Quero investir em renda variável: como começar?

Carla Carvalho
Graduada em Ciências Contábeis pela UFRGS, pós-graduada em Finanças pela UNISINOS/RS. Experiência de 17 anos no mercado financeiro, produtora de conteúdo de finanças e economia.

Crédito: Canva

Em tempos de juros baixos, a renda variável é uma ótima alternativa para diversificar os investimentos com rentabilidade. E, diferentemente do que muitos pensam, ela também podem atender a perfis mais conservadores.

Mas como começar a investir em renda variável?

Primeiramente, é preciso entender o que são esses investimentos e como o mercado funciona. Logo após, analisar algumas modalidades para decidir qual a mais adequada ao perfil e às expectativas de cada investidor.

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Pensando nisso, preparamos um guia com tudo o que você precisa saber para começar a investir em renda variável com rentabilidade e segurança.

Vídeo gravado em setembro de 2019

O que são investimentos de renda variável?

Como o próprio nome diz, são aplicações que possuem retornos não previsíveis. Ou seja, ao investir nesses ativos, você não sabe ao certo o quanto terá de rentabilidade ao longo do tempo.

Isso porque existem diversos fatores que influenciam na evolução dos ativos de renda variável. No caso de ações, por exemplo, o desempenho da empresa e o setor de atuação são variáveis que afetam diretamente a rentabilidade desses papéis.

Já no caso de aplicações ligadas a moedas estrangeiras, o cenário econômico e político mundial é fundamental para definir seus valores.

Ou seja, uma vez que esses fatores mudam ao longo do tempo, não é possível determinar previamente o quanto se receberá pelo capital investido. Entretanto, é possível identificar tendências e, a partir disso, traçar estratégias que aumentem as chances de ganho com segurança.

Vejamos agora algumas das modalidades mais conhecidas de investimentos em renda variável:

Ações

Quando falamos em renda variável, as ações são, sem dúvida, os investimentos mais lembrados. Esses títulos representam uma fração do capital da empresa. Logo, ao adquiri-los, o investidor passa a ser “sócio” da companhia.

Antes de mais nada, é preciso saber que, para investir diretamente em ações, é necessário um bom conhecimento técnico e de mercado. Afinal, existem empresas boas e ruins, e o investidor precisa saber diferenciá-las para proteger o seu patrimônio.

Além disso,  comprar diretamente os papéis de uma empresa não é a única forma de investir em ações. Existem também os fundos de ações, como veremos a seguir.

  • Confira aqui cinco dicas para começar a investir em ações

Fundos

Um fundo de renda variável é um conjunto de ativos de uma determinada categoria. Por exemplo, existem fundos que aplicam em ações, moedas estrangeiras, mercado imobiliário e, até mesmo, em outros fundos.

Dessa forma, uma das vantagens dos fundos é a possibilidade de maior diversificação. Ou seja, ao adquirir cotas de um fundo, o investidor estará, simultaneamente, investindo em diversas categorias de ativos.

Outro ponto importante é que os ativos de um fundo são selecionados e monitorados por um gestor financeiro. Logo, a tendência é de que proporcionem boa rentabilidade com maior grau de segurança.

  • Entenda aqui o que são fundos de investimentos, quanto rendem e como investir

Moeda estrangeira

Também é possível investir em renda variável através de moedas estrangeiras. Além dos fundos cambiais, pode-se fazer isso adquirindo a própria moeda ou por meio de contratos futuros.

A forma mais simples é comprar diretamente a moeda, seja dólar, euro ou qualquer outra. Para isso, basta ir a um banco ou corretora de câmbio e fechar o negócio.

Entretanto, com os contratos futuros, o investidor não precisa comprar a moeda para se beneficiar de sua valorização. Em vez disso, ele adquire somente o direito de negociá-la numa data futura.

E por que o investidor faria isso? Simplesmente porque ele acredita que, numa determinada data, a moeda estrangeira valerá mais do que o presente em relação ao real.

Caso a sua expectativa se concretize, o investidor receberá a diferença entre a cotação da moeda no dia do vencimento e no dia da aplicação.

Ouro

O ouro é um dos ativos de renda variável mais procurados em tempos de turbulência nos mercados. O motivo é que, além do ativo ser um bem físico, ele serve de garantia para as moedas de muitos países.

Pode-se comprar barras físicas para investir em ouro, porém há alguns inconvenientes. Isso porque, por questões de segurança, é interessante que se utilize a custódia de um banco. Logo, o investidor terá um custo adicional com esse serviço.

Além disso, o metal físico tem menos liquidez quando comparado aos fundos de ouro, que são a forma mais simples de se investir no metal.

Entenda neste link como o ouro pode proteger sua carteira

Opções

Além de proporcionar bons ganhos, as opções também são uma ótima alternativa para proteger o patrimônio do investidor.

Entretanto, assim como possibilitam elevados ganhos, também podem levar à perda total do valor investido. Logo, é necessário muita técnica e profissionalismo para lidar com opções de forma segura.

Há dois tipos de opções no mercado: as de compra (call) e as de venda (put).

Como o nome diz, as opções de compra dão ao seu titular o direito de comprar um ativo por um determinado preço em uma data futura.

Imagine que você espera a alta de determinada ação. Por isso, deseja garantir hoje o seu valor, para que possa comprá-la daqui a um mês.

Nessa situação, você pode comprar uma call com vencimento em 30 dias. Dessa forma, terá direito a pagar por essa ação o preço estabelecido na hora da compra da opção.

Por outro lado, as opções de venda são adequadas quando se espera que o preço de determinado ativo caia.

Por exemplo, o investidor percebe que uma de suas ações está sobrevalorizada. Logo, tem receio de que a alta desse papel não se sustente por muito tempo.

Nesse momento, para garantir que a ação não se desvalorize, ele compra uma put. Ou seja, as opções de venda funcionam como um seguro contra a desvalorização do patrimônio.

Vídeo gravado em janeiro de 2020

Por que investir em renda variável?

Os investimentos em renda variável tendem a trazer bons rendimentos no médio e longo prazos.

Isso porque o mercado financeiro é bastante dinâmico. A todo momento, ocorrem diversos fatos que movimentam a economia em todos os lugares do mundo. Por sua vez, essas mudanças afetam diretamente os ativos de renda variável.

Além disso, como já vimos, num cenário de juros baixos esses ativos podem alavancar os ganhos dos investimentos.

Contudo, é muito importante não esquecer o caráter variável desses investimentos. Em determinados casos, o investidor pode perder não só o rendimento, mas também todo o capital investido.

Por isso, o ideal é ter sempre parte dos recursos aplicados também em renda fixa. Quanto às proporções, isso dependerá do perfil e dos objetivos de cada investidor.

O investidor mais conservador também pode aplicar em renda variável?

A resposta é sim.

Muitos pensam que a renda variável define perfis agressivos, ao passo que renda fixa é sinônimo de conservadorismo. Na verdade, o que definirá o perfil do investidor é o quanto de seu patrimônio ele vai alocar em cada uma dessas categorias.

Logo, um conservador pode perfeitamente investir em ações ou fundos de renda variável, por exemplo. Para isso, deverá somente estabelecer a proporção de dinheiro que lhe dará tranquilidade nessa modalidade.

Como começar a investir em renda variável?

Para investir em renda variável, basta ter uma conta em um banco ou corretora de valores. Se quiser fazer sozinho as operações, é só habilitar seu cadastro para poder operar na corretora de valores do seu banco.

No caso de ações, por exemplo, você só precisa escolher os papéis nos quais deseja investir, informar o número de ações e o preço máximo que quer pagar. A partir disso, o restante da operação é totalmente eletrônica.

Logo após, você já poderá monitorar sua carteira pelo site da corretora. Além disso, conseguirá também negociar seus ativos no momento que desejar.

Todavia, é muito importante que você saiba investir conforme seu perfil e objetivos. Para isso, a melhor forma é contar com uma assessoria especializada, que lhe dará todo o suporte para montar sua carteira com a maior segurança e eficiência.

  • Neste link, você vai conhecer os benefícios de ter um assessor de investimentos