Radar corporativo: os destaques das empresas nesta quinta-feira

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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O Radar corporativo desta quinta-feira (22) destaca que a JBS vai captar R$ 2,04 bilhões em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA).

A Gafisa (GFSA3) anuncia emissão de R$ 117,5 milhões em debêntures. E há mais três IPOs em andamento: Uni.co, Estok e Paschoalotto. Confira mais destaques.

JBS (JBSS3) vai captar R$ 2,04 bilhões em CRAs para comprar bois

O conselho de administração da JBS (JBSS3) aprovou emissão de até R$ 2,04 bilhões em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA).

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O títulos serão lastreados em debêntures e terão valor nominal de R$ 1 mil. Serão emitidas pela companhia e compradas pela securitizadora RB Capital.

Gafisa (GFSA3) anuncia emissão de R$ 117,5 milhões em debêntures

A Gafisa (GFSA3) aprovou a emissão de até R$ 117,570 milhões em debêntures. A oferta restrita consistirá na distribuição pública de debêntures conversíveis em ações ordinárias. Será feita em duas séries.

O valor nominal unitário de cada debênture é de R$ 10 mi, informa a companhia.

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Gafisa: fundo de investimento Singular atinge 12,65% das ações

A Gafisa informou também que o fundo de investimento Singular passa a deter 12,65% das ações.

De acordo com a Gafisa, o Singular lembra “que a participação não visa alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa da companhia, se enquadrando em sua política de investimento.”

Uni.co, dona das marcas Puket e Imaginarium, busca IPO

A varejista Uni.co, dona das marcas Puket e Imaginarium, solicitou pedido para realizar uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

No prospecto, a companhia informou que realizar oferta primária e secundária de ações.

Conforme a Uni.co, os recursos levantados na tranche primária serão destinados para amortização ou liquidação de dívidas vigentes; aquisição de novos negócios; investimentos em tecnologia e omnichanel; e reforço de capital de giro.

Estok, dona da Tok&Stok, pede registro de IPO

A Estok, controladora da Tok&Stok, protocolou pediu de oferta inicial de ações (IPO, na sigla inglês). A Paschoalotto Serviços Financeiros também solicitou autorização para realização de seu IPO.

A oferta contará com tranche primária e secundária de ações.

Conforme a Estok, o recursos levantados serão destinados para execução do plano de expansão e melhoria na experiência do consumidor; transformação digital, tecnologia; desenvolvimento de nova marca e aquisições oportunistas; desalavancagem e melhoria da estrutura de capital da companhia.

Paschoalotto Serviços Financeiros protocola IPO

A Paschoalotto protocolou prospecto para a realização de sua oferta primária e secundária de ações.

Os coordenadores da oferta serão o Itaú BBA, Bradesco BBI, BTG Pactual e Santander Brasil.

Conforme a Paschoalotto, os recursos serão utilizados para acelerar seu crescimento em mercados tradicionais e em novos setores, além de desenvolver capacitações tecnológicas e novos produtos e serviços baseados em tecnologia.

Eletrobras (ELET6): Eletronuclear aprova aumento de capital

A Eletrobras (ELET3 ELET5 ELET6) informou hoje que a Assembleia Geral Extraordinária de Acionistas da Eletronuclear aprovou aumento do capital social.

O aumento é mediante a conversão de créditos de Adiantamentos para Futuro Aumento de Capital (AFAC) no valor de R$ 850 milhões, bem como na conversão de créditos de financiamento no valor de R$ 1,035 bilhão, ambos pertencentes à Eletrobras.

Assim, o aumento foi no valor de R$ 1,885 bilhão.

Engie (EGIE3) é intimada sobre licenciamento ambiental

A Engie (EGIE3) comunicou nesta quarta-feira (21) que foi intimada de decisão liminar, que suspende a execução das obras dos grupos 1 e 2 do Sistema de Transmissão Gralha Azul. “Com isso, foram suspensos os trabalhos nestes dois circuitos”, informa.

Houve o ajuizamento da Ação Civil Pública (ACP) e deferimento de pedido liminar, em desfavor da Gralha Azul Transmissão de Energia, controlada pela Engie.

A Engie ainda não havia sido intimada sobre a decisão liminar, mas “prestou os devidos esclarecimentos sobre o mérito da ACP”, disse em comunicado ao mercado.

Enauta (ENAT3) de olho em campos maduros da PETR4

O novo presidente da Enauta (ENAT3), Décio Oddone, afirma que a empresa está em busca e de investimentos, tendo R$ 2 bilhões em caixa. A petroleira está se desfazendo de um de seus únicos dois ativos operacionais, o campo de gás natural de Manati, na Bahia, e quer recompor sua carteira. Segundo o Valor, uma das possibilidades são campos maduros à venda pela Petrobras (PETR4).

Ânima (ANIM3) vence SER (SEER3) em disputa por Laureate

Uma reviravolta ocorreu na venda das operações da Laureate no Brasil. Enquanto o mercado apostava na aquisição pela Ser Educacional (SEER3) ou, talvez, pela Yduqs (YDUQ3), eis que Ânima (ANIM3) saiu na frente.

A Laureate emitiu comunicado, informando que a venda foi acertada por R$ 4,4 bilhões. No entanto, a Ser, que já tinha feito uma proposta anterior, está contestando o desfecho da história na Justiça, alegando que a Ânima não apresentou as fontes para pagar a compra.

O lance da Ser Educacional era estimado R$ 4 bilhões e continha a cláusula de “go shop”. Na prática, isso significava que a Laureate ficava aberta a receber outras propostas, mas que estas poderiam ser cobertas. A Ser obteve uma liminar com relação à rescisão do contrato.

Caixa de olho na baixa renda

Segundo o Valor, Caixa, Pan, Neon e Will Bank são algumas das instituições financeiras que estão de olho na bancarização das camadas menos abastadas da população. A Caixa começa a desenhar produtos específicos para este público, como microcrédito e microsseguros.

Mercado imobiliário aquecido

Pesquisa da Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) realizado com presidentes e diretores de 38 das maiores empresas do setor, aponta que 97% dos empresários pretendem lançar projetos, nos próximos 12 meses, e 92% comprará terrenos.

Produtores sobem o preço da celulose

Depois de quase um ano de preços líquidos oscilando em torno de US$ 450 por tonelada, a cotação da celulose de fibra curta pode voltar a subir na China.

A chilena CMPC já oficializou novo preço e as brasileiras Suzano, Klabin e Eldorado estão anunciado um reajuste de US$ 20 por tonelada, afirma o Valor.