões de um ano antes. A receita líquida recuou 29,7% e as vendas mesmas lojas caíram 25,6%.

A empresa fechou ainda acordo para aumentar em um terço o total de unidades da rede Frango Assado no país.

Gafisa (GFSA3): prejuízo salta para R$ 56,5 milhões

A Gafisa (GFSA3) registrou um prejuízo líquido de R$ 56,5 milhões no terceiro trimestre de 2020.

Os números refletem uma piora no prejuízo superior a 33 vezes quando comparada ao prejuízo de 2019, com R$ 1,66 milhão.

Coteminas (CTMN4) registra prejuízo de R$ 34,6 mi

A Coteminas (CTMN4) apresentou prejuízo de R$ 34,6 milhões no terceiro trimestre, ante um prejuízo de 64,1 milhões no mesmo período do ano passado.

O resultado financeiro foi uma despesa de R$ 53,1 milhões contra uma despesa de R$ 92,6 milhões no terceiro trimestre de 2019.

Dommo (DMMO3) reverte prejuízo em lucro

A Dommo (DMMO3) registrou lucro líquido de R$ 185,6 milhões no terceiro trimestre de 2020, revertendo lucro líquido de R$ 98,5 milhões no mesmo período do ano passado.

Paraná Banco (PRBC4) reverte lucro em prejuízo

O Paraná Banco (PRBC4) apresentou prejuízo líquido de R$ 7,9 milhões no terceiro trimestre de 2020. O resultado é 114% menor do que o mesmo período do ano passado, quando a empresa registrou lucro de R$ 56,7 milhões.

Dimed (PNVL4) reporta queda nos lucros

A Dimed (PNVL4) registrou um lucro líquido de R$ 19,8  milhões no terceiro trimestre de 2020. No mesmo período do ano anterior, a companhia havia registrado lucro de R$ 23,37 milhões.

Notre Dame (GNID3) tem alta de 97,8% no lucro

A Notre Dame Intermédica (GNID3) registrou lucro líquido de R$ 196,8 milhões no terceiro trimestre de 2020, um aumento de 97,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

Enjoei (ENJU3) registra prejuízo de R$ 8,147 mi

A plataforma de intermediação Enjoei (ENJU3) registrou um prejuízo líquido de R$ 8,147 milhões no terceiro trimestre de 2020.

No mesmo período do ano anterior, a empresa havia registrado um prejuízo de R$ 1,69 milhões.

Triunfo (TPIS3) registra queda de 24,9% no prejuízo

A Triunfo (TPIS3) registrou prejuízo líquido de R$ 52,9 milhões no terceiro trimestre de 2020, uma redução de 24,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

Méliuz (CASH3) lucra R$ 4,7 milhões, alta de 46,9%

A Méliuz (CASH3) reportou um lucro líquido de R$ 4,73 milhões no terceiro trimestre de 2020.

No mesmo período do ano anterior, a companhia havia registrado lucro de R$ 3,22 milhões.

3R Petroleum (RRRP3) tem prejuízo de R$ 50,3 mi

A 3R Petroleum (RRRP3) registrou prejuízo líquido de R$ 50,3 milhões no terceiro trimestre de 2020. A companhia não divulgou os resultados do ano passado.

De acordo com a empresa, o resultado foi impactado principalmente pelas perdas cambiais.

Vale (VALE3): BNDES vende 40 milhões de ações

O BNDES se desfez de 40 milhões de ações da Vale, a R$ 63,62, por meio da corretora Bradesco.

O Morgan Stanley foi o maior comprador, adquirindo 25 milhões de ações da mineradora. Nas últimas semanas, os investidores estrangeiros têm mantido o interesse na B3, com entrada de mais de R$ 16 bilhões no mês até o dia 12.

Vale anuncia fim de acordo de acionistas

A Vale (VALE3) também informou que o acordo de acionistas vigente entre Litela, Litel, Bradespar, Mitsui e BNDES Participações expirou na última segunda-feira (9).

Assim, as ações e, portanto, os votos, pertencentes aos acionistas acima mencionados, não estarão mais vinculadas ao acordo, que tinha por objetivo proporcionar estabilidade à mineradora durante o período de transição para se tornar uma empresa de capital disperso.

PETR4 inicia venda no Polo de Marlim

A Petrobras (PETR4 PETR3) iniciou a etapa de divulgação da oportunidade (teaser) da venda do polo Marlim.

O teaser é referente à venda de 50% da participação da estatal nas concessões de Marlim, Voador, Marlim Leste e Marlim Sul, denominadas em conjunto como Polo Marlim, localizadas em águas profundas na Bacia de Campos.

A Petrobras informou que se manterá como operadora dos campos.

PETR4 aumenta oferta de diesel S-10

A Petrobras (PETR4) confirmou que aumentará a oferta de diesel S-10, com baixo teor de enxofre, após novo recorde de vendas, o quinto consecutivo, alcançado em outubro.

Segundo informações da estatal, a decisão segue a linha de produzir combustíveis mais sustentáveis.

BTG (BPAC11): maior comprador de imóveis comerciais

O BTG Pactual (BPAC11), por meio dos fundos administrados pelo banco, se tornou o maior comprador de imóveis comerciais no Brasil, de acordo com matéria da Bloomberg.

Os fundos do BTG investiram R$ 3,59 bilhões em galpões logísticos, prédios de escritórios e títulos lastreados em crédito imobiliário neste ano.

O dinheiro veio de investidores e chegou a R$ 4 bilhões.

Santander (SANB11) avalia possível cisão da Getnet

O Santander (SANB11) iniciou estudo para segregar as participações acionárias da companhia em sua subsidiária Getnet, por meio de uma cisão parcial.

Conforme fato relevante publicado, os acionistas do Santander se tornariam acionistas diretos da Getnet, com base nas mesmas porcentagens de participação acionária que detêm no banco.

ECOR3 inicia cobrança de pedágio em MG

A Ecorodovias informou que sua a controlada indireta Concessionária Ecovias do Cerrado iniciou a cobrança de pedágio nas praças pedágio P1, em Uberlândia e P2, em Monte Alegre de Minas a partir do dia 14 de novembro de 2020.

Gerdau (GGBR4): oferta de até US$ 230 mi em bonds

A Gerdau (GGBR4) anunciou a oferta para recompra de até US$ 230 milhões em bonds no exterior. Segundo a empresa, a oferta de recompra tem como principal objetivo o gerenciamento dos passivos.

Tesla (TSLA34) entra no índice S&P 500

A S&P Dow Jones Índices anunciou que a montadora Tesla será incluída ao índice S&P 500.

Com base nos preços de fechamento desta segunda, a Tesla seria uma das 10 empresas mais valiosas do índice.

As ações da Tesla dispararam mais de 13% nas negociações de segunda (16), já que os gestores com fundos que acompanham o S&P 500 precisarão comprar as ações para seus portfólios.

Suzano (SUZB3) deve vender US$ 500 mi em notas externas

A Suzano (SUZB3) comunicou que lançou e precificou a emissão adicional de títulos de dívida pela sua subsidiária Suzano Austria, no valor de US$ 500 milhões.

O yield é de 3,100% ao ano e cupom de 3,750% ao ano, a serem pagos semestralmente, a partir de 15 de janeiro de 2021. O vencimento é em 15 de janeiro de 2031.

Telefônica (VIVT3) paga dividendos de JCP

A Telefônica (VIVT3) comunicou o pagamento de Juros Sobre Capital Próprio (JCP), relativo ao exercício social de 2020.

O montante bruto é de R$ 400 milhões. Após pagamento de imposto de renda na fonte, à alíquota de 15%, o valor líquido fica em R$ 340 milhões, com base no balanço patrimonial de 31 de outubro de 2020.

BB (BBAS3) entra em índice de sustentabilidade

O Banco do Brasil (BBAS3) foi escolhido para compor um dos grupos mais seletos de empresas sustentáveis.

As ações do banco na bolsa de Nova York passarão a integrar o Índice Dow Jones de Sustentabilidade (DJSI), nas categorias mercado mundial e emergente.

Criada em 1999, a carteira é composta por 10% das empresas com melhor desempenho em cada um dos setores avaliados.