Radar corporativo: veja os destaques das empresas nesta quarta-feira

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O Radar corporativo desta quarta-feira (4) destaca que o Itaú Unibanco (ITUB4) registrou um lucro líquido recorrente de R$ 5 bilhões no terceiro trimestre de 2020, um desempenho 19,6% superior na comparação com igual período do ano passado.

O desempenho ficou acima dos R$ 4,728 bilhões apurados da prévia de resultados do portal EuQueroInvestir.

Também saiu o resultado da Gol (GOLL4), que reportou prejuízo líquido de R$ 1,71 bilhão no terceiro trimestre, representando perdas 7,1 vezes superiores.

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A Petro Rio (PRIO3) teve alta de 9% no prejuízo. A TIM (TIMS3) teve queda de 20,9% no lucro. A Minerva (BEEF3) lucrou R$ 58,3 mi. A Marcopolo (POMO4) reverteu lucro em prejuízo.

Já o IRB (IRBR3) registrou prejuízo de R$ 229,8 milhões, desempenho 11,6 superior ao reportado no mesmo período do ano passado, que foi de R$ 19,7 milhões.

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Itaú (ITUB4) registra alta de 19,6% no lucro recorrente

O Itaú Unibanco (ITUB4) registrou um lucro líquido recorrente de R$ 5 bilhões no terceiro trimestre de 2020, um desempenho 19,6% superior na comparação com igual período do ano passado.

De acordo com a empresa, o resultado reflete a recuperação expressiva de algumas linhas de negócios, como imobiliário e veículos, além do aumento das receitas de serviços e seguros, em um cenário de perspectiva de retomada da economia e do mercado de capitais.

O lucro líquido contábil totalizou R$ 4,492 bilhões no mesmo período, queda de 19,4% em um ano.

A companhia informou ainda que está em “estágio avançado de análise” no plano de segregar grande parte de seu investimento na XP.

Dessa forma, um montante 41% do capital total da corretora iria para uma nova companhia.

Simultaneamente, o banco se desfaria em oferta pública de um fatia remanescente de 5% com o objetivo de “fazer dinheiro”, elevando seu capital.

Gol (GOLL4): prejuízo cresce mais de 7 vezes

A Gol (GOLL4) reportou prejuízo líquido de R$ 1,71 bilhão no terceiro trimestre deste ano, contra perdas de R$ 242 milhões no mesmo período do ano passado. Isso representa um crescimento de 7,1 vezes no prejuízo.

O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado foi negativo em R$ 204 milhões, revertendo um Ebitda positivo de R$ 1,14 bilhão um ano antes.

Já o Ebtida ajustado foi negativo em R$ 284,1%, uma queda de 75,1%.

Ser (SEER3) decide receber multa da Ânima (ANIM3)

A Ser Educacional (SEER3) informou que decidiu exercer o direito de receber em dinheiro a multa de R$ 180 milhões pelo “go shop”, prevista no contrato firmado com a Ânima (ANIM3) pelos ativos da Laureate no Brasil.

A opção, desta forma, exclui a possibilidade de a companhia receber neste momento, em dação em pagamento, o direito à propriedade futura das Instituições Faculdade Internacional da Paraíba (FPB) e Centro Universitário dos Guararapes (UNIFG).

A companhia, no entanto, afirmou que se reservou o direito de exercer sua opção de compra dessas mesmas escolas por R$ 180 milhões, que pode ser exercida em 60 dias a partir da última quinta-feira (29), prorrogável por mais 15 dias.

Petro Rio (PRIO3) tem alta de 9% no prejuízo

A Petro Rio (PRIO3) registrou um prejuízo de R$ 110,6 milhões no terceiro trimestre de 2020, crescimento de 9,2% na comparação com igual período do ano passado.

De acordo com a empresa, o principal fator que impactou os resultados foi o efeito negativo, não-caixa, da variação cambial sobre os passivos da companhia denominados em dólar.

A receita líquida somou R$ 488,7 milhões, elevação de 22,5% em relação ao terceiro trimestre do ano passado.

IRB (IRBR3) tem prejuízo 11,6 vezes superior

O IRB registrou prejuízo de R$ 229,8 milhões no terceiro trimestre deste ano, desempenho 11,6 superior ao reportado no mesmo período do ano passado, que foi de R$ 19,7 milhões.

Segundo a empresa, se excluídos o impacto negativo dos negócios descontinuados a companhia teria apresentado um lucro líquido no trimestre de R$ 149,4 milhões.

No acumulado de 2020, o IRB registrou prejuízo de R$ 901,1 milhões, revertendo lucro de R$ 555,7 milhões de um ano antes.

Iochpe-Maxion (MYPK3) registra lucro de 71,47 mi

A Iochpe-Maxion (MYPK3), líder na produção de rodas e componentes estruturais automotivos, registrou um lucro líquido de R$ 71,47 milhões.

Os números representam uma queda de 68,5% ante mesmo período de 2019, quando registrou lucro líquido de R$ 226,73 milhões.

No ano, a Companhia registra prejuízo líquido de R$ 175,05 milhões.

TIM (TIMS3) tem queda de 20,9% no lucro

A TIM (TIMS3) registrou um lucro líquido de R$ 390 milhões no terceiro trimestre, um desempenho 20,9% inferior na comparação com igual período do ano passado.

De acordo com a empresa, o resultado foi impactado principalmente, de um IR/CSLL não beneficiado pela dedutibilidade do JSCP da base de cálculo dos impostos, uma vez que não houve distribuição desta natureza no trimestre.

O Lucro por Ação (LPA) foi de R$ 0,16 ante os R$ 0,20(Normalizado) no mesmo período de 2019.

Minerva (BEEF3) lucra R$ 58,3 mi no 3TRI

A Minerva (BEEF3) reportou um lucro líquido de R$ 58,3 milhões no terceiro trimestre, revertendo o prejuízo de R$ 82,7 milhões no mesmo período de 2019.

No acumulado do ano, o lucro líquido alcançou R$ 583,0milhões. Já a margem líquida atingiu 1,1% ante uma margem negativa de 1,8%.

Marcopolo (POMO4) reverte lucro e registra prejuízo

A Marcopolo (POMO4) divulgou um prejuízo líquido de R$ 57,4 milhões no terceiro trimestre de 2020.

No mesmo período do ano passado, a companhia havia registrado lucro de R$ 22,8 milhões.

No acumulado de 2020, a Marcopolo registra prejuízo de R$ 45,4 milhões.

ABC Brasil (ABCB4) tem queda de 40,3% do lucro

O banco ABC Brasil (ABCB4) divulgou os resultados do terceiro trimestre de 2020 nesta quarta-feira (04). O lucro líquido no período atingiu R$ 73,5 milhões, 40,3% menor do que o mesmo período de 2019 (R$ 123 milhões). Mas o número é 19,2% maior que o segundo trimestre de 2020 (R$ 61,6 milhões).

Cogna (COGN3) informa resgate antecipado de debêntures

A Cogna (COGN3) e a Saber Serviços Educacionais anunciaram que a Cogna, na qualidade de atual emissora por cessão e transferência pela Saber, vai exercer sua opção de realizar oferta de resgate antecipado parcial debêntures simples da segunda, terceira e quarta emissões, no montante total de R$ 867,6 milhões, com o consequente cancelamento dos papéis em circulação resgatados.

Guararapes (GUAR3) aprova emissão de debêntures

A Guararapes (GUAR3) aprovou, nesta terça (3), a quarta emissão de debêntures, no valor total de até R$ 1,4 bilhão.

Serão emitidas 1.400.000 debêntures simples, não conversíveis em ações, em até três séries.

O valor nominal unitário é de R$1.000,00, no montante total de até R$ 1,4 bi.

Ser Educacional (SEER3): aquisição de faculdade no Ceará

A Ser Educacional (SEER3) comunicou a conclusão do contrato de compra e venda de quotas e a efetiva transferência do capital social do Colégio Cultural Módulo.

O Módulo é mantenedor da Faculdade de Juazeiro do Norte (CE) para o Centro Nacional de Ensino Superior, subsidiária da Ser Educacional.

CVM condena ex-diretores da Petrobras (PETR4)

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) condenou os ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa e Renato Duque a ficarem quinze anos sem assumir cargos de administrador ou conselheiro fiscal de companhias abertas.

O julgamento analisava acusação de violação do dever de diligência nas decisões de investimento nas refinarias Abreu e Lima (PE) e Comperj (RJ). Os demais acusados foram inocentados.

Hapvida (HAPV3) fará desdobramento de ações

A Hapvida (HAPV3) aprovou desdobramento das ações da companhia, na proporção de cinco ações ordinárias para cada ação da mesma espécie, sem modificação do capital social.

Além disso, a Hapvida ratificou a eleição de Igor Xavier Correia Lima para o cargo de membro independente do conselho de administração da companhia.

Copasa (CSMG3) aprova desdobramento de ações

O Conselho de administração da Copasa recomendou, para deliberação de assembleia geral extraordinária (AGE), o desdobramento da totalidade das ações emitidas pela companhia, na proporção de uma ação ordinária para três ações da mesma espécie.

ODPV3: Invesco Advisers tem 5,26% das ações

Odontoprev (ODPV3) informou que a Invesco Advisers atingiu de forma agregada, 27.925.023 de ações ordinárias da companhia, representando aproximadamente 5,26% do total.

Localiza (RENT3) paga JCP

A Localiza (RENT3) realizará o pagamento de juros sobre capital próprio amanhã (5), no montante total de R$ 65.611.477,32, equivalentes a R$ 0,087345099 por ação.

Conforme a nota, o pagamento dos juros sobre capital próprio tem como data-base a posição acionária de 10 de setembro de 2020.

BMGB4 vende 40% da CMG para a Wiz (WIZS3)

O BMG (BMGB4) anunciou a conclusão da venda de 40% da CMG Corretora de Seguros  para a Wiz (WIZS3) por R$ 89,8 mi.

“Com o fechamento da operação, a Wiz passou a ser titular de quotas representativas de 40% do capital social da CMG”, informa o comunicado divulgado pela empresa.

Além disso, o BMG tem opção de compra para aquisição adicional de quotas representativas de 9% do capital social da CMG, que serão exercidas em 2024.

Daycoval (DAYC3) registra lucro 7,4% maior

O Banco Daycoval (DAYC3) reportou um lucro líquido de R$ 288,2 milhões no terceiro trimestre de 2020. Os números representam uma alta de 7,4% sobre a base anual.

No acumulado de 2020, o Banco registra lucro de R$ 943,2 milhões, alta de 45,8% sobre mesmo período de 2019.

A rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) foi de 31,3% no período.

Paraná Banco desiste de realizar IPO

O Paraná Banco (PRBC4) informou nesta terça-feira (3) que desistiu de realizar IPO (Oferta Pública Inicial).

Assim como outras empresas que desistiram este ano de abrir capital, o banco alegou a “deterioração das condições dos mercados brasileiro e internacional”. O pedido foi protocolado na CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Mas apesar da decisão, o Paraná Banco ainda vai dar continuidade ao processo de conversão do registro de emissor de valores mobiliários perante a CVM da Categoria “B” para a Categoria “A”