Radar corporativo: veja os destaques das empresas nesta quinta-feira

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O Radar corporativo desta quinta-feira (15) destaca que a CVM abriu investigação para apurar um relatório do UBS sobre o IRB (IRBR3), que derrubou os preços das ações. Também que hoje tem início a temporada de balanços do terceiro trimestre. Confira mais notícias.

CVM investiga relatório sobre IRB (IRBR3)

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu processo para averiguar denúncias sobre um relatório de análise para as ações do IRB feita pelo banco UBS.

Os papéis da empresa vinham em alta até o relatório do dia 6 de outubro, com recomendação de venda, com preço-alvo de R$ 4,60. No pregão seguinte, as ações caíram cerca de 20%, para R$ 7. Foram levantadas suspeitas, nas redes sociais sobre uma posição vendida do banco, ou seja, apostando na queda dos papéis. A informação é do Valor.

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Começa a temporada de balanços, com CSN (CNSA3)

Hoje tem início a temporada de balanços do terceiro trimestre, com CSN (CNSA3).

Movida (MOVI3) aprova emissão de até R$ 600 mi em debêntures

O conselho de administração da Movida (MOVI3) aprovou a emissão de até R$ 600 milhões em debêntures. É a quinta emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, em duas séries.

Taesa (TAEE11): pagamento e amortização de R$ 477,5 milhões

A Taesa (TAEE11) anunciou que realizará o pagamento de juros e amortização no total de R$ 477,5 milhões. Esse montante será pago aos detentores das debêntures da 2ª e 3ª séries da 3ª emissão de debêntures da Taesa, “todas nominativas, escriturais, simples, não conversíveis em ações”.

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Foram emitidas em 12 de novembro de 2012. O pagamento de juros e amortização será feito hoje (15).

Cury (CURY3): vendas líquidas crescem 57,2% no 3TRI20

Cury (CURY3) atingiu R$ 410,3 milhões em vendas líquidas no terceiro trimestre de 2020, recorde histórico da construtora. Isso representa um crescimento de 57,2% em relação ao mesmo período de 2019.

A velocidade de vendas, medida pelo indicador de Vendas Sobre Oferta (VSO) cresceu 10,4 pontos percentuais na comparação com o mesmo período do ano anterior, atingindo 46,5% no terceiro trimestre.

Subsidiária da Eztec (EZTEC3) quer atuar em galpão logístico

A EZ INC Incorporações Comerciais, braço de imóveis comerciais de umas das empresas queridinhas do mercado imobiliário, a EZTec (EZTC3), está com quase tudo pronto para abrir o capital na bolsa brasileira.

Criada oficialmente em 2019, a EZ INC quer aproveitar o bom momento de taxa baixa de juros e de inflação controlada para expandir sua atuação em SP. O objetivo é adquirir mais terrenos, desenvolver torres corporativas e começar a atuar com galpões logísticos de alto padrão.

O pedido de IPO da EZ INC foi feito à B3 em 14 de agosto. A empresa quer ser listada no Novo Mercado. Mas detalhes da oferta, como prazos e valores, ainda não foram divulgados.

A empresa fará apenas oferta primária de ações. A oferta será coordenada pelo Banco BTG Pactual e pelo Banco Itaú BBA.

Natura (NTCO3) levanta R$ 5,614 bilhões em oferta de ações

A Natura (NTCO3) informou que concluiu sua oferta pública para distribuição primária do número total de 121,4 milhões de ações ordinárias, ao preço por ação de R$46,25, perfazendo o montante de R$ 5,614 bilhões.

Ânima (ANIM3) não foi notificada sobre escolha da Laureate

A Ânima Educação (ANIM3) informou na noite desta quarta-feira (14) não ter recebido nenhuma comunicação da Laureate sobre a escolha de sua proposta para aquisição. A companhia está na disputa pelos ativos no Brasil da empresa norte-americana, concorrendo com outras duas brasileiras: a Ser Educacional (SEER3) e a Yduqs (YDUQ3). A comunicação foi em esclarecimento a  informações publicadas na imprensa de que a  Laureate a teria escolhido.

RJ da Ricardo Eletro é o maior do varejo

A rede de lojas Ricardo Eletro, do grupo Máquina de Vendas, protocolou pedido de recuperação judicial na 1ª Vara de Falência e Recuperações Judiciais da comarca da capital paulista, segundo o Valor.

A empresa tem cerca de 20 mil credores e dívida de R$ 4 bilhões. É a maior recuperação judicial já realizada no varejo.

Dois centros de distribuição podem ser levados à leilão e a empresa avalia a venda de marcas do grupo. Segundo a reportagem, a Ricardo Eletro deve focar agora apenas nas vendas online, abandonando as lojas físicas.

JBS (JBSS3) ainda tem “fantasmas” a resolver no Brasil

Segundo a coluna Painel da Folha de S. Paulo, o sonho dos irmãos Joesley e Wesley Batista de ver a JBS listada em Nova York ainda está distante.

Mesmo tendo fechado acordo ontem (14) com o Departamento de Justiça dos EUA, declarando-se culpada por violar legislação dos EUA contra corrupção, e assumindo pagar cerca de US$ 128 milhões às autoridades do país, a JBS ainda enfrenta no Brasil a ameaça de ver seu acordo de delação premiada ser anulado, se assim decidir o Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda não há data prevista para o julgamento.

Ontem, as ações da empresa fecharam com alta de 9,2%, depois do acordo firmado nos EUA.

Eletrobras (ELET6): julgamento novamente suspenso

A Eletrobras (ELET6) informou que foi novamente suspenso o julgamento dos embargos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Houve pedido de vista da ministra Assusete Magalhães, com 4 votos a favor da tese da Eletrobras e 3 contra.

O recurso trata do tema empréstimo compulsório, mais especificamente com relação a critérios relacionados ao cálculo de juros remuneratórios de 6% incidentes nos eventuais créditos discutidos nas demandas judiciais.

A Eletrobras defende a tese que uma vez que tais créditos foram pagos nos termos da legislação própria, os valores em discussão tratam de débitos judiciais e não mais de tributos, devendo ser corrigidos com encargos próprios dos débitos judiciais.

Hidrovias do Brasil (HBSA3): Constellation aumenta participação

A Hidrovias do Brasil (HBSA3) informou que a Constellation Investimentos passou a deter 53,065 milhões de ações ordinárias da companhia, equivalentes a 6,98% do capital social da companhia.

O aumento de participação societária tem natureza de apenas investimento.

Sequoia (SEQL3): DWS Investment aumenta participação

A Sequoia Logística (SEQL3) informou que o fundo de investimentos DWS Investment GmbH  aumentou a participação acionária na empresa. A DWS passa a deter 8.164.300 de ações ordinárias.

Esse montante representa, dessa forma, 6,43% do capital social total e votante da companhia. A Sequoia levantou R$ 1 bilhão na Oferta Pública Inicial de Ações (IPO) e estreou na bolsa no último dia 7.

MRV (MRVE3) paga dividendos

MRV (MRVE3) confirmou que os dividendos mínimos obrigatórios da companhia serão pagos no próximo dia 23. Segundo o comunicado, o montante total corresponde a R$ 163.933.138,74.

O valor estimado ficou em R$ 0,340143734 por ação, com base na posição acionária de 13 de outubro de 2020.

AES Tietê (TIET11) aprova remuneração de juros sobre montante de R$ 11,8 mi

A AES Tietê (TIET11) comunicou aos debenturistas da 2ª série da 6ª emissão de debêntures o pagamento de juros no valor de R$0,03727713 por debênture.

A Companhia acrescentou que as 317,62 milhões de debêntures da 6ª emissão totalizam o montante de R$ 11.839.962,03, a ser realizado hoje (15).

Comgás (CGAS5) paga proventos de debêntures de R$ 19,1 mi

A Comgás (CGAS5) informou a seus debenturistas os valores para pagamento de juros, referentes a 6ª e 8ª emissão de debêntures da Companhia.

Para as debêntures sob o código GASP16 será pago o prêmio unitário de R$ 47,76217780, totalizando o montante de R$ 19.104.871,12.

Já para as debêntures de código GASP18, o valor unitário a ser pago corresponde a R$ 3.7218,21699999, em um montante de R$ 74.436.434,00. O pagamento será feito hoje (15).