Radar: RDOR3 levanta R$ 11,5 bi; Notre Dame (GNDI3) e Qualicorp (QUAL3) fazem compras

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O Radar corporativo destaca a captação de R$ 11,5 bilhões por parte da Rede D’Or São Luiz (RDOR3) em sua oferta inicial de ações (IPO).

A Ânima (ANIM3) estuda criar uma empresa só com seus cursos de medicina, os mais relevantes para o setor, e fazer um IPO desse braço do negócio.

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Também que a Suzano (SUZB3) deve anunciar uma nova fábrica de celulose em Mato Grosso do Sul.

A Notre Dame Intermédica (GNDI3) comprou o Hospital Lifecenter, localizado em Belo Horizonte (MG), por R$ 240 milhões.

Já a Qualicorp (QUAL3) anunciou a compra da carteira de clientes da Muito Mais Saúde, em negócio de R$ 176 milhões.

Vale (VALE3) informou que sua subsidiária canadense assinou opção de venda de participação por US$ 500 milhões, com conclusão prevista para o primeiro trimestre de 2021.

O S&P Dow Jones exclui o Carrefour Brasil (CRFB3) de seu índice de sustentabilidade (ESG). A medida vem como resposta à morte de um homem negro em uma loja do grupo em Porto Alegre.

A Petro Rio (PRIO3) informou produção de 27.293 barris (bbls) por dia em novembro.

IRB (IRBR3) saiu de “sob revisão com implicações negativas” e teve reafirmado Rating de Força Financeira A- e o Rating de Crédito de Longo Prazo do Emissor “a-” pela A.M. Best Rating Services.

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Rede D’Or São Luiz (RDOR3) levanta R$ 11,5 bilhões

A Rede D’Or São Luiz (RDOR3), maior grupo independente de hospitais do Brasil, precificou sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), a R$ 57,92 reais por ação. A faixa indicativa preço estava entre R$ 48,91 e R$ 64,35.

Dessa forma, a companhia levantou R$ 11,5 bilhões em seu IPO, sagrando-se o segundo maior IPO da história do país, ficando atrás apenas do IPO do Santander Brasil, em 2009, que captou R$ 13,2 bilhões.

No dia 10 de dezembro, a Rede D’or São Luiz começa a negociar suas ações na Bolsa de Valores.

Vale (VALE3) assina acordo para venda da Vale Nova Caledônia

A Vale (VALE3) informou que a subsidiária Vale Canada Limited assinou um acordo vinculante de opção de venda de sua participação na Vale Nouvelle-Calédonie. A transação foi estimada pela empresa em US$ 500 milhões, com conclusão prevista para o primeiro trimestre de 2021.

Em novembro, a Vale tinha anunciado um período de exclusividade para negociações com o consórcio Prony Resources, liderada pela atual administração e funcionários da Vale Nouvelle, ao lado de autoridades caledonianas e francesas. A Trafigura é acionista minoritária.

Suzano (SUZB3) deve anunciar nova fábrica de celulose em MS

Segundo Valor, a Suzano está próxima de anunciar uma nova fábrica de celulose em Ribas do Rio Parto, Mato Grosso do Sul, em investimento de US$ 2,7 bilhões.

A aquisição acontece quase dois anos depois da fusão com a Fibria, que custou R$ 36 bilhões.

A Light (LIGT3) deve passar por recuperação em 5 anos

O Valor informa que o principal investidor privado da Light (LIGT3), Ronaldo Cezar Coelho, trabalha com a projeção de uma recuperação da companhia de energia pelos próximos cinco anos. Ele afirma que a chegada de “sócios de referência e credibilidade” garantirá o reposicionamento da empresa no mercado.

Via fundo de investimentos Samambaia, Coelho detém 19,25% da Light. A Cemig tem 22,58%. O empresário Carlos Alberto Sicupira, um dos sócios da 3G Capital, tem uma fatia indireta de 10,07% na Light. E o fundo Atmos, 5,62% das ações. Os 42,48% restantes estão diluídos entre minoritários.

Notre Dame (GNDI3) compra hospital por R$ 240 mi

A Notre Dame Intermédica (GNDI3) informou a aquisição de 100% das ações do Hospital Lifecenter, localizado em Belo Horizonte (MG), por R$ 240 milhões. O valor será pago à vista, em dinheiro, descontados o endividamento líquido e uma parcela retida para contingências.

O Hospital Lifecenter, cujo faturamento somou R$ 153,9 milhões em 2019, opera uma estrutura de alta complexidade com 205 leitos, sendo 40 de UTI, 13 salas cirúrgicas e 12 consultórios de pronto socorro.

Ânima (ANIM3) estuda IPO de empresa só com cursos de medicina

A Ânima (ANIM3) está estudando montar um braço de negócios só com seus cursos de medicina, os mais valorizados do setor de educação, e fazer uma oferta inicial de ações (IPO) da unidade.

De acordo com reportagem do Valor, isso deve ocorrer após a finalização da compra das operações da Laureate no Brasil.

Petro Rio (PRIO3) tem queda de 11,8% na produção de barris 

A Petro Rio (PRIO3) divulgou os dados operacionais preliminares e não auditados referentes ao mês de novembro de 2020.

De acordo com a Companhia, no mês passado foram produzidos 27.293 barris (bbls) por dia.

O montante se desdobrou em uma produção diária de 6.391 boepd para o Campo de Polvo, 11.654 para Frade (participação de 70%) e 2.330 boepd oriundos de Manati.

Qualicorp (QUAL3) adquire carteira de clientes da Muito Mais Saúde

A Qualicorp (QUAL3) anunciou a compra da carteira de clientes da Muito Mais Saúde. O negócio movimentou R$ 176 milhões.

IRB (IRBR3): agência A.M. Best eleva rating

A agência global de classificação de riscos com foco exclusivo no setor de seguros e resseguros A.M. Best Rating Services removeu o status de “sob revisão com implicações negativas” do IRB e reafirmou o Rating de Força Financeira A- e o Rating de Crédito de Longo Prazo do Emissor “a-”. A perspectiva atribuída a esses Ratings de Crédito foi negativa.

De acordo com o IRB, no informativo a AM Best afirma que as classificações refletem a solidez do balanço patrimonial da companhia, o forte desempenho operacional e as mudanças em curso têm o potencial de reduzir a volatilidade operacional e restaurar a lucratividade após as renovações de 1º de janeiro de 2021.

IRB (IRBR3) responde à CVM

A CVM enviou questionamento ao IRB (IRBR3) sobre oscilações atípicas em ações. Dizia o comunicado: “Tendo em vista as últimas oscilações registradas com as ações de emissão dessa empresa, o número de negócios e a quantidade negociada, vimos solicitar que seja informado se há algum fato do conhecimento de V.S.a. que possa justificá-los”.

O IRB respondeu, em comunicado, que “não tem conhecimento de nenhuma informação que não tenha sido informada ao mercado que possa ter sido capaz de justificar a oscilação relatada”.

BRPR3 aponta procura por escritórios comerciais

A BR Properties (BRPR3) aponta uma melhora na demanda por escritórios comerciais, informa o Valor. Segundo o presidente da companhia, Martin Jaco, 87% das empresas que estavam avaliando áreas de escritórios, antes da pandemia de covid-19, retomaram as conversas.

CVC (CVCB3) tem renúncia de diretor

CVC (CVCB3) informa a renúncia do diretor sem designação específica Marcello Diegues Zappia.

Oi (OIBR4) expande serviços de banda larga por fibra ótica

Com demanda crescente devido ao trabalho e ao estudo remotos, a Oi vem expandindo seus serviços de banda larga por fibra ótica a empresas e residências. Segundo o Valor, a empresa dobrou o número de clientes de banda larga por fibra para 2 milhões entre abril e dezembro, passando a cobrir 134 cidades.

Dimed (PNVL4) aprova adesão ao nível 2 da B3

A Dimed (PNVL3 PNVL4) aprovou, por unanimidade, a adesão ao nível 2 de governança da B3.

BRF (BRFS3): investimentos de R$ 55 bi nos próximos 10 anos

A BRF (BRFS3) divulgou projeções para os próximos dez anos, durante evento BRF Day 2020 – Visão 2030. A companhia estima investir aproximadamente R$ 55 bilhões no período.

Conforme a nota, a companhia estabeleceu alavancagem financeira líquida (dívida líquida/Ebitda ajustado de 12 meses anteriores) de até 3 vezes.

No período de 2021 a 2023, a estimativa de atingimento de receita líquida de aproximadamente R$ 65 bilhões, com crescimento do Ebitda em duas vezes em relação ao patamar atual, considerando os últimos 12 meses findos em 30 de setembro de 2020.

BRFS3 deve retomar dividendos

O CEO da BRF Lorival Luz afirmou em evento virtual com investidores que a empresa voltará a pagar dividendos entre 2021 e 2023, de acordo com o Valor. O pagamento de proventos está suspenso há cinco anos.

BRFS3 tem vice-presidência de RI, Reputação e Sustentabilidade

A BRF (BRFS3) criou uma vice-presidência de Relações Institucionais, Reputação e Sustentabilidade. Ela será ocupada, a partir de janeiro de 2021, por Grazielle Tallia Parenti, que desde 2019, ocupa a posição de Diretora de Relações Institucionais.

Omega (OMGE3) compra parques eólicos

A Omega (OMGE3) concluiu a aquisição de 50% dos Complexos Eólicos Ventos da Bahia 1 e Ventos da Bahia 2, atualmente detidos pela EDF Renewables do Brasil.

O valor final da transação foi de R$ 680,3 milhões, dos quais R$ 188,04 milhões foram destinados à aquisição do complexo Ventos da Bahia 1 e o restante, R$ 492,27 milhões, ao Ventos da Bahia 2.

S&P exclui Carrefour (CRFB3) de índice de sustentabilidade

O S&P Dow Jones exclui o Carrefour Brasil (CRFB3) de seu índice de sustentabilidade (ESG). A medida vem como resposta à morte de um homem negro em uma loja do grupo em Porto Alegre.

Energisa (ENGI11): Aneel aprova reajuste de tarifas

A Aneel aprovou o reajuste de tarifas das distribuidoras controladas da Energisa de Rondônia e Acre. O reajuste passa a ser aplicado a partir de 13 de dezembro de 2020.

Wilson Sons (WSON3) tem queda na movimentação

Wilson Sons (WSON3) movimentou 81,9 mil TEUs (containers) em novembro, com queda de 4,4% ante o mesmo período de 2019.

BR Malls (BRML3): fundo de Cingapura reduz participação

A BR Malls (BRML3) comunicou que recebeu da GIC Private Limited, cujo representante legal no Brasil é o Citibank, a informação de que sua participação nas ações da Companhia caiu abaixo do limite de divulgação de 5%.

Desse modo, o Fundo Soberano de Cingapura passou a deter a quantidade de 41.212.537 ações da BR Malls, equivalentes à 4,720% do capital social da Companhia.

Gerdau (GGBR4) aprova JCP

Os Conselhos de Administração do grupo Gerdau (GGBR4) aprovaram o pagamento de Juros sobre o Capital Próprio (JCP) relativos ao exercício social de 2020.

Desse modo, conforme o comunicado a Metalúrgica Gerdau pagará o valor líquido por ação ordinária e preferencial de R$ 0,0765. Ao mesmo tempo, a Gerdau S.A vai pagar o valor líquido de R$ 0,1445 por ação ordinária e preferencial. A data do pagamento será definida em assembleia futura.

Farão jus aos respectivos proventos os acionistas com posição acionária em 21 de dezembro de 2020.

Duratex (DTEX3) aprova JCP de R$ 0,3143 por ação

A Duratex (DTEX3) comunicou que seu Conselho de Administração aprovou a declaração de JCP no valor bruto de R$ 0,3143821646 por ação.

O provento será pago aos acionistas até 30 de abril de 2021, com base na posição acionária final do dia 11 de dezembro de 2020.

CVM aplica multa de R$ 12 mi à Unick Forex e sócios

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aplicou R$ 12 milhões em multas à Unick Forex, aos seus sócios Leidimar Lopes e Alberi Lopes e ao diretor jurídico da empresa, Fernando Lusvarghi, por emissão pública e distribuição de valores mobiliários sem a autorização do órgão regulador do mercado de capitais. 

A decisão do colegiado, segundo a Broadcast, foi unânime e será comunicada ao Ministério Público Federal.

Cada um dos acusados recebeu duas multas: R$ 1,5 milhão pela distribuição irregular de valores mobiliários e R$ 1,5 milhão por realizar oferta pública sem autorização da CVM. 

Todos eles podem recorrer ao Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN), o Conselhinho.

Uber (U1BE34) vende unidade de carros autônomos para Aurora 

O Uber (U1BE34) anunciou que fechou um negócio avaliado em US$ 4 bilhões com a startup Aurora, envolvendo uma de suas unidades.

A companhia está vendendo a ala de direção autônoma, chamada de Uber Advanced Technologies Group (ATG), visando alavancar a lucratividade.

A transação foi feita envolvendo ações e representa uma queda no valor da ATG, que levantou aproximadamente US$ 1 bilhão de um consórcio de investidores, entre eles a Toyota Motor e o SoftBank Group, com avaliação de US$ 7,25 bilhões no ano passado.

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